Hospício

Hospício

Quem tem na loucura um escudo

Vai cair na teia que a aranha tece

um engasgar no tempo e, contudo

a verdadeira face sempre aparece

 

Amarela como o escarro do camelo

apodrecida sem a boca e o nariz

a vergonha não é sonho, é pesadelo

e a face é uma eterna cicatriz

 

Até a sanidade roubaram do mundo

e uma hora vale um segundo agora

as canções de amor são só no fundo

ilusões do que o mundo foi outrora

 

Se o nosso mundo virou uma soda

e nossa existência um feio modal

eu quero mais é fugir desta foda

quero voltar a ser um cara normal

Alexandre

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Alexandre

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Comentários

  • Parabéns, poeta, poema lindo, primoroso, reflexivo, adorei. Abraços, paz e Luz!!!

  • Tudo é modismo, Alexandre.

    Parabéns pelo poema.

  • 3676549?profile=original

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