Posts de Luly Diniz (82)

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O rio, o mar e eu.

O rio emerge no mar profundo, funde-se enfim num corpo só; colisão marcada.

Assim espero que um dia venhas banhar meu doce mar; brava entrega.

Quisera! Na fúria da tempestade venhas invadir meu prazeroso mel de amor

Luly Diniz 

"Estilo Sijo da era Joseon"

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PRIMAVERA

O sol ameno descansa,

traz a brisa e o perfume.

Pétalas caem em chuva

como a neve a flutuar.

Ah! Doce bailado,

que encanta os

amantes sob o céu

Luly Diniz 

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Lá fora há lembranças...

Lá fora, há algum tempo, vi meus filhos correndo, sorrindo com os cabelos ao vento.

Uns encostados na mangueira riam das brincadeiras inocentes, o tempo tomou asas e foi passando dia após dia...

Os filhos cresceram e me deram netos, aos quais não vejo mais...

A vovó perdeu a briga com o celular, já não querem ouvir as histórias dos três porquinhos.

O que restou foram as mãos trêmulas, que tentam desafiar os anos, tecendo roupinhas... Que ninguém vai usar.

Luly Diniz 

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O fio do Han

                  No toc-toc, a porta emudeceu;

                     e o ferrugem rangeu...

como voz de guerra.

Tensão, medo e um frio na espinha

— o corpo sente o peso de mil anos.

Quem me dera o fio de uma lâmina...

pra dar fim nesse larápio

  Luly Diniz

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Saudoso sertão

 

A poesia canta e chora de saudade do sertão: do zumbido agudo dos grilos, do coaxar dos sapos e da oração das seis horas ao pé da Santa Cruz.

Saudade de juntar os amigos ao redor da fogueira, assar milho e contar histórias ouvindo a sanfona dedilhar músicas que nos fazem chorar.

São tantas estrelas no céu do sertão, que o cabra, deitado na esteira nos braços do seu bem-querer, põe-se logo a sonhar.

Tudo seria perfeito nesse sentir gostoso... se não tocasse o celular, que, com pesar, desfaz a saudade num despertar desaforado, trazendo de volta o concreto frio da cidade.

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O SOM FINDOU

O som findou entre o bater frenético das asas do beija-flor, ao planar perante a rosa.

Findam as cores do arco-íris depois de deixar marcas de devastação; não há som de choro, as lamúrias estão presas.

Finda o ruído do coração que esqueceu de ouvir palavras de amor, de sentir o frio que fazia as batidas serem sonoras.

Cessa o barulho dos motores das motos a fazer apostas, desdenhando a vida.

Até a grande cachoeira, que cai na pequena poça de lama onde uma lótus tenta sobreviver, emudeceu.

Será o fim do mundo ou meus ouvidos se negam a captar toda a sutileza que o som pode fazer?

É a poluição sonora que calou todos os meus sentimentos; até minha saudade se foi levada pelo som que desapareceu no ar.

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RUÍDO

Entre o ruído das ruas, desembrulho versos sem rimas

Onde a felicidade erra o caminho do meu coração;

sem métrica morro anos poucos anestesiando meu sentir

Espero a madrugada silenciar.

Luly Diniz

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Meu gato malhado

Bordado de cinza e branco, o gato estica-se a ronronar.

Vento leve do ventilador balança o pêlo em mansa paz.

Quem dera ter tal sossego em meio ao caos do meu viver.

Luly Diniz 

 

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Saudade...

Em um túmulo onde os vermes moram, — jaz meu espírito falido de amor,
Saudade e solidão brincam, — como crianças de olhos vendados,
Ah! Sou eu, tateando no escuro, — com saudade do que nunca vivi.

Luly Diniz

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SOLIDÃO IMPOSTA

Olhar vazio, que vaga através da janela mirando o passado. Nas mãos, o crochê é sustentado por dedos trêmulos, como quem segura a própria esperança.

É o olhar de mãe, avó e bisavó, que se encontra no limbo da paralisia emocional.
Relembra risos, passadas de correria, o choro pelo arranhão no joelho.

No coração, a desesperança que a solidão imposta traz. Uma alma que ama sem reciprocidade, que sobrevive das recordações, da entrega a Deus e da paz na oração.


Reza pelos que a esqueceram, pois amor de mãe é imensurável. Lágrimas de saudade rolam no rosto enrugado, para aportar nos lábios que ainda sorriem ao recordar dos risos, dos choros e dos arranhões.

Luly Diniz 

17/03/2026.

 

 

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O veredito do vento.

Ouvi, num sopro de vento sufocado,
numa noite sem frescor, luar ou estrela,
que o meu coração seria por ti quebrado.


Coração que te entreguei, em pura oferta,
numa manhã de verão, entre flores do campo,
com a alma em voo e a porta ainda aberta.


O sol mal despontava no horizonte,
a brisa em meus cabelos a bailar,
e o amor vertia como água da fonte.


Mas hoje, ao segredar tua partida,
caí no poço sem fundo do abandono,
mãos trêmulas, alma em sombra submersa.


Só te peço, se não for muito o desvelo:
deixa a foto da manhã em que juramos,
e parte, antes que vejas meu flagelo


  • Leva tudo... Sonhos e o motivo do riso,
    fico despida do teu amor e do teu abrigo,
    mas guardo a dignidade — o meu único aviso.

Luly Diniz.
13/03/2026.

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A vida segue...

A vida segue para algum lugar...
Gostaria que esse fosse para seus braços recebendo seus beijos, imaginando que só eram meus.

A vida segue e com ela os sonhos que temos em chegar à felicidade.

Todos desejam ser felizes, receber e dar amor, mas só quero o seu, seu amor que tem cheiro de felicidade.

Luly Diniz.

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A FERMENTAÇAO DO AMOR

 É assustador quando duas pessoas que juraram amor — e fizeram estripulias na demonstração do sentimento que as uniu e juraram compartilhar — veem-se perdidas, sem motivação para dar continuidade a essa união. Ah! Pensem e repensem... Não tomem uma decisão drástica: ponham fermento nesse amor e, quando ele crescer como um bolo no forno, vejam as virtudes que os fizeram escolher estar juntos, compartilhar desafios, suplantar defeitos. A partir daí, cortem fatias grossas do bolo dispensem o que traz desprazer; desfrutem o que dá prazer e as boas recordações. Remetam-se ao túnel do tempo, aos encontros que determinaram conjuntamente, saboreando bolo com Coca-Cola — que ficariam juntos até que a morte os separe.

Luly Diniz.

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O REDEMOINHO E A ESSÊNCIA (Reflexão).

O Redemoinho e a Essência
(Reflexão)
Aprendi que a vida é como um redemoinho,
Ou um tufão imprevisível e devastador.
Contudo, para se recuperar o que foi desfeito,
O que no rastro do vento se perdeu...
É necessário amor e empatia,
Força interior e reciprocidade.
Tudo se harmoniza com o que sentimos
Dentro do nosso Eu interior.
O amor ao próximo gera solidariedade,
O desejo vivo de superação.
O amor gera a união.
Esse querer reside dentro do caos,
Quando o amor faz morada no coração.
Quem diz que a vida é fácil,
Põe uma venda nos olhos,
Um escudo no peito,
E nega a própria visão.
Entendi que só o amor intrínseco,
Escondido em cada ser humano,
Pode sanar o desastre do redemoinho.
Pois é dando que se recebe...
E só pode dar amor,
Aquele que o tem para ofertar.

Luly Diniz
11/03/2026
00:07

Nota da Autora: "Se este redemoinho te tocar, leve apenas o que couber no seu coração, mas faça-o levemente, respeitando a inteireza do sentir." — Luly Diniz31101548299?profile=RESIZE_584x

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O Zelo da Paz Interior

 

Esse dilema tem várias conotações: religiosa, psicológica e o cuidado amoroso com a própria paz espiritual. O zelo consigo mesmo é essencial; é uma forma de ver o mundo com paz no coração

Tratar o próximo bem não é uma simples troca, mas reciprocidade com o que carregamos dentro. Já disse Jesus: “Amai ao próximo como a ti mesmo”

O título é uma retórica, algo para se pensar com racionalidade; sem se envergonhar ou se punir.

31101361089?profile=RESIZE_710x Luly Diniz

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REENCONTRO

 

O Reencontro
Professam por aí que, no amor à primeira vista, o mundo gira, o chão some dos pés, o corpo sente uma descarga elétrica e o estômago fica cheio de borboletas. O peito sofre de taquicardia e o corpo amolece na luz dessa troca de olhar, ao atravessar, num mergulho visceral, o que o toque carnal e as palavras não decifram. A lógica não explica o fascínio que transcende entre duas almas que se conectam. É a pureza de almas conhecidas no passado, que finalmente se reencontram para sobreviver ao ruído de um mundo onde o amor é confundido com sexo.

Luly Diniz

 

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Teu poema me encanta...

Fico trêmula quando penso em estar nos teus braços

num nó perfeito, sonho em te amar, submissa aos teus anseios.

Sensações inquietantes tomam minha alma, minha mente,

meu corpo se inquieta ao ler-te.

Teus dóceis e instigantes poemas me conquistaram,

teus versos intensos fizeram desaparecer a solidão.

Quero sonhar...

Pensar que um dia poderás recitar teus lindos poemas

só para mim como uma doce confissão.

Luly Diniz.

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CPP