Pétalas ao vento

A dama de negro cobriu-me a fronte,

Horas passadas sem veres de um astro

O brilho ressurgir no amplo horizonte,

Das trevas, o espectro, seguia-me o rastro.

 

Horas passadas num ermo, distante 

Desses olhares e do lírio casto,

Assombra-me na noite e no levante,

Fantasma de pensamento nefasto.

 

Lembram auroras mortas, redolentes 

As pétalas ao vento mortalhadas 

Perdidas em auríferos poentes...

 

Minhas lembranças hoje pude vê-las,

Como essas almas indo maceradas 

Sob o clarão febril de três estrelas.

 

Thiago Rodrigues 

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Comentários

  • Caro poeta Thiago

    Um belo poema!

    Merecido DESTAQUE.

    Parabéns!

    Abraços

    • Obrigado, Julio! Um abraço!

  • Maravilhoso soneto, Thiago!

    Parabéns.

    DESTACADO 

    Um abraço 

    • Obrigado, Márcia! Um abraço!

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