Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1973)

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Dia a Dia

Dia a Dia 

Se em mim cessasse a dor que está envolta:
Em todos sonhos que não realizei;
Quem sabe entendesse, mas sem revolta:
Que a vida cobra por onde trilhei.

Meu trilho não foi um torto caminho,
Mas tive entraves e me apavorei.
Não soube lidar com todos espinhos.
Que, pela longa estrada, eu encontrei.

Foi exaustão ver sonho malogrado,
Vias com curvas, sem nenhum atalho;
Então, me senti um ser torturado,
E a solidão cresceu em cada galho.

Viçou, deu fruto, ferindo minha alma,
Cegando o olhar, matando a alegria;
E a espera do sonhar que traz a calma:
Foi morrendo  tão lenta, dia a dia!

Márcia Aparecida Mancebo 

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INSTANTE DA PAIXÃO

Na madrugada, instante da paixão,
Olhares se encontram enamorados,
Cremos que o amor não é mera ilusão.
Meu coração bate descompassado.

Teus olhos me fitam tão fascinados,
Dizem o que sente o teu coração.
Na madrugada, instante da paixão,
Olhares se encontram enamorados.

Com as nossas almas em comunhão,
A lua intui que estamos alados;
Ansiamos selar essa união,
Sinto no peito um querer sufocado:
Na madrugada, instante da paixão
.
Márcia Aparecida Mancebo
28/01/26

&

NUM INSTANTE, A PAIXÃO!

Na mesma madrugada em que me chamas,
Sinto tua presença me envolver,
Como brisa quente que em mim derrama
O doce medo e a ânsia de te ter.

Teu olhar em mim também repousa,
Desnuda a alma sem pedir perdão,
E nessa chama ardente e silenciosa
Meu peito aprende o ritmo do teu coração.

Se estamos alados sob a lua,
É porque o amor nos fez assim,
Dois corpos na distância ainda nua,
Mas uma só chama sem ter fim.

E quando esse querer já sufocado
Romper as margens da razão,
Seremos enfim dois destinos selados
Na madrugada… instante da paixão.

Ciducha

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INSTANTE DA PAIXÃO

INSTANTE DA PAIXÃO

Na madrugada, instante da paixão,
Olhares se encontram enamorados,
Cremos que o amor não é mera ilusão.
Meu coração bate descompassado.

Teus olhos me fitam tão fascinados,
Dizem o que sente o teu coração.
Na madrugada, instante da paixão,
Olhares se encontram enamorados.

Com as nossas almas em comunhão,
A lua intui que estamos alados;
Ansiamos selar essa união,
Sinto no peito um querer sufocado:
Na madrugada, instante da paixão
.
Márcia Aparecida Mancebo
28/01/26

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A você

A Você

Nesse trivial que vivemos nos dias,
Sem tempo pra nada, nem mesmo saudar
A bela manhã que nos traz fantasia
De sermos poetas e poder versejar...

Com simples palavras, mas do coração.
Te ofereço uns versos para te dizer.
Esmero e carinho foi minha opção,
Pois, não tenho flores pra te oferecer.

Escrevi na alvorada, sob a luz do sol
Eu tenho nas mãos a caneta e o papel.
Fiz tudo suave tal qual o arrebol
Qual tarde morena morrendo no céu!

Com muita alegria posso bendizer
A vida, os amigos... Bênçãos do infinito
Singela poesia vou logo tecer
A você que faz o meu mundo bonito!

Márcia Aparecida Mancebo

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No vai e vem das ondas

No Vai e Vem das Ondas

Em silêncio repousa minha alma
Sob a tênue luz do entardecer. Somente assim consigo ter a calma
Tão precisa para sobreviver.

Pois a vida é um mar com ondas revoltas.
E nela sou um barquinho a navegar.
Às vezes preciso também de escolta;
Tenho medo que eu possa naufragar.

No vai e vem das ondas desta vida Meus segredos nestas águas vão
Levando com artimanha horas vividas,
Tentando acalentar meu coração.

À cada amanhecer um recomeço, Carrego sonhos na palma da mão
Anseio liberdade a qualquer preço; 
A luz me guia pela escuridão

Márcia Aparecida Mancebo

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MEU CORAÇÃO CHORA
Ciducha
 
Chove no meu coração, chove sem parar
 
A chuva é lágrima, é a dor de te lembrar
 
A saudade é um rio que transborda,
 
E nessa tristeza eu me perco, sem querer.
 
 
 
A chuva cai e eu me vejo só
 
Com o eco da tua voz e o vazio que me consola
 
Mas na dor há beleza, há um quê de emoção
 
E, nesse choro, eu encontro a minha redenção.
 
 
 
E na chuva que cai como um pranto do céu
 
 Lembro do teu semblante e do amor que me envolveu.
 
A saudade aperta e o coração se desfaz,
 
E, neste dilúvio de emoções, eu me perco uma vez mais.
 
São Paulo/02/2026
 
 
 
&
 
 
 
Lágrimas da Madrugada
 
    A chuva que cai do meu coração
    É lágrima retida e sufocada,
    que transborda qual cheio ribeirão,
    quase sempre vem pela madrugada.
 
    Na madrugada que a saudade chega,
    e a ausência sempre é muito sentida;
    sequer a lua e a estrela me aconchegam,
    vejo aos poucos levar a minha vida.
 
    No silêncio procuro explicação
    pra esse querer que não sei definir;
    não consigo livrar-me, é paixão,
    minha alma não consegue mais fingir.
 
    A lágrima despenca sem cessar,
    e vejo tua imagem pelos cantos;
    estendo os braços a te abraçar
    pra eu pensar em ti com doce encanto!
 
    Márcia Aparecida Mancebo
     04/02/26
 


 

 

 

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A Vida em Versos

A Vida em Versos

Meus versos rimados contam minha vida.
Os percalços venci com muita coragem;
Jamais eu segui por estrada escondida;
Assim como sempre, mostrei minha imagem.

Na história narrada, deixei meu legado.
Segredo não tenho, pois nada eu escondo,
O que conquistei, zelo com o cuidado,
Se me perguntarem do amor, eu respondo.

O amor e a fé que regem os meus dias.
Flores semeei por todo meu caminho;
Assim, os meus olhos sentem a alegria,
E, por onde passo, respiro carinho.

Por isso a vida tem verso rimado.
Minha mão escreve tudo que é sentido,
Eu digo da estrela e do sol que dourado:
Clareiam o trilho que tenho seguido.

Márcia Aparecida Mancebo

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Lágrimas da Madrugada

Poema inspirado em Meu Coração Chora, de Ciducha.

Lágrimas da Madrugada

A chuva que cai do meu coração
É lágrima retida e sufocada,
que transborda qual cheio ribeirão,
quase sempre vem pela madrugada.

Na madrugada que a saudade chega,
e a ausência sempre é muito sentida;
sequer a lua e a estrela me aconchegam,
vejo aos poucos levar a minha vida.

No silêncio procuro explicação
pra esse querer que não sei definir;
não consigo livrar-me, é paixão,
minha alma não consegue mais fingir.

A lágrima despenca sem cessar,
e vejo tua imagem pelos cantos;
estendo os braços a te abraçar
pra eu pensar em ti com doce encanto!

Márcia Aparecida Mancebo
04/02/26

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Gêiser é um bálsamo para a dor.”

( Inspirado no poema Gêiser da Alma de João Carreira)

Gêiser é um Bálsamo para a Dor.”

O silêncio que guardo em meu peito
É quebrado pela fonte escondida,
que existe em mim qual um canto perfeito
E rompe barreiras, cura feridas.

Meu “gêiser” é chama que não se apaga,
represado, derrama, se alarga; é um bálsamo que a dor afaga, habita em mim, e ele é quem me guarda.

A antiga brasa que insiste em doer,
que num sopro a voejar me conduz;
E o “gêiser” secreto não cessa em ser,
um rio que rompe cheio de luz.

É liberdade enquanto o peito repousa,
Cada renascer é broto viçoso;
erguer-se livre, pássaro que pousa,
Curar a ferida é maravilhoso!

Márcia Aparecida Mancebo
16/11/25

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Fantasia que me sustém

Fantasia que me sustém

Meus dias resumem-se em poesias;
Nelas encontro acalanto a viver;
Na poesia, extravaso a fantasia,
Esquecendo que estou a envelhecer.

Nos versos, sou a senhora do amor.
Aquela que ouve o coração dizer:
Ama, mas ama com infindo ardor;
Alimenta com dulçor o teu ser.

Então escrevo todo sentimento
Para não ver a vida se esvair;
Assim reluz em mim o acalento;
Fantasiando o que ouso sentir.

Escrevendo poesias, envelheço.
Pois o tempo não perdoa ninguém;
Em cada sulco da face há um preço;
Que só a poesia não faz desdém.


Márcia Aparecida Mancebo

 

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Florir da Vida

Florir da Vida

Sigo o rumo da brisa que ao passar
deixa um perfume no ar qual a ternura
das tuas mãos ao me acariciar,
mostrando que a vida é bela aventura.

Este meu florir é a tua presença
nesta estrada repleta de desvios;
onde ao teu lado afirmo minha crença,
sem temer os espinhos, desafio.

Se preciso for, tenho companhia,
tenho da leve brisa uma doçura,
tenho tua mão forte, que me guia,
e teu amor, que me cobre de ventura.

Assim, sigo o rumo que me convém,
pois sendo a dona deste meu traçado
e tendo ao meu lado quem me quer bem,
que mais posso querer, meu bem amado?

Márcia Aparecida Mancebo

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A Cifra da Vida

A Cifra da Vida

Se a vida é cifra a ser codificada,
teu olhar é luz que brilha em meu escuro.
E, mesmo quando está sendo ocultada,
deixa um reflexo tão belo, tão puro!

É nesse lume que tento trilhar,
para, em silêncio, moldar o futuro.
Não posso parar no tempo a pensar
em decifrar a vida em tom duro.

Tento aprender a dor a transfigurar,
entendendo o viver que nos uniu,
na luz que insiste em nos guiar.

Ao decifrar a vida, aprendo a amar,
pois teu amor meu passo conduziu,
em ti meu peito escolhe repousar.

Márcia Aparecida Mancebo
31/01/26

 

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O Resto que Ficou

O Resto que Ficou

Chegaste em minha vida enamorado,
Com teus gestos suaves me encantaste,
Encontrei em ti tanto dom sagrado,
Foste meu rei e em meu altar reinaste.

Todo rei tem defeito, eu não sabia,
O altar que te ergui foi se partindo,
Aos poucos se perdeu minha alegria,
E o sonho se apagava, consumindo.

Mas mesmo que o sonhar perca o perfume,
Na sombra da memória mora o resto,
De um rosto, de uma voz que foi um lume,
E volta em sonhos como um canto honesto.

O inconsciente guarda o que marcou;
Por muito tempo vive ali no canto,
Uma lembrança que jamais calou
E volta em sonhos como um doce encanto.

Márcia Aparecida Mancebo

 

 

     

 
 
 
 
 
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No Intenso da Dor

No Intenso da Dor

Se minha alma entristece,
Minha face feliz, triste padece;
Se abrandar o sentimento,
Sufoco demais o meu pensamento.

Se nada faço e canto,
Ninguém vai ouvir meu tristonho pranto;
Então, todas as dores,
Aos semelhantes, são penas e flores.

Ó situação de uma alma
Que vive uma dor sem calma!
O que poderá abrandar-me agora,
Se a alma só lamenta e chora?

E nesse pranto profundo,
Sinto ruir meu próprio mundo;
Mas ergo a alma, mesmo quando chora,
E faço da dor a força que me resta agora.

Márcia Aparecida Mancebo

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Olhos da Alma

Olhos da Alma

São olhos que alcançam o que é distante,
Veem que a paz só existe onde há amor,
E que esse amor, regado tão constante,
Leva o ser a tocar pleno esplendor.

Esses olhos da alma são brilhantes:
Veem a beleza nascente da aurora
E tornam cada instante radiante,
Com desejo de bem viver — agora.

O agora é essencial ao sentimento,
Pois o tempo, ao passar, não se importa
Se existe o mais puro contentamento
Ou se ao chão caem folhas quase mortas.

Olhos que caminham sempre em pares
Têm cumplicidade delineada;
Anseiam trilhar apenas lugares
Onde a luz brilha viva pela estrada

Márcia Aparecida Mancebo

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Refrão da Vida

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Refrão da Vida 

 
Enquanto a lua, à noite, iluminava,  
Aclarando memórias do passado,  
Um sentimento de paz me abraçava,  
Satisfazendo cada passo dado.  
 
E quantos passos, nesta caminhada,  
Foram dados! Hoje é só gratidão.  
Belas paisagens, com belas floradas,  
Que ainda retenho com emoção.  
 
Memórias do passado ainda vivo  
Voltam pujantes, trazendo lembranças;  
Evocam a vida com bons motivos:  
Viver é acalentar sempre a esperança.  
 
Não é ilusão retida na mente,  
Foram passos certeiros, com razão,  
Tendo como final resplandecente  
Qual um refrão de uma bela canção.  
 
Márcia Aparecida Mancebo 
 
 
 
 
 
 



Saiba mais…

Não há Explicação.

 

Te m a:

"Será que foi o beijo com poesia
Onde até me entreguei igual a uma fragil sinfonia"

(Davi Simas Couto : Não consegui esquecer você ) 

 

 

Não há explicação 

Na poesia, o beijo é qual canção:
chegou suave, mexendo com a alma,
iluminando a mente e o coração,
fazendo-me levitar — e trouxe a calma.

Às notas, entreguei-me com paixão,
como se fosse uma frágil sinfonia;
Envolvendo meu ser nessa união,
senti-me feliz: plena harmonia.

Se foi o beijo que me trouxe o amor,
não encontro palavras pra explicar.
No instante, foi luz, foi grande fervor;
quando percebi, estava a dançar.

Abri os olhos pra ver se era sonho,
ouvi a mesma canção com refrão,
e, com os olhos abertos e risonhos;
senti que amar é mais que doação.

Márcia Aparecida Mancebo
03/10/25

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Destino

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Não consegui segurar meu coração.
Teu belo olhar me trouxe à realidade.
Livrou-me da brida com emancipação
Percebi que em ti havia lealdade.

Agora acredito que foi o destino
que nos uniu para sermos felizes.
Andava sozinha por aí, sem tino.
Com minha alma repleta de cicatrizes.

Seguimos em par, quais as duas flores,
No mesmo galho, a procura do sol.
Liberta de espinhos que causam dores.
Assim somos nós, rumo ao arrebol.

Pois no horizonte, quando a tarde se vai
Em silêncio, agradeço ao teu belo olhar
que nos uniu com sorrisos, sem ais
florescendo o sentir para nos amar!

Márcia Aparecida Mancebo
05/12/25

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Sustentação

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Sustentação 
 
Eu vivo só, mas sigo acompanhada
Pela vida que tive de aguentar.
Há vozes pela via acumulada,
Insistentes, que teimam intimidar.
 
Não sou quem fui, tampouco sei sonhar;
Muito perdi velando a madrugada.
A vida é uma escultora disfarçada:
Lapida a dor, ensina-me a remar.
 
Porém, não quero glória e multidão,
Sequer aplausos; quero paz no instante
Que se ajusta bem dentro do perdão.
 
A lida pesa a quem nela é errante,
E cada queda ensina o coração
Que o chão duro sustenta o  caminhante.
 
Márcia Aparecida Mancebo 
 
 
 

 

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Comunhão

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Imagem Pixels 

 

Prosa Poética 

 

Comunhão 

Essa comunhão entre o homem e as aves demonstra gestos de afeto. Enquanto o mar murmura canções ao chegar à areia, as aves se aproximam do ancião como quem oferece carinho.

O velho estende a mão aos pássaros como quem pede proteção, pois sabe quão curta é a vida, e todo momento ativa a memória, deixando lembranças.

Não são oferecidos aos pombos alimentos, mas um braço para que pousem e satisfaçam a emoção sentida pelo homem. Nesse encontro, o coração acelera e as memórias vêm à tona.

O velho anseia aproveitar o dia ensolarado para ouvir o barulho do mar e os pássaros que por ali voam num gesto grácil.

Ceia farta de doçura: alimentos que adoçam a alma de quem já viveu momentos inusitados de belas estações.

Há perfeita harmonia entre a natureza e a amizade das aves, uma cena tão real, tão bela, que parece um sonho.

O mar, as ondas, o velho sentado, apreciando e brincando com as aves; e, a cada gesto de oferecer uma saudação à natureza, nasce encanto nos olhos de quem, de longe, aprecia o espetáculo.

Márcia Aparecida Mancebo

 

Saiba mais…
CPP