
Estás deitada na rede da varanda
entregue a leve abandono, a ressonar
não ouves o pintassilgo chilrear
nem mesmo percebes a ciranda
de outras tantas criaturinhas
sobre o gradil que protege as fontezinhas
jorrando água no canteiro da sebe
onde o pequenino pássaro sedento
sacia a sede e se banha, e bebe
da cristalina água que te faz ninar
serpenteada aos sabores do vento
não escutas das folhas o farfalhar
do arvoredo que te sombreia o rosto
Teus cabelos revoltos no encosto
das mãos que abafam a brisa errante
representando mágico e doce instante
Rui Paiva
Comentários
Querido Rui, além de seu grande talento, tem um coração cheio de ternura, sensibilidade e bondade...
Só assim se pode escrever com tanta beleça e emoção.
Parabéns e obrigada.
Beijos
Que maravilha!
Que beleza e romantismo em cada verso
desse maravilhoso poema! O clima é de
completa paz, que "ela" não percebeu
a beleza no seu entorno! Beijos!