Oficina I - Desafio Poético sobre palavras aleatórias

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PROPOSTA

 

Esta oficina destina-se à composição de poemas sobre palavras deixadas aleatoriamente.

Regras

1. Todos os membros podem participar.

2. Ficarão em tela 4 palavras aleatórias para composição.

3. O participante deve compor nas palavras em tela  e ao postar seu poema, deve deixar outras

4 palavras para o próximo participante.

4. Os poemas criados devem ser postados em texto escrito, sem arte, na caixa de resposta principal da oficina.

5. É permitido comentários de apreciação sem imagens nos textos.

 

Boas inspirações!

 

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Respostas

  • Palavras em Tela..

    Persistência, Embevecido, Estrelas, Cometas..

     

     

     

     

  •  

    Vida e Existência

     

    O frescor da BRISA outonal por arrepios de frio,

    A embriagar minha alma d'água,

    Mental furor no odor do ofurô.

     

    A lua mastiga relógios de névoa IMPERTINENTE,

    Enquanto girassóis noturnos penteiam cometas,

    Na eternidade líquida dos espelhos sem rosto.

     

    No RELATÓRIO das auroras insones e erradias,

    Constam vestígios de ternuras siderais esquecidas,

    E tratados silenciosos entre a memória e o tempo.

     

    As MÃOS recolhem fragmentos de luz vespertina,

    Como quem arquiva constelações em cofres de afeto,

    Sob a jurisdição secreta dos sentimentos nobres.

     

    Então caminho sereno pelas alamedas do invisível,

    Onde toda ausência aprende o ofício do reencontro,

    E a alma floresce além das fronteiras do impossível.

     

     

    Fim

    A. Domingos

    14 de junho de 2026 

  • Palavras em tela: Mãos, Impertinente, Relatório, Brisa

  • Reviver

    A mente guarda histórias e relata:
    No canto da sala, a televisão,
    em belas cenas que a mente retrata,
    mostrando sonhos de cada estação.

    Meu coração segue sempre valente,
    diante do filme da recordação,
    buscando o passado tão sorridente,
    sendo levado por forte emoção.

    Ainda há restos de doces palavras,
    não conseguirei jamais apagar;
    são quais as flores sobre antigas lavras,
    florescendo sempre ao recordar.

    Revejo a lista que está na memória,
    ao reviver o que o tempo arrastou,
    capítulos de afetos e de histórias,
    de tudo bonito que o amor deixou.

    Márcia Aparecida Mancebo
    14/06/26

    • Nossos abraços fraternos e Parabéns por belíssima Poesia e desafio cumprido com louvor.

      Reviver está em casa verso de seu poema.

      Parabéns prezada Poetisa Marcia 

      .

       

  • Palavras em tela: Palavras, Valente, Lista, Televisão.

  • Bilhete de Amor

    Encontrei o bilhete embaixo da porta.
    Li-o. Em cada palavra pude entender
    o quanto me amas, e a ninguém importa,
    pois ao meu lado tu queres viver.

    Lembraste-me quando esse amor nasceu:
    foi naquele arrebol que nos conhecemos,
    quando o sol se escondia e o dia morreu;
    cresceu o amor, e nós florescemos.

    Por muito tempo estivemos distantes,
    mas tens a certeza do meu sentir.
    Também acredita: chegou o instante
    de me procurar e comigo seguir.

    Entre nós há tamanha cumplicidade,
    e nossos sonhos caminham alados.
    Ao amanhecer, sentiste saudade
    e pedes para ser o meu namorado.

    Márcia Aparecida Mancebo
    12/06/26

    • Márcia, você pegou 4 palavras soltas e costurou um reencontro. O arrebol do seu poema não é enfeite: é lembrança que queima. Lindo demais.
      Adorei ler

    • Obrigada, Therezinha. Bj

    • Parabéns, prezada Poetisa Márcia.

      Segue simplória avaliação de sua belíssima poesia "Bilhete de Amor"...

      Delicadeza lírica, musicalidade harmoniosa e uma atmosfera romântica que envolve o leitor desde os primeiros versos. 

      O bilhete encontrado sob a porta transforma-se em símbolo da comunicação amorosa, capaz de atravessar distâncias e reacender sentimentos guardados no coração.

      Muita naturalidade, conduzindo-nos pelas lembranças do nascimento desse amor, associadas ao arrebol e ao crepúsculo, imagens que enriquecem o texto com beleza visual e sensibilidade emocional.

      A cumplicidade entre os enamorados, apresentada como um vínculo sólido, sustentado pela confiança, pela saudade e pelos sonhos compartilhados.

      Então o convite para o namoro, encerra a obra com suavidade.

      Expressiva sensibilidade poética e beleza de seus versos, que florescem como um verdadeiro bilhete de amor entregue ao coração.

      Desafio cumprido com louvor 

      Nossos abraços fraternos de Fernanda e A. Domingos

      12/06/2026

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