Prosas no telhado

Eu costumava estar apaixonado apaixonado
Pela simples e sedutora sensação de o estar
E funcionava assim como um sonho encantado
Um vício uma droga que eu precisava cultivar

Canções e cartas doces rosas e flores do campo
A química que faz do coração um velho tamborim
Algumas vezes me deixavam de cama como o sarampo
E aí logo imaginava toda a paixão nos lençóis de cetim

Mas o efeito se perdia precisava de uma nova dose
Um looping de prazer e aflição e surgia outra canção
Hoje eu chamo todo esse carrossel apenas de solidão
Por um tempo imaginei fosse parte da metamorfose

E eu conheci você...

Quando descobri que estava aqui neste mundo
Percebi que eu não poderia continuar solitário
E construí um lar quase te perdi por um segundo
Escrevi uma canção você era meu único repertório

Às vezes na madrugada ainda vou até o telhado
Me encontro com essa amiga chamada solidão
Talvez ela nunca tenha saído de fato do meu lado
Ficamos ali sem palavras apenas ouvindo a canção

Tem vezes que surge um verso que sai de minha mão

Deus abençoe cada caminho por mais torto que seja
Carlos Correa

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