Mãos insensatas
A terra perdida, em desarmonia
Trouxe ao homem dor e pesar
Na face calada e aflita surgia
A indignação em todo caminhar...
O sorriso sem graça camuflava
O sofrimento pela morte de Gaia
Chorava a floresta que vazia estava
Da balouçar das árvores em harmonia...
Sofriam todos, o verão se estendia
Por todo o ano sem cair uma só gota
Do firmamento denso onde não se via
Sinal de chuva, nem uma nuvem solta...
A primavera não chegou, verão no inverno
A natureza assediada por mãos insensatas
Perdeu o viço; seu coração antes eterno
Enrijeceu, virou fogueira no seio das matas...
Os rios secaram e a morte dos animais
Trazia dor a todo ser que ainda vivia
No coração de cada um não se via mais
Alento, coragem para matar a nostalgia...
Mena Azevedo
Comentários
Adria, muito obrigada pela atenção dispensada a minha página aqui. Bjs.
Querida Norma, é isso mesmo! Muito obrigada pela visita e comentário! Bjs.
Nieves querida, obrigada! sua atenção me encanta! Bjs.
Obrigada, Edith! Beijos. Vou ver se conseguirei postar corretamente aqui. Bjs.
Oi Mena, só consegui ler porque selecionei o texto, esta cor e o tamanho é prejudicial ao meu glaucoma. Teu poema situa uma problema atual e este problema tem raiz no trato do homem para com a natureza. Maravilhoso poema.
Edith, estou em dificuldade de postar aqui, por isso não apareço mais. Agora mesmo tentei postar e não consegui.
Quero aumentar o tamanho da letra, a cor e não consigo! Ajude-me! Bjs.
Enquanto não haver a conscientização que para ter fartura de água doce, é necessário primeiro cuidar das nascentes, protegendo os mananciais, e matas auxiliares que protegem nascentes e rios. Não adianta chover se não haver aonde a chuva filtrar e ir para o lençol. Seu poema é um grito de alerta...Aplausos millllllllllllllllllllll