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Adeus Amor

Adeus Amor

 

Hoje sei que te devo dizer adeus,

Por amor a mim devo-lhe isso,

A saudade já me sufoca em dor

E a paisagem está desfocada.

 

Amor se não vens e não me queres diz-me,

Concordarei com pressa porque me corroi,

A tua livre decisão me inquieta

Por te ainda desejar.

 

Hoje à mesa penso em ti

Revelam-me as lágrimas que passam

Que se não decidires decido eu 

Sem sequer te abraçar,

Adeus amor.

 

Bruno Alves 

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Metade completa

Metade completa

 

O meu amor é a outra metade

É o carinho da emoção genuína 

Que brinca pelos corredores da alma,

Que se despe em sentimentos reais,

Profundos, leves que existem de verdade.

 

O meu amor foi descartado por momentos ideais,

Por fantasias celestiais de um comboio que passou.

É uma laranja que foi cortada ao meio 

Mas que é livre ,

É uma luz que tem sabor,

E tu?

Será que dormes num vazio quando apagas o candeeiro ?

Ainda deitas a cabeça onde tudo poderia ser incrível ?

Isso foi cortado

O medo e uma desvalorização nata foram a faca.

 

Hoje no palco de uma mentira,

 Respiras um passado 

numa sala de espelhos  onde  não vês saída,

Com uma fome enorme de poder,

De poder dizer e ser recebida ,

De conseguir saltar a muralha do meu silêncio 

De ser desejada!

Mas sosinha só gritas solidão 

Já nem controlas sequer o teu coração.

 

Eu sou a metade que seguiu em frente,

A memória infinita aos círculos ,

O perfume que ainda vive no ar

Aquela música que toca despercebida 

E aquele olhar genuíno que quiseste perder.

 

Não estou amargo nem dependente 

Sou uma metade inteira 

Uma metade completa 

Sou a metade que guarda o respeito 

E o doce que faz todo o sentido.

 

Bruno Alves 

 

 

 

 

 

 

 

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A tua dança

A tua dança 

 

Olha-me o desfile;

Se me atrevo ao teu ângulo, 

sinto o descarrilar da própria imagem 

E quando me olhas eu já não sei quem vejo.

 

A minha pele já não murmura no silêncio, 

Agora somos só um mapa sem tesouro.

 Já fomos quem não tinha travões,

Onde nem sequer eu sabia travar.

 

Aquilo que me atrevo é eixo

 Saí da tua paisagem e retirei o palco 

Não quero a tua mensagem.

Nem vou parar de dançar 

 

 A minha indiferença é o teu sismo 

Porque os meus olhos já não procuram os teus

Subi a montanha sou quem arranha o céu 

Não quem pisas o chapéu.

 

O teu brilho éra o meu girassol 

E semos muitas sementes 

Mas és um sol que queima

As asas dos pássaros.

 

Eu sou homem não sou besta

 Liberdade é um colchão 

Já respiro em todos os cantos

Uma despedida ao teu coração 

E á nossa dança.

 

 

Bruno Alves 

 

 

 

 

 

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O dia de amanhã

O dia de amanhã 

 

Deixa-me ouvir e me sentir

Há nisso uma plena lucidez 

Que dá á alma uma saída 

Daquilo que eu não sei.

 

Sei que dou por mim a pensar 

Em momentos comigo

Mas que fazem parte da vida

Onde preparo o amanhã.

 

O amanhã será o hoje criado,

O sol vai brilhar e vai me acordar 

E o dia virá sem me aperceber 

Que o bonito, afinal é natural e eu estava certo.

 

Bruno Alves 

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Algo aconteceu

Algo aconteceu 
 
Naquele restaurante 
Cada vez que cá venho
Trago-me sempre
E sinto a tua presença 
Talvez tenhas sido presente
E eu também 
Ou talvez seja saudade,
Mas hoje só somos cinzas
Que a lareira mesmo acesa pouco aquece.
Já nada é o que era
Vir aqui é para mim ser eu
Mas estar aqui é como se tivesse esquecido o casaco cá ,várias vezes.
De fato ficou cá algo ,
Algo diferente, talvez sejam mesmo saudades,
Também posso estar carente 
Mas por amor.
Vejo te a ti e este restaurante  
 Porque aconteceu.
 
Lá fora chove 
E a corrente de ar é a mesma ,
Sentei-me numa mesa de 2 lugares
Isso faz-me sentir mais aconchego
Vou explicar ao corpo a tua ausência 
Nesse vazio 
Em silêncio a escutar-me .
O garçon não sente porque é outro
O chefe dá a simpatia de me cumprimentar.
 
Gostei de ti como quem se gosta si,
Jantei como quem se ama
E isso aconteceu
Sem que estivesse á tua espera,
Porque eu não senti que estava.
 
Bruno Alves 
 
 
Não me inspirei na música mas sinto-a como quem vive uma saudade 
 
 
 
 
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O lado de dentro

O lado de dentro

Existe outro lado

Cheio de sorrisos,

Que se atingem

E vem com a maturidade.

 

Nesse mundo o amor tem valor,

A reciprocidade é crença

É uma plenitude,

Onde não há incerteza.

 

Porque as minhas mãos adoram-te

Suavidade é pele,

Presença é mel,

E respeito é quartel.

 

Nesse lado meu,

O céu é o amor-próprio

E o sol és tu.

 

Bruno Alves 

 

 

 

 

 

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O futuro do silêncio

31095431501?profile=RESIZE_400xO Futuro do Silêncio

 

Estou aqui dentro do meu silêncio

Já me sinto mais completo, mais eu;

A porta fechada restaurou-me

Através do espelho da minha ausência.

 

Não importam as palavras

Não adianta conversar sem motivo

Só o silêncio é a cura

Mesmo que doa só a verdade nos faz abrir os olhos

Deixo acontecer tudo como um vulcão que acorda

Não guardo os meus medos

Já não tenho medo de te perder

Fica em silêncio também

Deixa que a lava queime o que está por curar

Quando acabar,

O futuro caminhará sobre as rochas que o silêncio nos deixou.

 

Bruno Alves 

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A tua peça de teatro

A Tua Peça de Teatro

 

Enquanto o meu silêncio é luz,

O tempo da tua peça caminha.

Eu encontrei a paz,

E tu o vazio amargo das tuas escolhas.

 

Nas aparências, numa riqueza oca,

Tu foges da própria sombra,

Vendada  amarrada e presa nas futilidades

Que, de tão fáceis, tornam a vida difícil.

 

De todas as tuas personagens,

És a que mais entristece.

Perdeste-te na tua própria peça de teatro

Que eu assisto de pé,

Firme e intocável,

Às reações que me suplicas.

 

Seduzes por entre a fumaça do palco, mendigando os espetadores,

Perdida em desejos e pecados

Onde a minha ausência ecoa.

Quase no fim da peça,

Parte-se o elástico da máscara que não queres tirar,

E ela cai sobre a realidade que não consegues dobrar.

O público aplaudiu e procurou quem te assistia de pé,

Mas eu já tinha saído momentos antes.

O público saiu

E tu ficaste no palco sem mim

E a sós contigo mesma.

 

Bruno Alves 

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Onde o silêncio nos resolve

Onde o silêncio nos resolve
 
Eu não abdico das palavras
Na verdade eu aceito-as
Mas por mais bonitas e verdadeiras
Não deixam de ser palavras,
Mesmo as mais bonitas e sinceras no ouvido.
Não criam a beleza de que a alma se queixa,
Não é nessa conquista fútil que abraça por abraçar o que a alma anseia.
É de uma pureza de um silêncio necessário,
que não precisa de implorar mas sim de tocar na alma do coração que a conduz.
Ele não serve, ele ensina.
E nele a presença cria uma luz no corpo,
que faz a telepatia ter o poder de trazer a pureza e falar em saudade
e amor sem dizer uma única palavra.
 
De palavras está cheio o livro cheio,
Mas som do tempo a relaxar  deixa uma paz e uma presença que preenche,
 
Que sem falar o silêncio diz tudo,
Sabemos ler atitudes
E sem poder as contrariar contratamos.
 
Ele disse ao meu velho sábio tudo o que ele tinha de aprender,
E disse-lhe isto.
 
 
Bruno Alves 
 

 
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Chorar descomprime

Chorar Descomprime
 
Hoje, em vagas pétalas de queixume que trago da vida,
Trago uma tarde cheia para casa e choro para descomprimir.
Não acho acidental, eu acho abismal,
Mas eu não acho nada, eu sinto.
 
Uma lesão grave no meu nervo marca-me, fere-me e preocupa-me.
Sem tato as minhas emoções são ocas.
Estou a viver dor de as fingir
E em lágrimas a despedir-me delas.
 
 
Um ardor quente sopra rasgado no meu peito gelado em tristeza,
O mundo já não tem o mesmo céu.
Tudo desapareceu, ninguém quer um chapéu roto.
Se já está roto e quem mo deu fui eu.
 
Hoje posso chorar em cima de mim,
Não é um comprimido para a dor
Mas alivia a alma de uma morte lenta e fria.
 
Onde desaba o palácio autêntico
De quem sou e o que vejo em mim...
Se a arte sentir que sinta tudo
Menos esta dor sem fim.
 
Bruno Alves 
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Luz do Mar

Luz do Mar

 

A luz do mar está nas ondas do seu ser,

e o amor é amor e não é nada.

Porque ele é simples, é raro e é leve.

 

Eu admiro a luz do mar…

O som levou o que magoa;

e a luz revelou o que ele perdoa.

 

Em silêncio,

guardei a paz que não sabia ter,

no som de me reconhecer

vi o sal que sabe me perdoar.

O mar tem essa luz, esse poder

de me reconfortar.

 

Bruno Alves 

 

 

 

 

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Vaga tarde

Vaga Tarde 

 

Chega de boca fechada, peso,

de falar para dentro e pensar por fora.

A boca foi feita para beijar, os olhos para falar

e o nariz para sorrir.

Não acredito que os dias sejam todos iguais,

há ruas para admirar e uma dança por cumprir.

Prefiro a luz da paz a decorar o corpo com jóias,

Os olhos já são raros.

E as mãos puras demais,

Para quem não tem alma, não sabe o que é viver.

 

Bruno Alves 

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O catalisador silencioso

O Catalisador Silencioso

 

Fui a força que buscavas, o pilar que te faltava,

O espelho da resiliência que em ti não habitava.

No projeto da vida, que construí com suor,

Eras o caos que vinha, para fazer tudo pior.

 

Fui o catalisador, sem o saber, sem querer,

A maturidade e a força que te faziam tremer.

Mostrei-te um rumo melhor, uma paz que não conheces,

Mas tu, na tua imaturidade, desperdiçaste as preces.

 

Chegavas nos meus piores momentos, com um ar de quem sente,

Mas a tua abordagem era um jogo, carente e demente.

Olhares cintilantes, sorrisos que diziam "volta",

Mas as tuas ações eram vazias, uma revolta.

 

Eras a busca por controlo, pelo poder que não tens,

A tentar quebrar barreiras, que não entendes nem vês.

O namorado, o filho, eram peões no teu tabuleiro,

Numa peça de teatro que tinhas como roteiro.

 

Mas o meu silêncio é a resposta, a minha indiferença a muralha,

A tua falta de coragem, a tua maior batalha.

Quiseste a minha força para te elevar,

Mas a mudança tem de vir de dentro, do teu próprio lugar.

 

A obra está quase pronta, eu segui o meu caminho,

Protegi o meu coração, o meu jardim, o meu ninho.

A tua ironia é que chegas agora, com o projeto no fim,

Quando a pessoa que te aceitaria já não vive dentro de mim.

 

O catalisador funcionou, mas não como esperavas,

Fez-me crescer, fez-me forte, enquanto tu estagnavas.

A porta está fechada, o limite bem traçado,

Enquanto não houver coragem, não há futuro ou passado.

 

Bruno Alves 

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Saudade débil

Saudade débil

 
Fico mais magro se não me alimento
Da luz da seara da voz do teu ser.
Que é uma companhia
Onde tudo se transcende numa paz,cosmo e poesia.
 
Tudo é uma alegria nata
Intacta ao prol de cada dia
A saudade que arrasta um desejo
Quer te ver tão bem quando eu te beijo.
Á luz do candeeiro público.
 
O anoitecer acontece no céu 
E em todos os lugares existem postes e candeeiros.
A luz do teu ser é um chão 
Que é amor que vejo á luz dos nossos olhos. 
 
Bruno Alves 
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Sabes o que fica

Sabes o que fica


Sabes — tu sabes tão bem
o quanto eu sinto que sei,
quando o que sinto
me emociona ao saber também.


Já é fria a tua distância há tanto tempo
que quase congelou o meu coração.
Nem os cobertores afastam a emoção,
de tão dura que é a saudade neste momento.


Tenho-te na mão como um conhecimento,
onde nua e doce foste um vulcão.
Hoje não sei se é sofrimento
ou se é a ilusão que está mais à mão.


Porque não sei de ti, mas sei
aquilo que se passa dentro de ti.
Sinto o que digo e o que te chorei,
foi sem palavras ditas onde me perdi.


Sabes, a dor não explica tudo.
Prefiro os momentos simples a teu lado,
com todo o tempo do mundo,
que na distância de hoje eu reparei…

Bruno Alves 

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Quanto basta Q. B

Quanto Basta Q. B


Sei quem sou e o que dou,
Quem fui e o que te dei.
Também fui eu quem te magoou,
E fui eu que te amei.


Escolhi ser eu contigo.
Nunca aceitei tapar o sol com a peneira.
O meu limite é paz 
Não um lençol de dúvida escondido
Que foi uma ruptura,
Da minha e da tua asneira.


Hoje, se o sentires, escrevo-te aqui,
Espero que a tua maturidade e coragem se expressem.
Risques a lista de a fazeres sobre ti,
Onde o “aquilo que fomos” ainda te fere.


Sim, Q. B é o quanto basta.
Não um querer só por merecer,
Um desejo pequeno que só nos afasta.
Quero amor maior, que ilustra o bem querer.


Sem te obrigar, hoje é uma obrigação...
Sem te dizer nada, eu falo.
Esse limite é um fim não uma imaginação.
A intensidade naquilo que procuras,
Está espelhada depois desse amor,
Onde o reflexo é a emoção que bate dura no coração.

Bruno Alves 

Saiba mais…

Meu gato

Meu gato

 

Tu que me trazes lumes da noite para casa

Beijas com a tua alma pura incolor

O meu cansaço ;

O teu silêncio cheira o que o corpo disfarça ,

Que a alma sente e emana.

 

O teu amor faz todo o sentido .

Ter a tua gentileza é um privilégio;

Contigo energias são significados

Fieis na tua selva

Por isso dormes a meu lado

E me dás o silêncio que eu precisava ouvir,

Nas noites em branco,

tu és cor da chuva da noite a cair.

 

Bruno Alves

Saiba mais…

Quando o silêncio escolhe ficar

Quando o silêncio escolhe ficar
 
Não te procurei.
E foi aí que me encontrei.
Aprendi que o amor
não bate à porta aos gritos,
Provoque ansiedade
Ou dançe para provocar ciúmes,
Que não se esconde atrás de terceiros
Ou testa o valor de quem ficou.
 
Hoje, se falares,
que seja com a voz limpa.
Não com sinais ou jogos,
com olhares lançados ao acaso
Ou migalhas no meio da coragem.
Eu senti o ruído
e decidi me respeitar
Bloqueei-te, desliguei de mim e desse amor
para me ouvir melhor
E no silêncio descobri
que quem quer, atravessa.
Quem sente, sustenta.
Quem ama, escolhe.
 
Não me tornei distante
tornei-me inteiro.
Se vieres, se me quiseres
Traz a tua genuidade
Deita as máscaras fora e essas futilidades e as histórias paralelas,
Não preciso da plateia
Nem o artifício de quem diz o que quer.
 
Eu estou aqui,
Nao me imagines parado à espera de ti.
Eu caminho.
 
Se o nosso caminho voltar a tocar-se,
que seja uma naturalidade.
Nunca por vaidade.
Que pura a ternura
Seja amor de verdade.
Onde o silêncio nos resolveu e nos soube abraçar.
 
Bruno Alves
Saiba mais…

O piano que caiu do 10° andar

 

O Piano que Caiu do 10º andar


O silêncio não é nenhum desespero.
Por horas, por meses ouvi esse piano,
e algo mudou em mim, sim, o desapego,
E o gosto por isso não ser tática ou plano.

O resgate emocional em mim floriu,
O poder regressou-me a cada dedo.
Voltei a tocar piano, e a minha essência ouviu
Tudo o que eu guardava em segredo.

Agora sou luz , magnético e sensual,
A minha alma enfim sentiu o meu coração ,
E hoje uma paz respira livre e é tão casual.
Que fez cair o piano do 10° andar no abismo da ilusão.

Bruno Alves 

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O silêncio

O Silêncio
 
Quem quer ser lembrado, fala
Quem quer ser ouvido, grita
Mas quem quer ser sentido, cala
E o silêncio é quem arbitra.
 
Bruno Alves 
Saiba mais…
CPP