Eu costumava estar apaixonado apaixonado
Pela simples e sedutora sensação de o estar
E funcionava assim como um sonho encantado
Um vício uma droga que eu precisava cultivar
Canções e cartas doces rosas e flores do campo
A química que faz do coração um velho tamborim
Algumas vezes me deixavam de cama como o sarampo
E aí logo imaginava toda a paixão nos lençóis de cetim
Mas o efeito se perdia precisava de uma nova dose
Um looping de prazer e aflição e surgia outra canção
Hoje eu chamo todo esse carrossel apenas de solidão
Por um tempo imaginei fosse parte da metamorfose
E eu conheci você...
Quando descobri que estava aqui neste mundo
Percebi que eu não poderia continuar solitário
E construí um lar quase te perdi por um segundo
Escrevi uma canção você era meu único repertório
Às vezes na madrugada ainda vou até o telhado
Me encontro com essa amiga chamada solidão
Talvez ela nunca tenha saído de fato do meu lado
Ficamos ali sem palavras apenas ouvindo a canção
Tem vezes que surge um verso que sai de minha mão
Deus abençoe cada caminho por mais torto que seja
Carlos Correa
Comentários
Apaixonado de propósito...
Tem vezes que surge um verso que sai de minha mão
Parabéns poeta 👏🏼
Obrigado Isa por seu carinho, fica com Deus
Versos emoldurando a saudade e o amor do poeta que cria um momento único e cativante. Parabens
Sorrindo pra ti minha amiga...Deus a abençoe
Que maravilha!!!!! Parabéns, Carlos! Que delícia de leitura, um ritmo doce e envolvente.Adorei! Bj
DESTACADO
obrigado minha amiga, sempre gentil...bj grande,fica com Deus