Sob a Matriarca Lua
O relógio cruel nunca para para nós dois,
e risca as horas na pele da emoção;
mas guardo teus passos para depois,
na memória serena do coração.
O sol atravessa gotículas distraídas,
em refração, reflexão e dispersão;
e o arco-íris veste as tardes coloridas,
com sete cores bordando o horizonte em canção.
Que venham os maus pressentimentos sombrios,
aprisionados numa tosca senzala sem luz;
que se percam nos desvãos dos vazios,
longe do caminho que o afeto conduz.
E surge a MATRIARCA ,nossa LUA soberana,
vertendo luar sobre sonhos e paixões;
guardando a noite com ternura arcana,
para que o amor floresça entre constelações
FIM
A. Domingos
Junho de 2026
Comentários
Exuberante poética, caro amigo das letras. Meu carinho e flores a ti.
Agradeço muito sua atenção e apreciação..
Uma honra para mim prezada Poetisa Lilian..
Abraços fraternos