Olé Olé

Aos poucos aquelas bolhas adocicadas
Iam uma a uma explodindo minha mente
Alterando a percepção numa grande derrocada
De realidades flashes e imagens à minha frente

Entre o passado e o presente me vi abraçado
À mentiras engarrafadas suavizando o errado
O ópio das ilusões fazendo meu corpo refém
Preso num tempo que a gente julga que tem

Estive lá junto de uma ou mais taças de Brut
Ou teriam sido pequenos shots de Absolut?
Fiz as malas deixei o quarto iluminado à neon
E perfume francês barato riscado de batom

Vi uma bela dama torneada de cabelos vermelhos
Ela segurava uma muleta e fui abatido com um só olé
Me fiz de Humphrey Bogart e não vi estar de joelhos
Mas estou aqui brindando o hoje com uma xícara de café

Deus abençoe as canções que nos embriagam
Carlos Correa

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