Ocaso Interior
Cai a tarde com o chão em dourado!
Restos de sol permeiam o entardecer,
Em êxtase, esqueço-me do passado.
Fecho os olhos e sonho com viver.
Em contemplação do mundo, isolada;
Filtro cada fiapo dos meus dias
Enquanto a noite segue à madrugada;
Tenho a impressão de ouvir a melodia.
A mesma melodia à luz da aurora
Que inventei cada vez que anoitecia.
E gravei na memória e canto agora.
Como um brado eloquente em euforia.
É o ocaso que provoca devaneio:
Quando penso no trajeto que o sol faz.
Sinto a alma adormecer com meus anseios
E amanhece quando o sonho desfaz!
Márcia Aparecida Mancebo
04/01/26