Quando encontrei o amor

 

Quando encontrei o amor

 

Num imponderável mergulho na alma

Trouxe à baila um sentimento agudo

Que brotou de um olhar, saiu da jaula

E entranhou-se no meu ser já mudo.

 

Ante as ilusões vividas na hermética dor

Pensei não mais abrir-me ao hálito da vida

E eis que, na manhã luminosa, surge o amor

Restabelecendo a alegria na alma esmaecida.

 

Todo o meu ser engravidou-se nesse dia

E uma sensação ofegante bolinava meus sentidos

Mais que prazer era um desejo que sentia

Ante imponderáveis sentimentos escondidos.

 

Amor – divino sopro que me acordou para o belo

Incorporando-me ao drama e à mística do meu verso

Não estava só. Tinha um ser abençoado - seria o elo

Para unir minha alma aos segredos do Universo.

 

Mena Azevedo

 

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