Posts de Bruno Alves (124)

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O lado de dentro

O lado de dentro

Existe outro lado

Cheio de sorrisos,

Que se atingem

E vem com a maturidade.

 

Nesse mundo o amor tem valor,

A reciprocidade é crença

É uma plenitude,

Onde não há incerteza.

 

Porque as minhas mãos adoram-te

Suavidade é pele,

Presença é mel,

E respeito é quartel.

 

Nesse lado meu,

O céu é o amor-próprio

E o sol és tu.

 

Bruno Alves 

 

 

 

 

 

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O futuro do silêncio

31095431501?profile=RESIZE_400xO Futuro do Silêncio

 

Estou aqui dentro do meu silêncio

Já me sinto mais completo, mais eu;

A porta fechada restaurou-me

Através do espelho da minha ausência.

 

Não importam as palavras

Não adianta conversar sem motivo

Só o silêncio é a cura

Mesmo que doa só a verdade nos faz abrir os olhos

Deixo acontecer tudo como um vulcão que acorda

Não guardo os meus medos

Já não tenho medo de te perder

Fica em silêncio também

Deixa que a lava queime o que está por curar

Quando acabar,

O futuro caminhará sobre as rochas que o silêncio nos deixou.

 

Bruno Alves 

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A tua peça de teatro

A Tua Peça de Teatro

 

Enquanto o meu silêncio é luz,

O tempo da tua peça caminha.

Eu encontrei a paz,

E tu o vazio amargo das tuas escolhas.

 

Nas aparências, numa riqueza oca,

Tu foges da própria sombra,

Vendada  amarrada e presa nas futilidades

Que, de tão fáceis, tornam a vida difícil.

 

De todas as tuas personagens,

És a que mais entristece.

Perdeste-te na tua própria peça de teatro

Que eu assisto de pé,

Firme e intocável,

Às reações que me suplicas.

 

Seduzes por entre a fumaça do palco, mendigando os espetadores,

Perdida em desejos e pecados

Onde a minha ausência ecoa.

Quase no fim da peça,

Parte-se o elástico da máscara que não queres tirar,

E ela cai sobre a realidade que não consegues dobrar.

O público aplaudiu e procurou quem te assistia de pé,

Mas eu já tinha saído momentos antes.

O público saiu

E tu ficaste no palco sem mim

E a sós contigo mesma.

 

Bruno Alves 

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Onde o silêncio nos resolve

Onde o silêncio nos resolve
 
Eu não abdico das palavras
Na verdade eu aceito-as
Mas por mais bonitas e verdadeiras
Não deixam de ser palavras,
Mesmo as mais bonitas e sinceras no ouvido.
Não criam a beleza de que a alma se queixa,
Não é nessa conquista fútil que abraça por abraçar o que a alma anseia.
É de uma pureza de um silêncio necessário,
que não precisa de implorar mas sim de tocar na alma do coração que a conduz.
Ele não serve, ele ensina.
E nele a presença cria uma luz no corpo,
que faz a telepatia ter o poder de trazer a pureza e falar em saudade
e amor sem dizer uma única palavra.
 
De palavras está cheio o livro cheio,
Mas som do tempo a relaxar  deixa uma paz e uma presença que preenche,
 
Que sem falar o silêncio diz tudo,
Sabemos ler atitudes
E sem poder as contrariar contratamos.
 
Ele disse ao meu velho sábio tudo o que ele tinha de aprender,
E disse-lhe isto.
 
 
Bruno Alves 
 

 
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Chorar descomprime

Chorar Descomprime
 
Hoje, em vagas pétalas de queixume que trago da vida,
Trago uma tarde cheia para casa e choro para descomprimir.
Não acho acidental, eu acho abismal,
Mas eu não acho nada, eu sinto.
 
Uma lesão grave no meu nervo marca-me, fere-me e preocupa-me.
Sem tato as minhas emoções são ocas.
Estou a viver dor de as fingir
E em lágrimas a despedir-me delas.
 
 
Um ardor quente sopra rasgado no meu peito gelado em tristeza,
O mundo já não tem o mesmo céu.
Tudo desapareceu, ninguém quer um chapéu roto.
Se já está roto e quem mo deu fui eu.
 
Hoje posso chorar em cima de mim,
Não é um comprimido para a dor
Mas alivia a alma de uma morte lenta e fria.
 
Onde desaba o palácio autêntico
De quem sou e o que vejo em mim...
Se a arte sentir que sinta tudo
Menos esta dor sem fim.
 
Bruno Alves 
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Luz do Mar

Luz do Mar

 

A luz do mar está nas ondas do seu ser,

e o amor é amor e não é nada.

Porque ele é simples, é raro e é leve.

 

Eu admiro a luz do mar…

O som levou o que magoa;

e a luz revelou o que ele perdoa.

 

Em silêncio,

guardei a paz que não sabia ter,

no som de me reconhecer

vi o sal que sabe me perdoar.

O mar tem essa luz, esse poder

de me reconfortar.

 

Bruno Alves 

 

 

 

 

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Vaga tarde

Vaga Tarde 

 

Chega de boca fechada, peso,

de falar para dentro e pensar por fora.

A boca foi feita para beijar, os olhos para falar

e o nariz para sorrir.

Não acredito que os dias sejam todos iguais,

há ruas para admirar e uma dança por cumprir.

Prefiro a luz da paz a decorar o corpo com jóias,

Os olhos já são raros.

E as mãos puras demais,

Para quem não tem alma, não sabe o que é viver.

 

Bruno Alves 

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O catalisador silencioso

O Catalisador Silencioso

 

Fui a força que buscavas, o pilar que te faltava,

O espelho da resiliência que em ti não habitava.

No projeto da vida, que construí com suor,

Eras o caos que vinha, para fazer tudo pior.

 

Fui o catalisador, sem o saber, sem querer,

A maturidade e a força que te faziam tremer.

Mostrei-te um rumo melhor, uma paz que não conheces,

Mas tu, na tua imaturidade, desperdiçaste as preces.

 

Chegavas nos meus piores momentos, com um ar de quem sente,

Mas a tua abordagem era um jogo, carente e demente.

Olhares cintilantes, sorrisos que diziam "volta",

Mas as tuas ações eram vazias, uma revolta.

 

Eras a busca por controlo, pelo poder que não tens,

A tentar quebrar barreiras, que não entendes nem vês.

O namorado, o filho, eram peões no teu tabuleiro,

Numa peça de teatro que tinhas como roteiro.

 

Mas o meu silêncio é a resposta, a minha indiferença a muralha,

A tua falta de coragem, a tua maior batalha.

Quiseste a minha força para te elevar,

Mas a mudança tem de vir de dentro, do teu próprio lugar.

 

A obra está quase pronta, eu segui o meu caminho,

Protegi o meu coração, o meu jardim, o meu ninho.

A tua ironia é que chegas agora, com o projeto no fim,

Quando a pessoa que te aceitaria já não vive dentro de mim.

 

O catalisador funcionou, mas não como esperavas,

Fez-me crescer, fez-me forte, enquanto tu estagnavas.

A porta está fechada, o limite bem traçado,

Enquanto não houver coragem, não há futuro ou passado.

 

Bruno Alves 

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Saudade débil

Saudade débil

 
Fico mais magro se não me alimento
Da luz da seara da voz do teu ser.
Que é uma companhia
Onde tudo se transcende numa paz,cosmo e poesia.
 
Tudo é uma alegria nata
Intacta ao prol de cada dia
A saudade que arrasta um desejo
Quer te ver tão bem quando eu te beijo.
Á luz do candeeiro público.
 
O anoitecer acontece no céu 
E em todos os lugares existem postes e candeeiros.
A luz do teu ser é um chão 
Que é amor que vejo á luz dos nossos olhos. 
 
Bruno Alves 
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Sabes o que fica

Sabes o que fica


Sabes — tu sabes tão bem
o quanto eu sinto que sei,
quando o que sinto
me emociona ao saber também.


Já é fria a tua distância há tanto tempo
que quase congelou o meu coração.
Nem os cobertores afastam a emoção,
de tão dura que é a saudade neste momento.


Tenho-te na mão como um conhecimento,
onde nua e doce foste um vulcão.
Hoje não sei se é sofrimento
ou se é a ilusão que está mais à mão.


Porque não sei de ti, mas sei
aquilo que se passa dentro de ti.
Sinto o que digo e o que te chorei,
foi sem palavras ditas onde me perdi.


Sabes, a dor não explica tudo.
Prefiro os momentos simples a teu lado,
com todo o tempo do mundo,
que na distância de hoje eu reparei…

Bruno Alves 

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Quanto basta Q. B

Quanto Basta Q. B


Sei quem sou e o que dou,
Quem fui e o que te dei.
Também fui eu quem te magoou,
E fui eu que te amei.


Escolhi ser eu contigo.
Nunca aceitei tapar o sol com a peneira.
O meu limite é paz 
Não um lençol de dúvida escondido
Que foi uma ruptura,
Da minha e da tua asneira.


Hoje, se o sentires, escrevo-te aqui,
Espero que a tua maturidade e coragem se expressem.
Risques a lista de a fazeres sobre ti,
Onde o “aquilo que fomos” ainda te fere.


Sim, Q. B é o quanto basta.
Não um querer só por merecer,
Um desejo pequeno que só nos afasta.
Quero amor maior, que ilustra o bem querer.


Sem te obrigar, hoje é uma obrigação...
Sem te dizer nada, eu falo.
Esse limite é um fim não uma imaginação.
A intensidade naquilo que procuras,
Está espelhada depois desse amor,
Onde o reflexo é a emoção que bate dura no coração.

Bruno Alves 

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Meu gato

Meu gato

 

Tu que me trazes lumes da noite para casa

Beijas com a tua alma pura incolor

O meu cansaço ;

O teu silêncio cheira o que o corpo disfarça ,

O que a alma sente e emana.

 

O teu amor faz todo o sentido .

Ter a tua gentileza é um privilégio 

Contigo energias são significados

Fiel na tua selva

Por isso dormes a meu lado

E me dás o silêncio que precisava ouvir,

Nas noites em branco,

tu és cor da chuva da noite a cair.

 

Bruno Alves

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Quando o silêncio escolhe ficar

Quando o silêncio escolhe ficar
 
Não te procurei.
E foi aí que me encontrei.
Aprendi que o amor
não bate à porta aos gritos,
Provoque ansiedade
Ou dançe para provocar ciúmes,
Que não se esconde atrás de terceiros
Ou testa o valor de quem ficou.
 
Hoje, se falares,
que seja com a voz limpa.
Não com sinais ou jogos,
com olhares lançados ao acaso
Ou migalhas no meio da coragem.
Eu senti o ruído
e decidi me respeitar
Bloqueei-te, desliguei de mim e desse amor
para me ouvir melhor
E no silêncio descobri
que quem quer, atravessa.
Quem sente, sustenta.
Quem ama, escolhe.
 
Não me tornei distante
tornei-me inteiro.
Se vieres, se me quiseres
Traz a tua genuidade
Deita as máscaras fora e essas futilidades e as histórias paralelas,
Não preciso da plateia
Nem o artifício de quem diz o que quer.
 
Eu estou aqui,
Nao me imagines parado à espera de ti.
Eu caminho.
 
Se o nosso caminho voltar a tocar-se,
que seja uma naturalidade.
Nunca por vaidade.
Que pura a ternura
Seja amor de verdade.
Onde o silêncio nos resolveu e nos soube abraçar.
 
Bruno Alves
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O piano que caiu do 10° andar

 

O Piano que Caiu do 10º andar


O silêncio não é nenhum desespero.
Por horas, por meses ouvi esse piano,
e algo mudou em mim, sim, o desapego,
E o gosto por isso não ser tática ou plano.

O resgate emocional em mim floriu,
O poder regressou-me a cada dedo.
Voltei a tocar piano, e a minha essência ouviu
Tudo o que eu guardava em segredo.

Agora sou luz , magnético e sensual,
A minha alma enfim sentiu o meu coração ,
E hoje uma paz respira livre e é tão casual.
Que fez cair o piano do 10° andar no abismo da ilusão.

Bruno Alves 

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O silêncio

O Silêncio
 
Quem quer ser lembrado, fala
Quem quer ser ouvido, grita
Mas quem quer ser sentido, cala
E o silêncio é quem arbitra.
 
Bruno Alves 
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Sou isto

Sou isto

 

Eu já fui mago do universo 

Dei-me por inteiro a alguém 

Escrevo poesia escrita por bem 

Onde se vê o amor do lado inverso.

 

Eu que me amo e pago o custo

Ergui muros altos para me esquecer

Da magoa pura que eu sinto e que me assusto

Quando junto ao mar eu não me sei ser.

 

Sei que a cada dia que se ama

Eu amo-me cada vez mais amor!

Se quem mente engana,

Quem acredita tem mais valor. 

 

Bruno Alves 

 

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💜 O Eco do Amor Interior

💜 O Eco do Amor Interior

Dueto com a poesia de Bruno Alves
por Therezinha Sant’Anna

O amor não se perde,
porque aquilo que nasce em verdade
permanece além do tempo.
Às vezes apenas silencia,
esperando que a alma amadureça
para compreender o que não se explicou.

Aprendi que os gestos falam
muito além das palavras,
e que há caminhos que só o espírito
tem coragem de percorrer.
No silêncio, Deus ordena
o que a vida ainda não nomeou.

Carrego comigo essa escola do sentir:
ouvir o que não tem som,
ler o que não está escrito,
acolher o que chega leve
ou o que pesa como lembrança.

Somos feitos desse encontro misterioso
entre o que guardamos
e o que nos guia por dentro.
O amor esse que a alma conhece
não precisa de lugar para existir:
ele vive onde Deus permite,
e cresce onde o coração entende.

Therezinha Sant'anna

(Inspirado no poema "O amor não se perdeu" de Bruno Alves

Saiba mais…

O amor não se perdeu

O amor não se perdeu
 
O amor não se perdeu nem anda perdido,
Ele não morre, mas está escondido;
Quer respirar, pede atenção,
Merece um olhar com paz e coração.
 
A mulher fala muito,
O movimento do corpo é a denúncia sobre tudo.
O silêncio é o som e o olhar as palavras,
Que ardem nuas e leves se o olhar for profundo.
 
Ah! Como me sinto vago, quieto e calado, mas sei o que sinto.
O que vejo não me inquieta, aceito como prenda.
Só a saudade desvanece o meu sossego,
Onde guardo no tato um calor às mãos, misturado com desejo.
 
Se te vejo, é um beijo que não se arrepende,
Mesmo quieto, sem te dizer uma única palavra...
Só lendo o teu corpo e atento à tua sede,
Que faz o fogo de artifício do nada...
 
Consigo ouvir a tua voz pelo silêncio do teu olhar,
Onde vejo uma luz com raios violeta e lilás.
Na cor dos teus olhos, a força e a paz
São a cesta que guarda o amor que não tem lugar...
 
Ao deitar nem adormeço, fico a sonhar...
Levanto-me e vou ver as estrelas.
Conto os dias assim,
Onde sonho cruzar-me contigo.
 
Bruno Alves 
 
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O que eu já fui

O que eu já fui
 
Eu já fui mago do universo ,
Dei-me por inteiro a alguém 
Fui prosa e poesia escrita por ninguém ,
E ninguém vê o amor do lado inverso.
 
Por isso amo-me a todo o custo
Ergo muros altos para não se ver
A magoa pura que eu sinto e me assusto
Quando junto ao mar eu não me sei ser...
 
Sei que a cada dia se ama,
Mas eu amo-me mais amor!
Porque quem mente engana
E quem crê é mais calor. 
 
Bruno Alves 
Saiba mais…

Jantar á luz das velas

Jantar à Luz das Velas
 
Encontrei-te ao acaso nos meus dias vãos, 
Senti calor e amor no teu abraço, 
Aquele que arrepia cheio das tuas mãos
Onde o teu beijo é melaço. 
 
Brilhava o dia e já a tua voz era o meu sorriso,
Onde fui teu bom amigo e namorado.
Tu deste-me tudo o que eu preciso,
Mas foste a faca que me deixou inanimado.
 
Amor que te levava sempre pela mão,
O que não te dava era só o que um dia teria...
Dei-te amor de alma e coração,
Mas não sabia que o teu me trairia.
 
Hoje, arrependida, convidas-me para jantar à luz das velas,
Com coragem queres trazer paz à mesa,
Mas eu já sou luz e estou mais alto que elas,
Amo-me, estou mais confiante do que a própria clareza.
 
Os teus olhos, ah! os teus olhos castanhos...
Trazem rasgados os contratos de confiança,
Caíram molhados e as lágrimas molharam o teu casaco,
Meu Deus, tanta tristeza!
Meu amor, essa é a falha, eu não consigo te tirar desse buraco.
 
Bruno Alves
Saiba mais…
CPP