Velhos tempos

                         Velhos tempos.

                Nesta noite de inverno, o vento geme de dor, num ruído tristonho de lembranças: da sala, da lareira, esquentando o ambiente Da  mesa posta para o jantar. Um cheiro de comida caseira é bem-vinda.
                 Ao redor da mesa, risos e gargalhadas, lembrando os anos do tempo de criança. No ar, um som de uma canção antiga que todos não esqueceram o refrão. Velhos tempos!
                   A taça de vinho é o brinde da união familiar. Um gesto, uma palavra lembra a falta de alguém.       
Alguém que ensinou a importância do amor, da empatia e da amizade.
                Lá fora, o vento se cala e vem a garoa fria, enquanto, na sala, o amor esquenta a união. A noite segue embalando os corpos sonolentos. Mais uma reunião da família como antigamente.
                Ninguém fala, mas a falta na sala é evidente. No porta-retrato, a saudade tem aroma e sabor.

                Márcia Aparecida Mancebo

                    Itapeva, SP

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Comentários

  • Linda página! Parabéns 👏 Eu DESTACO o que já é Destaque por essência.

  • Que lindo....que lindo...Deus abençoe a todos nesta sala...

  • Uau...

     é como ver um vídeo ( palavras vivas)

    Quanto aconchego em um só poema! 

    Ameiii demais!

  • Que lindos versos, Márcia

    Meus aplausos,querida

    Beijoss

  • Querida amiga, essa saudade da imfancia é tão poética.

    Meus parabens e um grande abraço

    .

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