Caverna

Não vejo o sol porque estou trancafiado
Num poço desiludido
Não sinto o vento porque perdi a sensibilidade
Que era tudo quanto restara do meu corpo desvalido


A escuridão se alimenta dos dias amargos
Em que meu ego já não se fala mais porque foi
Sabotado por um sentimento cruel
Que fora aplicado


Doravante lutarei com garra para quebrar
As correntes da caverna maldita
E sair dessa nuvem sombria
Onde fui enclausurado 


Jilmar Santos
26/10/2016


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Comentários

  • Bonito amigo Jilmar! à QUE LUTAR E NÃO SE ENTREGAR À DOR E AO LAMENTO, BEIJO AMIGO, ESTÁ DE PARABÉNS.

    • Muito obrigado, Cristina! Não há vitória sem luta. Bjs!

  • Gestores

    É dificil quebrar as correntes de nossas cavernas internas, nossos abismos são muito difíceis de atravessar. Reflexivo e lindo poema! Bjs 

    • Obrigado pela sua visita, Marsoalex! Grande abraço!

  • A vida é uma luta constante, e se soubermos encontrar as soluções, fica mais fácil e as nuvens deixam de ser sombrias....Linda essa inspiração poética que com certeza, me ensinou muito

    • Ooh, Sandra! Obrigado pelo carinho.

      Bjs

  • JIlmar, a clausura ás vezes nos serve para aclaramos nossos sentimentos, parabéns, belíssima obra!

    • Verdade, amigo! Abraço!

  • Cada um com sua luta de cada dia... Bonito! Abraços, amigo!

    • Obrigado, Giselda! A luta não para.

      Bjs!

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