POEMA DIFUSO
De repente,
em meio aos meus devaneios,
dígito no celular, distraidamente
pensamentos que afloram
como uma nascente
que vai crescendo,
crescendo até jorrar,
transformando-se em um mar,
um mar de essências que,
ao balanço das ondas,
confunde minha cabeça,
inunda meus sentimentos
atormentam minhas ideias.
Mergulho no oceano da existência,
exploro cada partícula em minha volta,
da qual extraio gotas de experiências,
exercito o meu cognitivo,
Moldo as gotículas, uma a uma,
surge, então, filamentos de luzes
que iluminam minha consciência,
transformo-as em tênues fios
até juntar em novelos.
Desenrolo as pontas,
desfaço laços,
desato os nós,
com muito zelo,
sem deixar embaraços.
Sigo o ritmo do meu coração,
rascunho cada letrinha,
ouço a minha respiração
traço as linhas,
emendo as pontas
até formar palavras,
palavras que se encontram,
que se cruzam nas rimas.
Alinhavo as rimas,
logo, tenho os versos,
costuro os versos,
tenho um poema,
poema em forma de poesia,
poesia em tamanho único,
uma roupa que me veste,
uma grife paralela
que preenche o vazio,
cobre a nudez da solidão
agasalha o frio da ausência dela.
Samuel De Leonardo (Tute)
Comentários
Aplausos e flores a ti, poeta pela sensibilidade aflorada. Abraços
Lindo!
Parabéns poeta
Abraço