As marcas na areia

 

As marcas na areia

 

Aquele mar verdejante é um abismo vazio

Num panorama exótico, um sonho ao longe

Mas existe o sortilégio de um encantamento

Que me provoca sentimento eterno no ocaso...

 

Caminho pela areia alva e deixo minhas marcas

No esplendor daquela hora santa, maior que a luz

Do relâmpago que varria as nuvens e a escuridão

Acordando o sol para fazer vingar o dia que nascia...

 

Não sou afeita a adentrar as águas, não me arrisco

E, abeirando-me do mar, de repente me afasto

Uma voz trepidante vinda dos confins do oceano

Impele-me a voltar para a areia onde vou descansar...

 

Num canto, na areia quente e seca, avisto uma pedra

Onde repouso a cabeça, deixando todo o corpo na areia

Como testemunho do amor que foi só um pulsar remoto

Da vida que me penetra a alma num aconchego da tarde...

 

Mena Azevedo

 

 

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