Mãos insensatas

Mãos insensatas

 

A terra perdida, em desarmonia

Trouxe ao homem dor e pesar

Na face calada e aflita surgia

A indignação em todo caminhar...

 

O sorriso sem graça camuflava

O sofrimento pela morte de Gaia

Chorava a floresta que vazia estava

Da balouçar das árvores em harmonia...

 

Sofriam todos, o verão se estendia

Por todo o ano sem cair uma só gota

Do firmamento denso onde não se via

Sinal de chuva, nem uma nuvem solta...

 

A primavera não chegou, verão no inverno

A natureza assediada por mãos insensatas

Perdeu o viço; seu coração antes eterno

Enrijeceu, virou fogueira no seio das matas...

 

Os rios secaram e a morte dos animais

Trazia dor a todo ser que ainda vivia

No coração de cada um não se via mais

Alento, coragem para matar a nostalgia...

 

Mena Azevedo

 

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Mena Azevedo

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Comentários

  • Adria, muito obrigada pela atenção dispensada a minha página aqui. Bjs.

  • Querida Norma, é isso mesmo! Muito obrigada pela visita e comentário! Bjs.

  • Nieves querida, obrigada! sua atenção me encanta! Bjs.

  • Obrigada, Edith! Beijos. Vou ver se conseguirei postar corretamente aqui. Bjs.

  • 3585254?profile=original

  • Oi Mena, só consegui ler porque selecionei o texto, esta cor e o tamanho é prejudicial ao meu glaucoma. Teu poema situa uma problema atual e este problema tem raiz no trato do homem para com a natureza. Maravilhoso poema.

    • Edith, estou em dificuldade de postar aqui, por isso não apareço mais. Agora mesmo tentei postar e não consegui.

      Quero aumentar o tamanho da letra, a cor e não consigo! Ajude-me! Bjs.

  • Enquanto não haver a conscientização que para ter fartura de água doce, é necessário primeiro cuidar das nascentes, protegendo os mananciais, e matas auxiliares que protegem nascentes e rios. Não adianta chover se não haver aonde a chuva filtrar e ir para o lençol. Seu poema é um grito de alerta...Aplausos millllllllllllllllllllll

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