VISÕES DO ALVORECER

Sob o alvor de olhares vindo tranquilo,

Da solitude, o velho citaredo,

Ah, quanto tempo fazes qu'estou a ouvi-lo,

Para mim seu canto não é segredo.

 

E a ver os astros indo vou sem medo,

No verde-azul das brumas de berilo,

Onde espero a noite e o dia quedo 

Indo morrer nos páramos tranquilo.

 

Outra aurora sob o arbúsculo espera 

O silêncio as flores ver nasceres 

No crepúsculo irial da primavera...

 

E o citaredo na alma canta e escuta,

Longos mistérios, longos misereres,

No alvorecer de uma senda impoluta...

 

Thiago Rodrigues 

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