Posts de Frederico de Castro (589)

Meiose apoteosis

Com pingos de mel adocicas o palato
Dos meus silêncios
Amamentas o imperativo desejo tão evidente
Naquela gargalhada vadiando furtivamente

Escorres adocicante dos favos da minha solidão
Onde ocorre a metamorfose gratificante de tantos
Beijos em comunhão

Polinizas as pétalas das ilusões mais tonificantes
Entreabrindo os estames dos meus desejos onde
Fecundo os esporos ávidos…germinando refrescantes

Reproduzes a vida que acontece expressivamente
Aguda, vorazmente…herança explicita qual meiose
Das nossas células apaixonadamente expeditas

Quero-te assim satisfeita, ígnea, halófita desaguando
Nas minhas maresias solícitas até que uma onda
Prodigiosa nos cubra numa fusão de marés tão graciosas

Frederico de Castro

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Silêncios e simbioses

Mato todos os desejos invadindo a textura
Deste silêncio, ousado e atrevido enquanto decifro
A noite contorcendo-se na escuridão saturada e invisível
Deslizando pelo ventre do tempo quase desfigurado…intangível

Recolho-me neste sonho privado advertindo a noite que agora
Fenece em queda livre flagelando todas as luminescências que fluem
Pela hemorrágica solidão tentadora e imutável deixando meus versos
Entre quatro paredes alimentar a procissão deste silêncio tão permeável

Assim deslizam absolutos os dias marcando cada hora insaciável
Que acontece na simbiose de tantos, tantos beijos irrefutáveis, qual lânguida
Saudade tatuando este umbilical momento de amor quase inexplicável

Fragilizada a madrugada embebeda-se com novos perfumes lavrados nestes
Versos diria adestráveis, pois o silêncio de vez apossou-se das nossas heréticas
Deambulações frenéticas, qual arpejo de muitas,tantas, cumplicidades mais fanáticas

Frederico de Castro

 
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Meu vício é você

O que sustinha o silêncio explodiu numa Delicadeza de ecos festivos escapando apaixonados Deixou na soleira do tempo uma assoalhada que me vira A cabeça de prazeres viçando alegres…bem validados Faz uma loucura por mim num gole voraz ao…
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Privado silêncio

Varri da madrugada tantas visões suspirando tão subjugadas
Ornando a matiz da solidão cada vez mais vergada
Recostei-me no travesseiro do tempo até que este me vista a saudade
Dormitando ao colo de uma solidão comutativa…bem petiscada

Ao longe chora um violão deixando no ar acordes
Tristes reféns de uma lauta desilusão empoleirada
Na pauta destes versos quase renegados que destilo
Timbrando a manhã pintada de emoções tamanhas e empertigadas

E a noite desfragmenta-se boiando na maresia da escuridão
Tão bem massajada embebida num punhado de rumores festivos
Boémios, bailando na luminescência trépida de um desejo tão coercivo
Descarrilando casualmente num poente enamorado e privativo

Nas águas dos meus silêncios cavalgam ondas majestosas
Desaguando em ti devagarinho mugindo cada finada hora
Sedenta, pastorando esta descuidada solidão…aparatosa
Constantemente consecutiva…sempre tão escrupulosa e interativa

Frederico de Castro

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Ser vadio

Embriagou-se a manhã bebericando a luz
Vindimada num florido crepúsculo excepcional
Alimentou o dia com gotículas de vinho doce,lubrificando
A terra ávida, aliciada…cordialmente inebriada

Deixo entrar os segredos da noite vadia em mim
E depois converto-os em folias retemperantes que
Procuram ávidas a serenidade de um abraço tão revigorante

E ao perder-me nas escuridões invisíveis onde gesticula toda
Minha solidão amarfanhada naufrago na lagoa das tuas lágrimas
Deixando muitas, tantas aguilhadas de dor rendidas à
Amordaçada madrugada infestada de ilusões tão acanhadas

E sem que o dia se refaça de toda escuridão persistente, açoito aquela
Nuvem que destapa o gomo de luz desavergonhado e prepotente acendendo
A manhã arrebatada, debicando a esperança que resiste, assim…omnipotente

Frederico de Castro

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Ah...como eu amei...

Encontrei murmurando baixinho aquela sanfôna branca Bailado felina graciosa em retalhos de cetim…um canto tim tim por tim tim repleto de batucantes desejos a ti destinado em pleno festim Ah, como eu amei até aquela brisa perfumada…vai ficar na…
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Declínio do silêncio

Desceu a noite pelo desfiladeiro das minhas solidões Atrofiando a luz cozinhada numa luminescência tão desvairada Desamparante e banal desejo enviuvado naquele assertivo abraço Onde chuleei a vida apaladada, cativa deambulando sempre esquiva
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Noites delinquentes

Vesti cada palavra com ritmos excepcionais Colori todos os vocábulos com um lirismo purificado Na mais plena rima toda excêntrica…toda ficcional Embandeirei em arco este verso embebedado até à Última gota semântica que dessedenta uma estrofe…
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O sol do meu Oriente

O sol ainda brilha ao longo do horizonte
E na vertical dos silêncios acólitos reparto
Em gomo de luz que se propaga numa vertiginosa
Travessia luzindo nesta paisagem afrodisíaca e graciosa

Mora em mim uma solidão tão breve, tão ritualista
Mirando o dia que renasce numa hora emergente e glamorosa
Conectada à saudade benevolente onde te acalento mais apetitosa

Na serenidade dos céus infinitos conforto as memórias meteóricas
Dilacerando aquela onda meticulosa orbitando nossos desejos vibráteis 
Imergindo entre adocicantes palavras que iluminam a imagética e
Volátil paisagem onde pernoitas mais garbosa, frenética e pulsátil

Tão medonha a noite veste-se de cetins imperiais arredando a luz escondida
Num hipotético oriente formoso e escultural ensanduichando o tempo agora
Perdido entre os bastidores de uma solarenga manhã que nasce depois tão cordial

Frederico de Castro

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Outra vez...

Para Gal…essa voz absurdamente magistral

Outra vez a tua voz
Tão simples e singela jardinando
Meu canteiro de flores deixando só uma
Sequela de silêncios ali cantando à capela

Outra vez a aurora dos teus céus ilustres
Bebendo todo o luar engalfinhado num cardume
De vozes ecoando algures entre um cântico sagrado
Amarinhando em nós assim sem mais queixumes

Outra vez a suavidade das formas inebriantes
Quase iridescentes pintalgando esta voz tamanha e
Contagiante…um lamento de coros vociferando radiantes
Até que a noite nos acolha pra sempre mais viciantes

Outra vez um lamento ludibriando até a madrugada
Que assim alucinante embalava o pestanejar do dia
Acontecendo no expansivo feltro do tempo musical
Tão arrepiante, persuasivo com sabor equatorial

Outra vez…sim, outras tantas, quantas eu quiser
Escutando uma melodia que nos entranha mais imprevista
Usurpando toda a solidão que se aninha a nós num frenesim
Quase litúrgico, tão paliativo…mais vinculativo

Frederico de Castro

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Silêncio à la gardère

Remota e longínqua refugia-se a solidão entre
A folhagem deste exílio que se esconde tão proscrito
Alimentando e cutucando os ardores poéticos desta mísera
E afinada ilusão serpenteando todo o silêncio em reclusão

O silêncio à la gardère recrudesce integro e despojado
Sempre mais atrevido colorindo a lingerie da noite que agora
Se despe brandindo tanta emoção suspirando quase depravada

Os ventos em surdina trazem outros perfumes acocorados ao
Tépido semblante da memória onde rastreio tantos desejos enamorados
Aplaudindo a academia das saudades onde te guardo sempre tão obcecado

Desbaratei a formusura de cada paixão convertida num pranto exaltado
Premeditei até este silêncio que permanece pelejando mais recatado
À la gardère até que a noite flameje pra nós assim robusta, vistosa…resignada

Frederico de Castro

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Finalmente...

Despojei-me dos sonhos cifrados na noite polvilhada Por desejos matreiros, manufacturados com ímpeto Desenvencilhados com mestria até que este telepático Silêncio reitere um eco conivente e incinerado Finalmente reencontro os cacos deixados no…
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Repiques e chiliques

Como uma brisa suave ondulando ao relento da manhã
Desdobra-se com docilidade um sorriso configurado no miolo
Daquele lamento algemado a todo aromatizante sonho que abrigo
Como prioridade das memórias e loucuras que agora coligo

Despi este poema de todos os trajes da solidão que
Sustinha uma hora ardendo no vocabulário em reclusão
Até que debulhando o tempo decreto com açoites a solidez
Destas palavras refinadas só na minha imaginação

O dia extasiado prenhe de salamaleques enfeita-se para
Nós decretando outras tantas lunáticas gargalhadas, umas chiques,
Outras aos salpiques deambulam entre os berloques e frenicoques da vida
Que Subscrevo em cada alínea deste súbtil sorriso quase me dando um chilique

Dorme pra sempre a madrugada, branda conquistada tão cacique
Chilreando enraizada a tantos horizontes que dormitam no mais pleno clique
E conjugal momento de amor onde na empena do sorriso desenho a repique o
Sonho consumido num ápice de prazer desde que a criatividade sempre justifique

Frederico de Castro

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Imagina...

Imagina a minuciosa elegância de todos os teus gracejos Ornamento daqueles sinais da solidão prenhe de tantos bocejos A faísca numa noite de escuridão chegando infestada de muitos desejos Imagina para lá de todas as fronteiras intrínsecas e…
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E quando tu não estás...

squeci toda a razão dos mistérios do tempo Quando decorei a alma com infinitos prazeres Engordando o volume da minha solidão Subi ao firmamento dos teus céus fraternais Desci pelas montanhas do teu ventre feito socalco Do silêncio crepitando…
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Ver-te nos olhos de mim

E assim se multiplicou aquele visceral momento de ilusão Adiando até a madrugada que absorta nos limites do tempo Destronou a luz escapulindo por entre toda a balburdia de festejos Debruados numa sôfrega rima despida de flamejantes e ígneos…
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CPP