Posts de antonio domingos ferreira filho (1975)

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Minhas Estrelas do Amor

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Minhas Estrelas do Amor

 

As estrelas aprenderam teu nome.

E bordaram constelações sobre meu destino.

O universo abriu janelas de luz.

Para que nossos corações atravessassem o infinito.

Como dois cometas que escolheram permanecer.

 

No silêncio das galáxias florescidas.

A Lua semeou jardins entre os astros.

As nebulosas vestiram teu sorriso de aurora.

E o tempo esqueceu de contar os séculos.

Porque amar também é desafiar o cosmos.

 

Se o universo tem um centro, ele pulsa em nós.

As estrelas do amor jamais deixam de amanhecer.

 

Fim

A Domingos 

Junho de 2026

Saiba mais…

Valentino

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Valentino 

 

Valentino veste com novas e nobres estribeiras 

E valente corre o páreo Galope dos Nobres 

As patas de Valentino o veloz das fronteiras 

Nas pistas de terra ou grama um desdobre 

 

Perco as estribeiras se ele tem doença 

Minhas mãos viram vidro um desconcerto 

Nas vitórias as fotos afins para a imprensa 

As cornetas dos corneteiros o concerto 

 

O nosso Amor é suave nas carícias 

Minhas mãos massageiam seu rosto 

A Cocheira aconchegante delícias 

Valentino é como meu pet disposto

 

Um garanhão puro sangue inglês 

Uma parte de minha vida afetiva 

Valentino um veloz vencedor cortês 

Um amigo de fé cujo olhar emotiva 

 

Fim

A Domingos 

13 de setembro de 2026

 

Saiba mais…

Flores da Primavera

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 Aldravias não tem título. .

Aldravia única não é título, é uma referência 

Flores da Primavera 

 

Elas são:

agapanto, ageratum, avenca, azálea, bromélia, buquê-de-noiva, cactos, calêndula, cravinas, crisântemo, dália-anã, deutzia, flor-de-mel, gérbera, girassol, gomphrena, hera, jasmim, lírio, margaridas, onze-horas, orquídea, petúnia, phlox, pomponete, rosa, sálvia, samambaia, tagetes, trepadeiras, tulipa.

 

As pessoas também perguntam

Qual é a flor mais bonita da primavera?

Quais são as principais flores da primavera no Brasil?

Quais são as flores que florescem no mês de setembro?

 

Principais flores da primavera · Gérbera · Tulipas · Rosa · Hibisco · Jacinto · Jasmim · Girassol · Orquídea.

 

Por que as plantas florescem…

Na sabedoria da natureza.

 

Primavera com

Bougainvillea

A preferida do Poeta

Gérbera

Rosa

Crisântemo

Girassol

Jasmim-manga

 

Com a chegada da primavera, conhecida como estação das flores, a beleza da floração toma conta dos nossos jardins.

Além disso, cultivar plantas e flores pode ser um excelente hobby para dar aquela pausa na rotina. Que tal aproveitar a primavera para praticar …

Flores da Primavera. Setembro à Dezembro.

Esta estação é, por excelência, a época das flores, coloridas e perfumadas, que se multiplicam nos campos, nos jardins, nos canteiros e prováveis espaços 

Margarida 

Seu desenvolvimento é super rápido, levando menos de três meses entre a germinação das sementes e a abertura das flores. Que tal encher seu jardim de margaridas …

 

Prosa interminável.

Maravilhas da Criação

...Deus

 

Fim

ADomingos 

Setembro de 2025…

 

 

 

 

Saiba mais…

Tenho 79 Anos

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TENHO 79 ANOS

 

Tenho setenta e nove anos.

Não escondo a velhice

atrás das cortinas do espelho.

Ela chegou,

sentou-se ao meu lado,

e conversamos sobre a vida.

 

Meus olhos perderam alguns metros,

mas minha alma ganhou horizontes.

Não estou cego:

ainda vejo o azul,

a delicadeza de uma flor,

o sorriso que chega sem aviso

e a beleza que não precisa gritar.

 

Minhas pernas conhecem meu tempo.

Caminho na velocidade

que meus músculos permitem,

meus ossos sustentam,

e minha vontade determina.

Não disputo corrida com o relógio:

caminho comigo.

 

Tenho setenta e nove anos

e ainda admiro a Mulher.

Não somente o desenho gracioso do corpo,

mas a inteligência que ilumina o gesto,

a arte que habita suas mãos,

a leveza que passeia pela alma

e aquele inexplicável encanto

que nenhuma idade consegue aposentar.

 

Respeitar também é admirar.

E há belezas

que meus olhos apenas contemplam,

enquanto o coração,

educadamente,

tira o chapéu.

 

A paixão não pergunta

a data de nascimento.

Às vezes,

ela acende uma pequena lamparina

num quarto antigo do peito

e me recorda:

ainda estou vivo.

 

Tenho minhas limitações,

naturalmente.

O tempo cobra pequenos pedágios

de quem percorreu longa estrada.

Mas ainda penso,

caminho,

escrevo,

amo,

admiro

e sonho.

 

Minha juventude não voltou.

Nem quero enganá-la.

Ela cumpriu seu destino

e deixou comigo

algumas cicatrizes,

muitas lembranças

e uma mala cheia de experiências.

 

Quantos anos tenho?

 

Tenho setenta e nove.

 

Idade suficiente

para saber que sobreviver

não é apenas continuar respirando.

 

É conservar alguma curiosidade,

alguma ternura,

algum desejo,

e coragem bastante

para abrir amanhã

mais uma janela.

 

Porque a velhice

pode diminuir a distância dos olhos,

mas não precisa diminuir

o alcance da alma.

 

Fim

A Domingos

01 de março de 2026

Saiba mais…

Flor a Florir o Amor

 

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Flor a Florir o Amor

 

No jardim onde minha alma repousa com ternura,

Florescem jasmins, perfume floral que constrói 

Rosa rubra dança ao lėu com ardor sem pudor

E o amor desperta, valente como um herói.

 

A brisa eleva os versos, leve como um lírio,

Palavras voam no céu como um desvario.

A orquídea acena com a cor da esperança,

E o cravo veste de paixão nossa lembrança.

 

O sol se esconde no entardecer discreto,

Mas renasce ao amanhecer sempre certo 

Não se preocupe, amor, eu ainda te amo,

Nosso retrato, na parede, ainda é o mesmo.

 

A vida sem coragem, uma flor sem raiz,

Mas as luzes do luar nos tornam felizes 

As flores, os versos e o ar que me inspira,

E o teu nome é sussurrado de poesia.

 

Fim

A Domingos 

Abril 2025

 

 

 

Saiba mais…

Quartzo Rosa

 

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QUARTZO ROSA

 

Precioso quartzo rosa, pedra do Amor,

Silencioso, adormecido naquela gruta,

Meu coração procura em ti o seu candor.

 

Nas matas virgens, teu olhar me encontra,

Minha alma em tua alma se faz ternura,

E nossos lábios amanhecem no mesmo amor.

 

Nossos corações são rubis cantando a mesma canção.

 

Nosso abraço é um quartzo rosa pulsando de emoção.

 

Fim

A Domingos

02 de setembro de 2026

Saiba mais…

O Inverno e o Amor

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O Inverno e o Amor. 

 

A bebida Bourbon inquietante aquece meus lábios,

A lareira foguenta derrama sombras sobre tua pele,

E o abraço forte desacelera o frio da madrugada.

 

Na poltrona de segredos repousam nossa tensão 

Janelas impermeáveis escondem silêncios febris,

Enquanto o beijo arde e percorre a noite com precisão 

 

No inverno, o amor quente incendeia corpos sutis 

 

E a neve distante já não alcança nossa paixão.

 

Fim

A Domingos 

10 de maio de 2026

 

Saiba mais…

E... que.... Quando os Olhos..

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E... Que... Quando os Olhos da mulher estão sorrindo 

 

E As rosas vermelhas nascidas em teus divinos seios     

Que São tuas digitais, as lanternas que amamentam   

E Os holofotes olhos todas cores sorrindo enleios   

Que Hipnotizam afundo olhar nos olhares imantam  

 

E A mulher bela que a si não se retrata em retrato

Que Muito menos está enquadrada em comum quadro

E És mulher de verdade sim refração da luz do olfato

Que Permeia a tela a velocidade redução do esquadro

 

E Saudemos na pintura a eloquência mestre do artista

Que Em dons redesenha com tintas a mulher irlandesa

E Cujas retinas sorrindo no tecido de algodão o prosista

Que Sonha vê-la fugir dali um holograma da singeleza

 

E O escritor desdenha o pintor em sentimentos escárnios

Que Ali resplandece uma mulher de verdade uma algama

E Em odores de suores do corpo sussurram os hormônios

Que A mulher do mundo aspira e sente as mãos sua apalma

 

E Com paixão incontinente o leitor subestima o escritor

Que Suga a imagem da pintura a sua ventura irlandesa

E Sortilégios feitiços de mago fez dela seu prazo de Amor

Que No matrimonio a casa lar com a sutileza realeza

 

E O crítico literário impaciente indolente defenestra o leitor            

Que A herança cultural lhe dá preferência à mulher guerreira

E Sem xenofobia que o labor do ofício lhe faz um candor

Que De amor indolor proclama a frenesi mulher brasileira

 

FIM

Antonio Domingos Ferreira Filho

05 de junho de 2024

Saiba mais…

Jardim do Amor

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Jardim do Amor

 

Rosas acendem rubores no jardim do Amor,

orquídeas borda silêncios na pele da manhã,

jasmins perfumam os caminhos da ternura.

 

Meu coração cultiva pétalas para tua chegada,

teu beijo faz a primavera nascer por dentro,

e o Amor floresce onde a alma encontra paz.

 

Somos duas sementes sonhando no jardim.

 

E a felicidade eternizar o perfume dentro d’mim 

 

Fim

A Domingos

17 de agosto de 2026

Saiba mais…

A Terceira Xícara

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A TERCEIRA XÍCARA

Mesa estilo Chippendale.

Madeira antiga.

Tampo polido.

Veias insones.

Memórias sentadas.

Uma cadeira.

Quatro pés.

Couro envelhecido.

Um corpo.

Apenas um.

O piso observa.

Frio.

Imóvel.

Talvez cúmplice.

Sobre a mesa,

três xícaras.

Três.

Por quê?

 

Uma fumega.

Outra espera.

A terceira...

silencia.

O homem bebe.

Devagar.

Muito devagar.

Degusta ausências.

A tarde envelhece.

A janela escurece.

Nenhuma visita.

Nenhuma voz.

Somente chá.

Três xícaras.

Uma boca.

Estranha aritmética.

Talvez lembranças.

Talvez disfarces.

Solidão maquiada.

O tempo sabe.

A madeira sabe.

O couro range.

O piso escuta.

A primeira xícara:

ontem.

A segunda:

hoje.

A terceira:

quem sabe?

Ele sorri.

Sem motivo.

Depois suspira.

Sem testemunhas.

Há tristezas

bem vestidas.

Usam gravata.

Tomam chá.

Parecem tranquilas.

Mas sangram

sem feridas.

Anoitece.

A cadeira range.

Ou pergunta?

O homem cala.

Ou responde?

Na mesa

três xícaras.

Uma vazia.

Outra fria.

A terceira,

ainda quente.

Para quem?

O piso surpreende:

uma sombra

sob a cadeira.

Depois duas.

Depois três.

Ele olha.

Nada.

Absolutamente nada.

Só móveis.

Só silêncio.

Só ele.

 

Talvez.

A solidão

inventa companhias.

A tristeza

arruma cadeiras.

E a mente,

quando anoitece,

serve chá

aos fantasmas.

O homem levanta.

Dois passos.

Para.

Volta.

 

Recolhe duas.

Deixa uma.

A terceira.

Sempre ela.

Sobre o tampo.

Esperando.

Quem?

Talvez amanhã.

Talvez ninguém.l

Talvez ele

já não saiba.

 

Fim

A. Domingos

02 de setembro de 2026

 

Saiba mais…

Esperança Minha

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Fernanda, minha filha..

 

Rondel sobre Mote

Mote: “Não deixo a esperança ir-se embora”

 

Esperança Minha 

 

Não deixo a esperança ir-se embora 

Preservo o desejo alocado na alma 

Persigo rastros abertos de outrora 

A lua me enxerga a presa calma 

 

Instante do verso a palavra apalma 

Me preservo nos saberes do agora 

Não deixo a esperança ir-se embora 

Preservo o desejo alocado na alma 

 

Viajo o sonho nas chuvas que chora 

Me invento ávido no anseio vivalma 

Olho o horizonte azul o céu da aurora

Penso e repenso na vida sem trauma 

Não deixo a esperança ir-se embora 

 

Fim

A Domingos 

07 de setembro de 2026

 

Saiba mais…

Vida com Mercúrio

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Vida com Mercúrio 

 

Vida em vida uma vida

Vida lá em mercúrio

Planeta de vida de ferro

Dos nascidos como gêmeos,

No sangue de uma aorta

Segue um velho coração 

Uma certidão da incerteza

Como vai a natureza

Tudo carece um espúrio

Mercúrio que nestes rios

Lagos e lagoas extensas

Contaminação geral

Peixes felizes contaminados

Órgãos descontrolados

Consumidos traz doenças

Diversas gravidades em danças

Macabras que embotam tecidos

Células impregnadas de morte

Peixes que bóiam na superfície

Povos originários desprezados

Rostos pintados de urucum

Um disfarce a pele ressecada

Garimpo sujo e perverso sem lei

Uma margem da sociedade a margem

Marginalizados e corrompidos

Há! Também corrompe a corrupção

Tragédia que não tem fim

Política do mal pelo mau

Assim segue as minúcias

Extravagantes da falta

De civilidade e humanidade

Contaminados com mercúrio 

 

Fim

Antonio Domingos

Abril 24

 

 

Saiba mais…

Tramas de Amor

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TRAMAS DE AMOR

 

Há amores que o tempo não leva,

apenas guarda em outro lugar;

ficam quietos entre as lembranças,

esperando a vida nos chamar.

 

Você ficou no meu passado,

mas nunca saiu de meu coração;

há presenças que mesmo distantes

continuam sendo companhia.

 

Às vezes sinto o seu perfume

chegando sem pedir licença;

então a saudade abre a porta

e tudo volta por um instante.

 

Queria rever os seus olhos,

ouvir novamente a sua voz,

sentar ao seu lado sem pressa

e conversar sobre nós dois.

 

Duas xícaras de chá sobre a mesa,

a maciez da toalha branca entre nós,

mãos sobre mãos numa leve pressão,

e o amor dispensando qualquer palavra.

 

Talvez amar seja também isso:

sentir falta da convivência,

das pequenas coisas partilhadas,

do simples prazer da presença.

 

O tempo mudou nossos caminhos,

mas não desfez algumas tramas;

certos afetos criam raízes

onde a distância não alcança.

 

Se um dia a vida nos reunir,

não perguntarei por que demorou;

apenas deixarei minha mão na sua

como quem reencontra o seu lugar.

 

Porque há alguém que fica no passado

sem jamais se tornar passado em nós.

 

Maria das Graças

07 de outubro de 2025

Saiba mais…

Primavera em Oito Flores

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PRIMAVERA EM OITO FLORES

 

A primavera abre seu relicário,

e a rosa, rubra, branca ou rosada,

que derrama perfume sobre os jardins,

como se o amor tivesse pétalas.

 

O girassol ergue sua face dourada,

acompanha a peregrinação do sol;

em seu amarelo mora uma alegria

que incandesce a manhã recém-chegada.

 

O lírio, branco, amarelo ou alaranjado,

exibe elegância de cálice aberto;

seu perfume atravessa mansamente o ar,

numa alvura quase cerimonial.

 

A orquídea desenha formas singulares,

entre violetas, brancos e magentas;

parece guardar na delicadeza

o facetamento secreto da beleza.

 

A margarida veste branco e ouro,

singela como um sorriso espontâneo;

não precisa da rutilância dos palácios

para ser majestade entre as folhagens.

 

O jasmim chega pequeno e perfumado,

mas sua fragrância desconhece limites;

quando a tarde adormece entre os galhos,

ele aromatiza até o silêncio.

 

A hortênsia reúne azuis e violetas,

rosados matizes em buquês naturais;

cada conjunto parece uma constelação

que resolveu florescer junto à Terra.

 

E a azaléia, rosa, branca ou vermelha,

acende recantos com sua vivacidade;

o jardim inteiro aprende suas cores

quando setembro anuncia a primavera.

 

São oito flores, oito delicadezas,

cada qual com seu modo de existir;

a primavera não explica sua beleza 

simplesmente ensina o mundo a florir.

 

Fim

A Domingos

06 de setembro de 2026

 

Saiba mais…

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TUDO É POESIA …. EPISÓDIO 8

 

A TERRA QUE EMPRESTAMOS

 

A Terra não nos pertence,

Somos hóspedes do chão;

Cada árvore é uma oração 

Cada rio, tem uma missão,

“””Cada semente,chora, um amanhã.”””

 

“””Sustentar é ofertar futuro””

Ao que o presente recebeu;

Plantar claridade no escuro,

“””Pois ninguém herda só o céu”””

A Terra é empréstimo dos que ainda não nasceram.

 

Fim

A Domingos

Agosto de 2026

 

“Temática Sustentabilidade”  

 “”” expressões criadas para o Poema”””..

Saiba mais…

"" O Grito da Terra ""

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**O Grito da Terra**

 

Sob o manto azul do céu estendido,  

A Terra chora em silêncio constante.  

Sonidos ao Vento, um lamento perdido,  

Rios e mares em tristeza dançante.

 

Gelo derretendo em lágrimas frias,  

Montanhas brancas encontram o chão.  

O Sol outrora amigo, em agonia,  

Queima a pele do mundo em combustão.

 

Pulmões verdes sofrem, tosse sufocante,  

O ar que respiramos, pesado e cruel.  

Cidades de fumaça, vida ofegante,  

Sob um céu que se tornou um fel

 

Mas em meio ao caos, ainda há esperança,  

Um futuro que podemos com amor tecer.  

Cada gesto de cuidado é uma aliança,  

Para o planeta, tão difícil, renascer.

 

Levantemos juntos nossas vozes em união,  

Por mares , por ares e florestas sem fim.  

Para que o amanhã, com renovação,  

Traga paz e vida ao nosso jardim. 

 

Fim 

Antonio Domingos 

 

Saiba mais…

O Dia que o Céu Negou

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Mote: Therezinha Santanna 

Crio o dia em que o céu negou..

 

O Dia que o Céu Negou

 

O azul criei sob um manto de breu,

E dei de presente o pranto que chorei;

A noite interrogou a face do céu,

E a dor perguntou quem me tornei.

 

Do nada fiz a herança que guardei,

Quando o silêncio em pedra se verteu;

O azul criei sob um manto de breu,

E dei de presente tal pranto que chorei.

 

Talvez cada verdade invente um céu,

E toda dúvida desminta alguma lei;

A esperança rasgou seu próprio véu,

Pois até na recusa me encontrei:

O azul criei sob um manto de breu,

 

Fim

A Domingos

Agosto de 2026

Saiba mais…

Estação das Flores

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Estação das Flores 

 

Vestiu-se o campo em veste perfumada,

Sob luz gentil das flores a sorrir;

Primavera sem medo de florir,

Seguiu na tarde mansa e dourada.

 

Cantava ao vento à rosa enamorada,

Fazia os sonhos leves prosseguir;

Mas veio o tempo, pronto a consumir,

Aquela antiga senda iluminada.

 

Partiste então na névoa do poente, 

Levando a cor dos lírios do jardim, 

Fica saudade lúcida e silente. 

 

Restou-me a voz da fonte junto a mim, 

Cantando um verso antigo, mansamente, 

Que ainda floresce sem chegar ao fim. 

 

Fim

Antonio Domingos

Maio de 2026

 

Saiba mais…

CORPO PASSAGEIRO

 

 

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CORPO PASSAGEIRO 

 

Minha alma grita por um corpo sobressalente 

Abro o meu silêncio num destino singular,

A lua veste meus abismos docemente.

 

Meu avermelhado coração quis, e caricato foi meu perdão,

Carreguei em meus ombros a caligrafia da saudade,

Enquanto o tempo desenhava máscaras no chão.

 

Desejei especial empatia de alguma alegria,

Para lapidar meus desalentos sem alarde,

E ensinar ao pranto a gramática da poesia.

 

As águas das marés revoltas, duro turbilhão 

Afogaram meus receios no ventre do oceano,

Enquanto as estrelas afiam as lâminas da razão.

 

Caminhei por amenidades de um céu hesitante,

Vi a chuva subir para pesar o próprio nada,

E a esperança de costurar o horizonte vacilante.

 

Sou fragmento de mim, paradoxalmente inteiro,

Vestindo o infinito neste corpo passageiro.

 

Fim

A Domingos

04 de setembro de 2026

Saiba mais…

Tercetos de Reflexões

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Tercetos de Reflexões 

 

Singela a singeleza silencia na sarcopenia do tempo,

Coisa dita da melhor idade escorre pelas mãos,

Irritante é envelhecer sem desaprender o vento.

 

Sapiência tropeça na ciência da pegada esquecida,

Um polichinelo no vazio patente do idiota dança,

Braços fortes de creatina sustentam a dúvida da vida.

 

Engenharia motora falha no colágeno amigo da ilusão,

Moda da esquina veste a moda do algoritmo apressado,

Suplementos cereja do bolo mofado da evolução.

 

Raízes apodrecidas de tanta água em demasia,

água da caixa de amianto azeda a memória do corpo,

E mesmo assim o céu azulado insiste em poesia.

 

Luz amarelada de Vincent van Gogh pinta o sete da eternidade,

Genial é o gênio que rasga o véu do visível,

E alguém deixa legado verdade ou falsidade?

 

Legatus… missão crucial na humanidade em finitude,

Dióxido de carbono, cão assassino invisível,

Destroça ossos com sua doce e lenta amplitude.

 

Amenidade e sinceridade tropeçam na sustentabilidade do quê?

Dos pés árvores plantadas na montanha de pé,

vivência e sobrevivência discutem com a conveniência de ser.

 

Paciência assina logotipo no contratipo do destino,

Caminhos e trilhas cruzam o vazio existencial,

Humano sem religião pergunta: quem sou, divino ou menino?

 

Ética e moral religião da fé nas mãos calejadas,

Trabalhos manuais constroem catedrais invisíveis,

Poeta e poesia riem das formas pré-formatadas.

 

Versos livres ou soneto, e daí, pergunta Gravataí,

Cidade das almas gêmeas em incredulidade,

Saudade dança com hiperatividade até cair.

 

Solidariedade abre asas como o condor do poder,

Fortalezas desabam nas próprias fraquezas,

O mar vermelho nuclear pulsa no medo de viver.

 

Finitude é atitude diante do nada que respira,

Clark Kent tira os óculos e não salva o tempo,

E John Lennon sussurra: Imagine… enquanto o mundo conspira

 

Fim

A Domingos 

24 de abril de 2026

Saiba mais…
CPP