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Para que saibas

Para que saibas

 

Na sala de estar o silêncio exulta,

E insulta meus neurônios, extenuados de saudade.

O cinzeiro e a caneca de chá sobre a mesa,

Contracenam com, toda, minha amargura.

 

O paladar vai degustando o sal da lágrima

Que vaza das entranhas e vai repousar nos lábios.

Na face deste abismo aonde me encontro,

Deixo-me ficar e, ser, ser errante, a procurar-te.

 

Nesta cadeira de balanço, sem sonhos,

Sobre os escombros do meu amor,

Entrego-me à solidão postulante, do momento

A me tocar em mórbida carícia.

 

Todos os sons sincronizados ecoam teu nome.

Os sonhos se perderam no teu suposto amor.

Mas, teu vulto é, minha, constante, companhia,

No inverno das minhas memórias, és meu amor.

 

Edith Lobato – 21/10/15

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Edith Lobato

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