Singela a lua formosa e bela,
Com brumas encobre tua nudez,
E a olhar-te, sigo, formosa e singela,
Lua ebúrnea de etérea palidez.
A face contrita eis que revela,
Sobre o horto de profunda morbidez,
E de alvores teu véu sobre a capela
Extende-se em mirífica mudez.
Segues ainda nos caminhos pulcros,
Na solidão das noites desoladas,
Pelos antigos e álgidos sepulcros...
De redolências, ai, em redolências,
A alma cobre das pétalas fanadas
Enclausurada em místicas fulgências...
Thiago Rodrigues
Comentários
Rico vocabulário e adorável poetar. Aplausos
Obrigado, Lilian!
Belíssimo, Parabéns poeta!
Obrigado, nobre poetisa!
Que soneto encantador! Receba meus aplausos pela bela escrita 👏
Abraços sinalizados
Obrigado, Therezinha! Uma boa noite para ti!
Thiago um soberbo soneto! Parabéns.
Um abraço
Boa noite, Márcia! Agradeço pelo comentário. Um abraço!
Aplausos, Thiago!
Belo soneto!
Abraço
Obrigado, Ciducha! Um abraço!
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