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O espelhoohlepse O

O espelhoohlepse O
 
Augusto estava bebendo em demasia. Ele mesmo o reconhecia, e isso, não era de hoje, pois, já faziam três anos que insistia em abusar do “copo” e dos excessos com seus amigos. Sua família toda estava muito preocupada com sua saúde. Sua mãe chorava e fazia promessas.

Sua esposa então... nem se fala, - agora há pouco mesmo, quando lhe telefonara avisando que chegaria mais tarde em casa pois estava bebericando e comemorando com uns amigos no Armazém Vieira, esta lhe jogou na cara: - “Você não tem jeito mesmo, não vê que já está todo deformado pela bebida... que está morrendo aos poucos!”

Bem, agora ali estava Augusto, em pé, dentro do ônibus lotado, que mais parecia um coletivo de São Paulo, ruminando em pensamentos lúgubres, quando reparou no espelho próximo ao cobrador e se viu... rosto todo enrugada, cara amassada, deformada, olheiras enormes, feição abatida,. . .

- É, pensou, ela tem razão, estou mesmo acabado, quase nem me reconheço... Vou parar de beber, vou sim... A partir de hoje !

Nisso, a imagem do espelho se movimenta e Augusto vê com espanto e incontida alegria que aquele rosto todo deformado e acabado, não era o seu e sim, do passageiro que estava ao seu lado !!!

 Respirou aliviado e satisfeito, mirando sua imagem que ora via e aprovava, enquanto murmurava:

- Estão todos errados, eu estou muito bem, bem mesmo, e posso continuar bebendo sem problemas...  Quando eu quiser eu  paro !

.......

No entanto... - Este Conto ainda não terminou!!!

...

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Comentários

  • Por isso que sempre digo, compadre, amor póprio é a sarvaçãum!

    Vai os ómi aquerditá nas muié! ...

    Sarve, Zeka! Sarvadô das alegria!

    (Fico à espera de "to be conti nuéd... rsrsrs)

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