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O catalisador silencioso

O Catalisador Silencioso

 

Fui a força que buscavas, o pilar que te faltava,

O espelho da resiliência que em ti não habitava.

No projeto da vida, que construí com suor,

Eras o caos que vinha, para fazer tudo pior.

 

Fui o catalisador, sem o saber, sem querer,

A maturidade e a força que te faziam tremer.

Mostrei-te um rumo melhor, uma paz que não conheces,

Mas tu, na tua imaturidade, desperdiçaste as preces.

 

Chegavas nos meus piores momentos, com um ar de quem sente,

Mas a tua abordagem era um jogo, carente e demente.

Olhares cintilantes, sorrisos que diziam "volta",

Mas as tuas ações eram vazias, uma revolta.

 

Eras a busca por controlo, pelo poder que não tens,

A tentar quebrar barreiras, que não entendes nem vês.

O namorado, o filho, eram peões no teu tabuleiro,

Numa peça de teatro que tinhas como roteiro.

 

Mas o meu silêncio é a resposta, a minha indiferença a muralha,

A tua falta de coragem, a tua maior batalha.

Quiseste a minha força para te elevar,

Mas a mudança tem de vir de dentro, do teu próprio lugar.

 

A obra está quase pronta, eu segui o meu caminho,

Protegi o meu coração, o meu jardim, o meu ninho.

A tua ironia é que chegas agora, com o projeto no fim,

Quando a pessoa que te aceitaria já não vive dentro de mim.

 

O catalisador funcionou, mas não como esperavas,

Fez-me crescer, fez-me forte, enquanto tu estagnavas.

A porta está fechada, o limite bem traçado,

Enquanto não houver coragem, não há futuro ou passado.

 

Bruno Alves 

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Saudade débil

Saudade débil

 
Fico mais magro se não me alimento
Da luz da seara da voz do teu ser.
Que é uma companhia
Onde tudo se transcende numa paz,cosmo e poesia.
 
Tudo é uma alegria nata
Intacta ao prol de cada dia
A saudade que arrasta um desejo
Quer te ver tão bem quando eu te beijo.
Á luz do candeeiro público.
 
O anoitecer acontece no céu 
E em todos os lugares existem postes e candeeiros.
A luz do teu ser é um chão 
Que é amor que vejo á luz dos nossos olhos. 
 
Bruno Alves 
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Sabes o que fica

Sabes o que fica


Sabes — tu sabes tão bem
o quanto eu sinto que sei,
quando o que sinto
me emociona ao saber também.


Já é fria a tua distância há tanto tempo
que quase congelou o meu coração.
Nem os cobertores afastam a emoção,
de tão dura que é a saudade neste momento.


Tenho-te na mão como um conhecimento,
onde nua e doce foste um vulcão.
Hoje não sei se é sofrimento
ou se é a ilusão que está mais à mão.


Porque não sei de ti, mas sei
aquilo que se passa dentro de ti.
Sinto o que digo e o que te chorei,
foi sem palavras ditas onde me perdi.


Sabes, a dor não explica tudo.
Prefiro os momentos simples a teu lado,
com todo o tempo do mundo,
que na distância de hoje eu reparei…

Bruno Alves 

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Quanto basta Q. B

Quanto Basta Q. B


Sei quem sou e o que dou,
Quem fui e o que te dei.
Também fui eu quem te magoou,
E fui eu que te amei.


Escolhi ser eu contigo.
Nunca aceitei tapar o sol com a peneira.
O meu limite é paz 
Não um lençol de dúvida escondido
Que foi uma ruptura,
Da minha e da tua asneira.


Hoje, se o sentires, escrevo-te aqui,
Espero que a tua maturidade e coragem se expressem.
Risques a lista de a fazeres sobre ti,
Onde o “aquilo que fomos” ainda te fere.


Sim, Q. B é o quanto basta.
Não um querer só por merecer,
Um desejo pequeno que só nos afasta.
Quero amor maior, que ilustra o bem querer.


Sem te obrigar, hoje é uma obrigação...
Sem te dizer nada, eu falo.
Esse limite é um fim não uma imaginação.
A intensidade naquilo que procuras,
Está espelhada depois desse amor,
Onde o reflexo é a emoção que bate dura no coração.

Bruno Alves 

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Meu gato

Meu gato

 

Tu que me trazes lumes da noite para casa

Beijas com a tua alma pura incolor

O meu cansaço ;

O teu silêncio cheira o que o corpo disfarça ,

O que a alma sente e emana.

 

O teu amor faz todo o sentido .

Ter a tua gentileza é um privilégio 

Contigo energias são significados

Fiel na tua selva

Por isso dormes a meu lado

E me dás o silêncio que precisava ouvir,

Nas noites em branco,

tu és cor da chuva da noite a cair.

 

Bruno Alves

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Quando o silêncio escolhe ficar

Quando o silêncio escolhe ficar
 
Não te procurei.
E foi aí que me encontrei.
Aprendi que o amor
não bate à porta aos gritos,
Provoque ansiedade
Ou dançe para provocar ciúmes,
Que não se esconde atrás de terceiros
Ou testa o valor de quem ficou.
 
Hoje, se falares,
que seja com a voz limpa.
Não com sinais ou jogos,
com olhares lançados ao acaso
Ou migalhas no meio da coragem.
Eu senti o ruído
e decidi me respeitar
Bloqueei-te, desliguei de mim e desse amor
para me ouvir melhor
E no silêncio descobri
que quem quer, atravessa.
Quem sente, sustenta.
Quem ama, escolhe.
 
Não me tornei distante
tornei-me inteiro.
Se vieres, se me quiseres
Traz a tua genuidade
Deita as máscaras fora e essas futilidades e as histórias paralelas,
Não preciso da plateia
Nem o artifício de quem diz o que quer.
 
Eu estou aqui,
Nao me imagines parado à espera de ti.
Eu caminho.
 
Se o nosso caminho voltar a tocar-se,
que seja uma naturalidade.
Nunca por vaidade.
Que pura a ternura
Seja amor de verdade.
Onde o silêncio nos resolveu e nos soube abraçar.
 
Bruno Alves
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O piano que caiu do 10° andar

 

O Piano que Caiu do 10º andar


O silêncio não é nenhum desespero.
Por horas, por meses ouvi esse piano,
e algo mudou em mim, sim, o desapego,
E o gosto por isso não ser tática ou plano.

O resgate emocional em mim floriu,
O poder regressou-me a cada dedo.
Voltei a tocar piano, e a minha essência ouviu
Tudo o que eu guardava em segredo.

Agora sou luz , magnético e sensual,
A minha alma enfim sentiu o meu coração ,
E hoje uma paz respira livre e é tão casual.
Que fez cair o piano do 10° andar no abismo da ilusão.

Bruno Alves 

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O silêncio

O Silêncio
 
Quem quer ser lembrado, fala
Quem quer ser ouvido, grita
Mas quem quer ser sentido, cala
E o silêncio é quem arbitra.
 
Bruno Alves 
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Sou isto

Sou isto

 

Eu já fui mago do universo 

Dei-me por inteiro a alguém 

Escrevo poesia escrita por bem 

Onde se vê o amor do lado inverso.

 

Eu que me amo e pago o custo

Ergui muros altos para me esquecer

Da magoa pura que eu sinto e que me assusto

Quando junto ao mar eu não me sei ser.

 

Sei que a cada dia que se ama

Eu amo-me cada vez mais amor!

Se quem mente engana,

Quem acredita tem mais valor. 

 

Bruno Alves 

 

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💜 O Eco do Amor Interior

💜 O Eco do Amor Interior

Dueto com a poesia de Bruno Alves
por Therezinha Sant’Anna

O amor não se perde,
porque aquilo que nasce em verdade
permanece além do tempo.
Às vezes apenas silencia,
esperando que a alma amadureça
para compreender o que não se explicou.

Aprendi que os gestos falam
muito além das palavras,
e que há caminhos que só o espírito
tem coragem de percorrer.
No silêncio, Deus ordena
o que a vida ainda não nomeou.

Carrego comigo essa escola do sentir:
ouvir o que não tem som,
ler o que não está escrito,
acolher o que chega leve
ou o que pesa como lembrança.

Somos feitos desse encontro misterioso
entre o que guardamos
e o que nos guia por dentro.
O amor esse que a alma conhece
não precisa de lugar para existir:
ele vive onde Deus permite,
e cresce onde o coração entende.

Therezinha Sant'anna

(Inspirado no poema "O amor não se perdeu" de Bruno Alves

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O amor não se perdeu

O amor não se perdeu
 
O amor não se perdeu nem anda perdido,
Ele não morre, mas está escondido;
Quer respirar, pede atenção,
Merece um olhar com paz e coração.
 
A mulher fala muito,
O movimento do corpo é a denúncia sobre tudo.
O silêncio é o som e o olhar as palavras,
Que ardem nuas e leves se o olhar for profundo.
 
Ah! Como me sinto vago, quieto e calado, mas sei o que sinto.
O que vejo não me inquieta, aceito como prenda.
Só a saudade desvanece o meu sossego,
Onde guardo no tato um calor às mãos, misturado com desejo.
 
Se te vejo, é um beijo que não se arrepende,
Mesmo quieto, sem te dizer uma única palavra...
Só lendo o teu corpo e atento à tua sede,
Que faz o fogo de artifício do nada...
 
Consigo ouvir a tua voz pelo silêncio do teu olhar,
Onde vejo uma luz com raios violeta e lilás.
Na cor dos teus olhos, a força e a paz
São a cesta que guarda o amor que não tem lugar...
 
Ao deitar nem adormeço, fico a sonhar...
Levanto-me e vou ver as estrelas.
Conto os dias assim,
Onde sonho cruzar-me contigo.
 
Bruno Alves 
 
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O que eu já fui

O que eu já fui
 
Eu já fui mago do universo ,
Dei-me por inteiro a alguém 
Fui prosa e poesia escrita por ninguém ,
E ninguém vê o amor do lado inverso.
 
Por isso amo-me a todo o custo
Ergo muros altos para não se ver
A magoa pura que eu sinto e me assusto
Quando junto ao mar eu não me sei ser...
 
Sei que a cada dia se ama,
Mas eu amo-me mais amor!
Porque quem mente engana
E quem crê é mais calor. 
 
Bruno Alves 
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Jantar á luz das velas

Jantar à Luz das Velas
 
Encontrei-te ao acaso nos meus dias vãos, 
Senti calor e amor no teu abraço, 
Aquele que arrepia cheio das tuas mãos
Onde o teu beijo é melaço. 
 
Brilhava o dia e já a tua voz era o meu sorriso,
Onde fui teu bom amigo e namorado.
Tu deste-me tudo o que eu preciso,
Mas foste a faca que me deixou inanimado.
 
Amor que te levava sempre pela mão,
O que não te dava era só o que um dia teria...
Dei-te amor de alma e coração,
Mas não sabia que o teu me trairia.
 
Hoje, arrependida, convidas-me para jantar à luz das velas,
Com coragem queres trazer paz à mesa,
Mas eu já sou luz e estou mais alto que elas,
Amo-me, estou mais confiante do que a própria clareza.
 
Os teus olhos, ah! os teus olhos castanhos...
Trazem rasgados os contratos de confiança,
Caíram molhados e as lágrimas molharam o teu casaco,
Meu Deus, tanta tristeza!
Meu amor, essa é a falha, eu não consigo te tirar desse buraco.
 
Bruno Alves
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Hoje fiz os cálculos

Hoje fiz os cálculos
 
Hoje fiz os cálculos á nossa distância 
Não para te ter de volta
Mas para saber aquilo que nos difere
Que em paz e consciência calculei.
 
O resultado não é satisfatório...
Se a saudade falasse diria: basta!
Onde coração já sabe o que crer
Onde um abraço chega para ele se desprender. 
 
Não chegam palavras , só perdi tempo mas foi prazer 
Foi amar me reconhecer ,os cálculos: algo sem querer.
Conversei com a alma e isso faz falta 
Nela os meus olhos sabem onde sonhar.
 
Não quero saber da chuva nem do caos
Só me importa a brisa forte que sinto em mim
Como sopro que a justiça faz aos maus
E abre cura para os bons lá no fim.
 
Bruno Alves 
 
 
 
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Amo-te mas não preciso de ti

Amo-te mas não preciso de ti 

Amo-te, mas não preciso de ti.
Amo-te incondicionalmente.
Tenho o amor no lugar certo — e certo de si —,
onde me deito habitualmente.

É verdade que o amor é assim:
estou com a lua e o sol ao pé de mim,
respiro tudo, sorrio mais quando ando na rua.
É novembro, cheio de sol — e um brilho flutua.

Hoje vou morder a noite,
porque sei o que é sofrer;
libertei-me de quem não me amava,
como um acordar de quem estava a falecer.

Abri portas e janelas para a tua beleza entrar,
e só no fim percebi:
era infeliz, e no tempo que passei a olhar para ti
não tinha voz, nem sabia o que era cantar.

Já nem sabia o que era o mar...
Por tanto te amar...

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Adormecer e sonhar

Adormecer e sonhar
 
Na cama do rei e da rainha
Somam-se os reinos,
Fazem-se rainhas
E assumem-se os guerreiros.
 
Não há chuva que não se culpe
Por uma tremenda tempestade;
Ter de dar ao sol quem de nuvens é crente
E não ter descanso ao acordar a guerra.
 
Amor de rei, se é que o tens, tens de o admirar.
Quem mordeu o sol ao amanhecer?
E perdeu a luz ao adormecer?
O que resta é deitar, adormecer e sonhar...
 
Bruno Alves 
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Isto não é boa poesia

Isto não é boa poesia 

A poesia quando é boa
Não é mágoa nem dor
É vida
É sentida e é vivida
é transparente como a verdade
Transborda emoção mas não é um vinho.
É arte
É um viver e um sentir
É sentir tudo sem mesmo querer
Os poemas são momentos de energia
Eles brilham junto à luz das estrelas... 
Poesia é ver as estrelas durante o dia
E ser poeta é saber cumprimentar o cosmo.

A boa poesia vem de dentro
faz vibrar, faz arrepiar e até por vezes chorar...
Lugar onde nada pode ter tudo
Mesmo que tudo não seja nada
A poesia diz isso tudo,
Fala conosco e até arrepia a pele se for boa Depois de escrever poesia
Transcrevi-me para o papel
Onde deito o meu olhar
Descanso o meu respirar
E adormeço o meu coração.

Bruno Alves 

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A saudade aperta

A saudade aperta

Quantas vezes nem oiço nada,
Por estar a pensar em ti
Ou no nada em que me deixaste,
Onde estou alheio com uma insónia.

Sinto tanto,
Dói tanto em tanta coisa que sinto,
Que sinto saudade em tudo o que penso. Sou sensível, eu sei,
Mas se não for materialista, serei poeta.

Hoje que chove e tudo me entristece,
Como uma mágoa seca que apagou o fogo,
Se tudo ardeu, porquê é que penso em ti?
No amor e nas longas noites com beijos teus?

Bruno Alves

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O nosso amor

O nosso amor

 

Há uma grande verdade na energia das coisas:

umas são equilíbrios, outras são caráter;

umas acontecem porque estamos alinhados,

outras, pelo que damos e recebemos...

 

E se isso somos nós, meu amor?

Que sejamos sempre luz um do outro,

onde nos doamos,

onde, sempre que nos amamos,

somos nós por dentro e por fora.

 

E na tua luz, que me ilumina,

que eu fique sempre maravilhado

a cada momento de amor que te dou.

 

Mas não te percas por aí...

Se conforto é lugar,

ele fica no nosso abraço,

onde te beijo e digo "amo-te"

em silêncio, na tua boca. 

 

Bruno Alves

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A energia e as minhas palavras

A energia e as minhas palavras

Há um vago sinal na energia das coisas
Umas esperam-se como quem prospera
Outras acontecem porque estamos alinhados
E na leitura dessa energia somos o que somos nós...

Na energia de hoje estou equilibrado
Amanhã posso ser como o mar e ter a maré vazia
Mas dentro de mim há sempre um sonho a explodir
Um gosto pela arte, um eterno sentir.

Não quero mais do que aquilo que sou
Sou o que sou e sinto
Se estou calado é porque estou calado
Quando falo nunca minto

 Bruno Alves 

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CPP