Aventureiro Sonhar

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Velho navio abandonado

Carcomido pela maresia

Hoje te alcanço a nado

De cardumes és moradia

 

Divides a linha do horizonte

Tua âncora é um braço inerme

À noite és barranco, velho monte

Fervilhando em nuvens de verme

 

Teu casco confunde-se com a ferrugem

Os vagalhões adentram tuas galerias

Aves peregrinas ali coçam a penugem

Nos rastros espumosos de águas frias

 

Onde teus marujos? Onde teu timoneiro?

O teu resgate é por demais inacessível

E contraproducente qual o meu aventureiro

Sonhar que permeia o campo do impossível

Rui Paiva

 

 

 

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