Solidão
Ouço os pingos da chuva caindo manso;
embaçando a janela com sombras mortas.
Sombras dançantes que seguem ao remanso
pra juntar-se às águas das frestas da porta.
Sob a luz do abajur, a mesma cena vejo.
Como a esperar pela presença, talvez;
Que outrora constante trazia um beijo.
Na mente, esse filme passa outra vez.
Mas essa espera é vã, ninguém vai chegar.
Não haverá semblante para sorrir,
Companhia pra ouvir a chuva pingar
Sequer abraço para repartir.
São tantas lembranças que trazem o passado.
Por tanta saudade, sangra o coração.
Lágrimas rolam deste ser torturado
Que sozinho vê a tela da solidão.
Márcia Aparecida Mancebo
Comentários
Márcia
infelizmenet a solidão chega para a gente
um versar triste mas muito bonito
um abraço
Obrigada, Davi! Abraços
I
Quanta inspiração! Adorei! Parabéns!
Obrigada, Editt! Bjs
Solidão é algo que inspira e castiga os corações poéticos. Bravissimo, Márcia. beijos
Obrigada, Lilian!
Bjs