Adm

Crie um causo na proposta: Um homem e uma onça!

Imagem capturada da internet

Tema: Um homem e uma onça

Regras

1. Todos os membros podem partiicpar.

2. O título dos contos não pode ser a frase proposta.

3. Os textos devem ser postados na caixa de resposta principal, abaixo.

Boas composições!

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Respostas


  • Zeremita e Onsonça

    "Pelas matas de Zacarias, se transformaram em Poesias,
    e em uma estória de Amor bonita: Onsonça e Zeremita!"

    Quem nasceu nas Margens do Rio Tietê, quando nele se banhavam as Yaras, e ouviu nas caladas das noites escuras, o piar das Saracuras e se defrontou com as Jaguaretês, sabe bem desta estória, qual sabe do tal de Sacy Pererê.
    .
    Dizem os idosos que ouviram de seus Pais com muita atenção, curiosidade e medo, a estória de Zeremita e Onsonça, que muito mais do que do nosso rico folclore, a cultura dessa gente toda, com muita riqueza colore.
    .
    Zeremita, era na Região, um Caminhante solitário, com hábitos mui estranhos, qual transitar conversando só, ao mesmo tempo que dava, a séria impressão, de falar com "Algo" ou "Alguém" a seu lado, se prestado atenção.
    .
    Onsonça, em vasta extensão, era a predadora mais temida, que deu cabo em muitas vidas, que aparecia do nada, assim como"do nada" sumia, e para se alimentar do que e de quer fosse um ser vivo, mais poderosa, não havia.
    ..
    Foi no escurecer de um Setembro, se desta estória bem me lembro, que no acaso se encontraram, Onsonça e Zeremita.
    No entanto a temida Onsonça, sem atacar Zeremita, o olhou com os lânguidos olhos...Ah... - Foi Amor à primeira vista!
    ...
    Zeremita, por sua vez, qual por um imã atraido, se aproximou de Onsonça e docemente, falou algo em seu ouvido...
    ....
    O que falaram, não se sabe. Só se sabe, prossegue o Conto, é que a partir desse encontro, os dois na noite desaparecem, para aparecerem em noites quentes, co'a silueta na Lua, transformando a Lenda, em verdade nua e crua!
    .....
    "Pelas matas de Zacarias, se transformaram em Poesias,
    e em uma estória de Amor bonita: Onsonça e Zeremita!"
    *** * ***
    100918 - 13:44PMBR - gaDs***

    • Oh! Eu gostava de saber o que a Onsonça falou ao ouvido de Zeremita!

      Parabéns  principe Zeca, como sempre, contos maravilhosos.

      Beijihos 

    • Adm

      Foi longe, heim moço. Gostei do causo.

      Parabéns, achei que ninguém viria aqui. As oficinas são feitas com tanto amor e, às vezes é duro ver que quase ninguém se interessa.

      Eu não sou contista, mas estou preparando contos para as outras duas oficinas.

      Vou torcer que dê certo. Obrigada por contribuir.

    • Adm

      Ah esqueci de dizer, o meu conto abaixo foi verdade (rsrssr) acredita.

  • Adm

    Resto de onça

     

    Numa cidade ribeirinha, às margens do rio Tapajós, a bem da verdade, somente um povoado, aconteceu um causo de arrepiar os mais destemidos. Nesse lugar, os habitantes sobrevivem da caça, da pesca e do plantio de roçados, coisa bem comum nas pequenas comunidades.

    Dicó, era um homem, beirando a meia idade. Morava numa casinha sem parente e nem aderente, mas era feliz e muito respeitado naquele povoado. Toda vez que ele caçava, dividia o que trazia com os vizinhos, e isto lhe fazia ser digno de honraria.

    Certa tarde, Dicó chegou do roçado ao meio dia, engoliu a bóia fria e rumou mata a dentro munido de uma vinte e um facão na bainha. Levava também consigo alguns cartuchos carregados, espoleta, pólvora e chumbo, era sempre assim toda vez que Dicó ia caçar. As horas se passaram, e lá no povoado, os vizinhos preocupados, pois já tinha muitas horas que Dicó havia se embrenhado na mata.

    Quando a noite buiou e as lamparinas se acenderam, bem na boquinha da noite, um grito atravessou o silencio do povoado. Homens e mulheres, jovens e crianças, de olhos arregalado ficaram a escutar o segundo grito, quase com o coração saltando do peito, ninguém se movia, ninguém falava nada, o medo de alma penada era aterrador.

    Pela terceira vez ouviram o mesmo grito agoniado, foi aí que reconheceram ser Dicó quem gritava, nesse momento, lanternas e lamparinas varreram a escuridão da noite, a vizinhança correu a socorrer o amigo que chegava todo ensangüentado e quase que desmaiado.

    ___Jesus Cristo! Disse um vizinho, o homem foi atacado!

    Juntou gente ao redor de Dicó, mas com a aglomeração, Dicó caiu desmaiado e, só então, confirmaram que ele foi atacado por uma onça pintada quando a viram estendida no chão ao lado de Dicó.

    Os vizinhos carregaram Dicó, mas qual surpresa tiveram quando ergueram o corpo do amigo, o couro cabeludo de Dicó caiu por cima do rosto. Houve desmaios dos mais fracos e muito desespero.

    ___Um resto de onça vivo! Gritou um vizinho aos berros.

    Quando Dicó abriu os olhos, foi carregado para um barco, viajaram três horas para chegar ao hospital. Dentro do barco, gemendo de dor, Dicó, homem forte, começou a contar a luta que tivera na mata, disse assim:

    ___Ia eu caminhando, e vez em quando assoviava, quando não sei de onde, ouvi tamanho estrondo e folhas secas quebrando. Virei e nem tempo tive de engatilhar a vinte, tremi, me molhei todo e pensei: Vou morrer!

    A pintada voou do lugar onde estava rugindo, e veio sobre mim, caímos no chão, eu lutava, a fera tem força e quando ela tirou a pata que estava sobre minha cabeça, levou junto o couro da minha cabeça, ela se afastou para novo golpe, eu corri, rodopiei sem ver nada. Foi aí que percebi que ela havia arrancado o couro de minha cabeça.

    Joguei o couro para traz e pensei na vinte, abarquei o arredor com os olhos e a vi jogada no chão, mas não dava para pegar, estava longe demais e aquela condenada da onça estava com fome. Eu todo ensanguentado, puxei o facão da bainha e bradei: Vem sua condenada!

    E outra vez ela pulou, desferi o primeiro golpe que só atingiu a pata, nenhum bicho por perto, era só eu e ela, ela e eu. Outra vez ela veio e brandi o facão novamente só com uma mão porque com a outra, eu segurava o couro da cabeça para não cair por cima do rosto, e desta vez acertei um olho dela. A bicha esturrava e rolava no chão, mas tinha muita força e já cega de um lado, tornou em outro ataque.

    Desta vez abriu a bocarra mostrando as presas enormes, percebi que este era o momento, era eu ou era ela. E ela veio, rosnando, aquele som fazia a mata tremer, ela veio andando, quase que desfilando, eu tremia feito vara verde, mas queria viver. Ela chegou a dois passos de mim, desci o facão na sua cabeça, ela caiu e dei novo golpe, não sei de onde tirei força, já via sangue nela, não sei se meu ou dela, mas o fato é que, ainda, estava viva. Corri, peguei a vinte, engatilhei e atirei certeiro.

    Depois que vi o corpo estendido, caí no chão sentindo muita dor, então saquei a camisa e amarrei a cabeça, ainda cortei cipó e amarrei a pintada, joguei ela nas costas e comecei a andar de volta, mas a dor era medonha e, precisava estancar o sangue.

    Cheguei perto de um limoeiro, joguei a bicha no chão, fiz de uma folha um caneco, espremi limão, desamarrei a cabeça, puxei o couro e joguei aquele caldo, a dor foi tanta que eu desmaiei, mas quando acordei, meio enfraquecido, o sangue havia parado de jorrar. Assim continuei o caminho e cheguei no povoado.

    Dicó ficou internado e sobreviveu a este ataque de onça, e por causa deste fato ficou conhecido como resto de onça.

     

    Edith Lobato

    • Um bom conto,  agradavel leitura e cheia de suspense!!

      Eu já estava a imaginar a pintada a vir sobre mim. (A pintada voou do lugar onde estava rugindo, e veio sobre mim,...). Achei piada ele chamar de pintada á onça.

      Parabéns Edith. Adorei 

    • Adm

      hahahahahaah a pinatada é porque ele se referia a onça mas fazendo referência as manhas que ela tem na pelagem.

    • Sim, eu entendi. Teve piada, chamar de Pintada.

    • UFA!!! Ainda estou assim meio arrepiado diante da leitura... Agora - muito mais - arrepiado, uma vez que consiguistes nos colocar nesse Heróico Filme onde Dicó se mostrou o Verdadeiro Indiana Onça Jones!!!

      NOSSOS APLAUSOS PARA O DICÓ E... MILS PARA VOCÊ que não é surpresa NOSSA e menos ainda Minha- demonstras a versatilidade que jah conhecia. agora na Maestria de inspirada Contista... Destes muito mais vida a esse acontecimento, que ainda que raro (as Onças Pintadas, mui raramente atacam os Seres Humanos (seus maiores predadores) e por outro lado, as Onças Pintadas - que dos Felinos do Mundo é o 3º de maior porte, menor apenas que o Tigre e o Leão, dentre outros diversos, é Predadora de Gado Vacum (animais enormes) Cavalos... Cobras qual Sucuris e até mesmo... Enormes Jacarés!!!

      ...

      UFA... Que Filme - baseado na Real REalidade! gaDS

    • Adm

      Obrigada Zeca, pela leitura.

      É Zeca, mas é bom ficar longe de uma onça com fome.

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