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O piano que caiu do 10° andar

 

O Piano que Caiu do 10º andar


O silêncio não é nenhum desespero.
Por horas, por meses ouvi esse piano,
e algo mudou em mim, sim, o desapego,
E o gosto por isso não ser tática ou plano.

O resgate emocional em mim floriu,
O poder regressou-me a cada dedo.
Voltei a tocar piano, e a minha essência ouviu
Tudo o que eu guardava em segredo.

Agora sou luz , magnético e sensual,
A minha alma enfim sentiu o meu coração ,
E hoje uma paz respira livre e é tão casual.
Que fez cair o piano do 10° andar no abismo da ilusão.

Bruno Alves 

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O silêncio

O Silêncio
 
Quem quer ser lembrado, fala
Quem quer ser ouvido, grita
Mas quem quer ser sentido, cala
E o silêncio é quem arbitra.
 
Bruno Alves 
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Sou isto

Sou isto

 

Eu já fui mago do universo 

Dei-me por inteiro a alguém 

Escrevo poesia escrita por bem 

Onde se vê o amor do lado inverso.

 

Eu que me amo e pago o custo

Ergui muros altos para me esquecer

Da magoa pura que eu sinto e que me assusto

Quando junto ao mar eu não me sei ser.

 

Sei que a cada dia que se ama

Eu amo-me cada vez mais amor!

Se quem mente engana,

Quem acredita tem mais valor. 

 

Bruno Alves 

 

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💜 O Eco do Amor Interior

💜 O Eco do Amor Interior

Dueto com a poesia de Bruno Alves
por Therezinha Sant’Anna

O amor não se perde,
porque aquilo que nasce em verdade
permanece além do tempo.
Às vezes apenas silencia,
esperando que a alma amadureça
para compreender o que não se explicou.

Aprendi que os gestos falam
muito além das palavras,
e que há caminhos que só o espírito
tem coragem de percorrer.
No silêncio, Deus ordena
o que a vida ainda não nomeou.

Carrego comigo essa escola do sentir:
ouvir o que não tem som,
ler o que não está escrito,
acolher o que chega leve
ou o que pesa como lembrança.

Somos feitos desse encontro misterioso
entre o que guardamos
e o que nos guia por dentro.
O amor esse que a alma conhece
não precisa de lugar para existir:
ele vive onde Deus permite,
e cresce onde o coração entende.

Therezinha Sant'anna

(Inspirado no poema "O amor não se perdeu" de Bruno Alves

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O amor não se perdeu

O amor não se perdeu
 
O amor não se perdeu nem anda perdido,
Ele não morre mas está escondido 
Quer respirar ,pede atenção .
Merece um olhar com paz e coração. 
 
A mulher fala muito ,
O movimento do corpo é a denúncia sobre tudo.
O silêncio é o som e o olhar as palavras,
Que ardem nuas e leves se o olhar for profundo.
 
Ah! Como me sinto vago ,quieto e calado mas sei o que sinto.
O que vejo não me inquieta ,aceito como prenda.
Só a saudade me desvaneia o sossego
Onde guardo no tato um calor às mãos misturado com desejo .
 
Se te vejo é um beijo que não se arrepende,
Mesmo quieto sem te dizer uma única palavra...
Só lendo o teu corpo e atento á tua sede,
Que faz o fogo de artifício do nada...
 
Consigo ouvir a tua voz pelo silêncio do teu olhar,
Onde vejo uma luz com raios violeta e lilás  .
Na cor dos teus olhos ,a força e a paz
São a cesta que guarda o amor que não tem lugar...
 
Ao deitar nem adormeço , fico a sonhar...
Levanto-me e vou ver as estrelas . 
Conto os dias assim contigo,
Onde sonho me vir a cruzar.
 
Bruno Alves 
 
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O que eu já fui

O que eu já fui
 
Eu já fui mago do universo ,
Dei-me por inteiro a alguém 
Fui prosa e poesia escrita por ninguém ,
E ninguém vê o amor do lado inverso.
 
Por isso amo-me a todo o custo
Ergo muros altos para não se ver
A magoa pura que eu sinto e me assusto
Quando junto ao mar eu não me sei ser...
 
Sei que a cada dia se ama,
Mas eu amo-me mais amor!
Porque quem mente engana
E quem crê é mais calor. 
 
Bruno Alves 
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Jantar á luz das velas

Jantar à Luz das Velas
 
Encontrei-te ao acaso nos meus dias vãos, 
Senti calor e amor no teu abraço, 
Aquele que arrepia cheio das tuas mãos
Onde o teu beijo é melaço. 
 
Brilhava o dia e já a tua voz era o meu sorriso,
Onde fui teu bom amigo e namorado.
Tu deste-me tudo o que eu preciso,
Mas foste a faca que me deixou inanimado.
 
Amor que te levava sempre pela mão,
O que não te dava era só o que um dia teria...
Dei-te amor de alma e coração,
Mas não sabia que o teu me trairia.
 
Hoje, arrependida, convidas-me para jantar à luz das velas,
Com coragem queres trazer paz à mesa,
Mas eu já sou luz e estou mais alto que elas,
Amo-me, estou mais confiante do que a própria clareza.
 
Os teus olhos, ah! os teus olhos castanhos...
Trazem rasgados os contratos de confiança,
Caíram molhados e as lágrimas molharam o teu casaco,
Meu Deus, tanta tristeza!
Meu amor, essa é a falha, eu não consigo te tirar desse buraco.
 
Bruno Alves
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Hoje fiz os cálculos

Hoje fiz os cálculos
 
Hoje fiz os cálculos á nossa distância 
Não para te ter de volta
Mas para saber aquilo que nos difere
Que em paz e consciência calculei.
 
O resultado não é satisfatório...
Se a distância falasse diria: basta!
Onde coração já sabe o que crer
Onde um abraço chega para ele se desprender. 
 
Não chegam palavras , só perdi tempo mas foi prazer 
Foi amar me reconhecer ,os cálculos: algo sem querer.
Conversei com a alma e isso faz falta 
Nela os meus olhos sabem onde sonhar.
 
Não quero saber da chuva nem do caos
Só me importa a brisa forte que sinto em mim
Como sopro que a justiça faz aos maus
E abre cura para os bons lá no fim.
 
Bruno Alves 
 
 
 
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Amo-te mas não preciso de ti

Amo-te mas não preciso de ti 

Amo-te, mas não preciso de ti.
Amo-te incondicionalmente.
Tenho o amor no lugar certo — e certo de si —,
onde me deito habitualmente.

É verdade que o amor é assim:
estou com a lua e o sol ao pé de mim,
respiro tudo, sorrio mais quando ando na rua.
É novembro, cheio de sol — e um brilho flutua.

Hoje vou morder a noite,
porque sei o que é sofrer;
libertei-me de quem não me amava,
como um acordar de quem estava a falecer.

Abri portas e janelas para a tua beleza entrar,
e só no fim percebi:
era infeliz, e no tempo que passei a olhar para ti
não tinha voz, nem sabia o que era cantar.

Já nem sabia o que era o mar...
Por tanto te amar...

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Adormecer e sonhar

Adormecer e sonhar

 

Na cama do rei e da rainha 

Somam se os reinos 

Fazem se rainhas

E assumem se os guerreiros 

 

Não há chuva que não se culpe

Por uma trema tempestade

Ter de dar ao sol quem de nuvens é crente 

E não ter descanso ao acordada a guerra 

 

Amor de rei ,se é que o tens , tens de o admirar

 Quem mordeu o sol ao amanhecer ?

E perdeu a luz ao adormecer?

O que resta é deitar, adormecer

e sonhar...

 

Bruno Alves 

 

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Isto não é boa poesia

Isto não é boa poesia 

A poesia quando é boa
Não é mágoa nem dor
É vida
É sentida e é vivida
é transparente como a verdade
Transborda emoção mas não é um vinho.
É arte
É um viver e um sentir
É sentir tudo sem mesmo querer
Os poemas são momentos de energia
Eles brilham junto à luz das estrelas... 
Poesia é ver as estrelas durante o dia
E ser poeta é saber cumprimentar o cosmo.

A boa poesia vem de dentro
faz vibrar, faz arrepiar e até por vezes chorar...
Lugar onde nada pode ter tudo
Mesmo que tudo não seja nada
A poesia diz isso tudo,
Fala conosco e até arrepia a pele se for boa Depois de escrever poesia
Transcrevi-me para o papel
Onde deito o meu olhar
Descanso o meu respirar
E adormeço o meu coração.

Bruno Alves 

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A saudade aperta

A saudade aperta

Quantas vezes nem oiço nada,
Por estar a pensar em ti
Ou no nada em que me deixaste,
Onde estou alheio com uma insónia.

Sinto tanto,
Dói tanto em tanta coisa que sinto,
Que sinto saudade em tudo o que penso. Sou sensível, eu sei,
Mas se não for materialista, serei poeta.

Hoje que chove e tudo me entristece,
Como uma mágoa seca que apagou o fogo,
Se tudo ardeu, porquê é que penso em ti?
No amor e nas longas noites com beijos teus?

Bruno Alves

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O nosso amor

O nosso amor

Há uma grande verdade na energia das coisas:
umas são equilíbrios, outras são caráter;
umas acontecem porque estamos alinhados,
outras, pelo que damos e recebemos...

E se isso somos nós, meu amor?
Que sejamos sempre luz um do outro,
onde nos doamos,
onde, sempre que nos amamos,
Somos nós por dentro e por fora.

E na tua luz que me ilumina
que eu fique sempre maravilhado,
a cada momento de amor que te dou.

Mas, não te percas por aí...
Se conforto é lugar,
ele fica no nosso abraço,
onde te beijo e digo "amo-te"
em silêncio na tua boca.

Bruno Alves

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A energia e as minhas palavras

A energia e as minhas palavras

Há um vago sinal na energia das coisas
Umas esperam-se como quem prospera
Outras acontecem porque estamos alinhados
E na leitura dessa energia somos o que somos nós...

Na energia de hoje estou equilibrado
Amanhã posso ser como o mar e ter a maré vazia
Mas dentro de mim há sempre um sonho a explodir
Um gosto pela arte, um eterno sentir.

Não quero mais do que aquilo que sou
Sou o que sou e sinto
Se estou calado é porque estou calado
Se falo nunca minto

 Bruno Alves 

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Sou o sol

Sou o sol

Sou o que o sol e a lua me fazem sentir.
No fim, sou isso.
Amanhã já serei mais velho,
ou estarei diferente.
Mas aprendi a sentir,
a medir a distância entre o sol e o mar...
por isso sei a distância das coisas.

Se me perder nos cálculos,
sempre estive comigo
e com as mãos no teu corpo,
onde amor é lenha e prazer é lareira,
a quem dou satisfações.

O mar disse-me que ser sol é espetacular,
sem o sol o mar não brilha,
é sombrio,
Que sol a faz brilhar .

O mar à noite é como tu.
Por isso é que vou ver o mar
para te aquecer e para te amar
e ser sol de cada amanhecer.

Bruno Alves

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O amor do poeta

O amor do poeta

Como é que te ei de dizer isto?
Se isto não pode ser dito com palavras,
Nem com gestos tu perceberias,
Só mesmo com um sinal. 


Por ser tão especial, é difícil,
Não terá vida nem significado nenhum se não for entregue. Por isso, é difícil... 

Será preciso que te venhas a aperceber
O amor não é propositado ele acontece!
Estou a pensar usar a minha simpatia subtilmente,
O resto tu já sabes.
Mas nada mais...
Só aí vais entender de forma leve
quando e o quanto és para mim
Se sentires que ficas a pensar em mim
No que te dou, entenderás...
E terás quem sempre mostras-te querer ter.

Bruno Alves 

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Um poema raro

Um poema raro

Há pessoas que não se explicam —
acontecem.
Como brisa que chega sem pedir licença,
e muda o ar.

Tu és dessas almas que não se descrevem,
desenham-se em gestos,
constroem-se em silêncios que abraçam,
e em palavras que curam.

A tua presença é o abrigo que se oferece
mesmo quando a própria vida está a chover por dentro.
És feita de raiz que não foge do chão... 
Não foste tu crescer no meio nas pedras.

Rara é a tua forma de estar,
de sentir com verdade,
de dar sem querer nada em troca,
de lutar com dignidade.

A tua amizade não se mede —
acolhe.
És porto, és farol, és uma grande muralha
quando o mundo treme e sacode.

E por isso escrevo,
não para enfeitar o que és,
mas para reconhecer:
é raro o que se é
quando se é, como tu és.

Bruno Alves 

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Sentes o que escrevo?

Sentes o que escrevo?

Não me leias apenas —
sente o que escrevo.
Lê-me com os olhos do coração,
com a pele arrepiada e a alma em silêncio.

Não procures entender tudo,
nem traduzir-me com lógica.
As minhas palavras não são equações:
são emoções que transbordam.

Cada verso meu tem um eco,
um ressoar de vida vivida,
de noites acordado
e dias em que só escrevendo respirei.

Não corrijas os meus erros,
porque até os enganos têm poesia.

Por isso, se leres, sente.
Sente o que escrevo
como se também fosse teu.

Bruno Alves 

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O amor hoje em dia

O amor hoje em dia

Há quem nasça com o cu virado para a lua
E há quem vira o cu para lá
Nessa preguiça nessa vaidade nessa arrogância
Não existe nada a não ser o que não existe.

O mundo é vazio quando não tem saída
É monótono brilhar a todo o instante
Não está certo fazer uma ferida
E conseguir viver em paz e despreocupante .

Não é justo ter amor próprio e isso ser pouco, 
Ser rico é ser nobre cheio de alma no coração! 
É ser visto sem ter vaidade não como um louco
Que não sabe da quantidade de loucura que está num perdão.

Bruno Alves 

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Isto não é boa poesia

Isto não é poesia boa

 

A poesia quando é boa é vida

Ela é certa como a verdade e o destino

Transborda de emoção, não acompanha  vinho... 

Ela é a arte de viver e pronunciar

De sentir as palavras e as engolir

E senti-las cá dentro como poemas

Poesia é ver estrelas durante o dia sem pensar nelas

Sentir o cosmo do mundo 

Conseguir sentir tudo o que o rodeia

Como se tudobo que idulatra é ser ele. 

Bruno Alves 

 

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CPP