Obstinação

 

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Obstinação 

 

Partiste nas ondas dos ventos dos sopros do mar

Foste em busca de caixas lacradas de chumbo

De cabeça mergulhaste de pulmão que quer ar

Inconsciente levaste o coração a tocar bumbo

 

Quiseste voltar nos sopros dos ventos e ondas do mar

Tardiamente mais doente perdeste todos os dentes

Remos e asas-delta fugiram de ti a ti limar e dizimar

Força sobrenatural corpo e alma remanescentes

 

Condiz a condição de migalhas de saúde que cobra

Agarraste a mísera adição de temperança e herança

Levíssima esperança mantiveste em noção de dobra

Conta gotas oral de florais de bach a verossimilhança

 

Perdiz as pernas caminham pé a pé em reversão

Abraçaste um fio frágil da vida e o pulmão ascendeu

Aprendeste a sina nos sinos do bem e mal submersão

Feliz em andarilhos percalços solo você transcendeu

E uma estrela de cintilante brilho feneceu

 

Fim

Antonio Domingos 

 17/06/24

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Comentários

  • Uau! Poema de estrada, de pé no chão, poema de vivências com tuas ternuras e inspirações. Mui belo meu amigo Antônio. É sempre único ler- te. Grande Abraço!

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