Renúncia

 

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Renúncia

 

Chão vermelho desperta na memória,

Nos lençóis de estampa o voar repousa;

Luar sazonal que em febre compõe

No pergaminho antigo desta história.

 

Vida frontal no estreito sofá-cama,

Teu gesto acorda na íntima afeição;

Reténs meu pulso quente em tua mão,

E o tédio do isolar já não me chama.

 

Luar na emoção tramam tensão,

Antítese viva entre ficar e amar;

Respiro teu calor, fôlego sem ar.

 

Renúncia beijo preso à negação,

Dois corpos em um, prontos a sonhar,

Mas parto em ti… ficando a te lembrar.

 

A. Domingos

Novembro de 2025

Soneto 

 

 

 

 

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Comentários

  • Antonio

    seu versar revela que sem a pessoa amada não dá para viver

    o amor vivido em todas as fases da sentido a vida

    mesmo que por um tempo se vivenciou mas depois teve que partir

    mas dentro do peito fica acesso a chama de um amor vivido, sofrido,mas jamais  esquecido

    um soneto com amarrações poéticas e distintas

    um abraço

    • Muito obrigado Poeta Davi.

      Sua avaliação é excelente... É o que quer dizer o Soneto.

      Um Soneto com amarrações poéticas distintas.... perfeito Davi 

      Obrigado pela atenção..

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