Sustentação
Eu vivo só, mas sigo acompanhada
Pela vida que tive de aguentar.
Há vozes pela via acumulada,
Insistentes, que teimam intimidar.
Não sou quem fui, tampouco sei sonhar;
Muito perdi velando a madrugada.
A vida é uma escultora disfarçada:
Lapida a dor, ensina-me a remar.
Porém, não quero glória e multidão,
Sequer aplausos; quero paz no instante
Que se ajusta bem dentro do perdão.
A lida pesa a quem nela é errante,
E cada queda ensina o coração
Que o chão duro sustenta o caminhante.
Márcia Aparecida Mancebo
Comentários
Ave!!!!!!!!!!! Que luxo de soneto! Parabéns. ab
Márcia
maravilhoso versar
um abraço
Sensação,creio amiga Poetisa que é uma reflexão do tamanho da Poesia.
A dureza dos percalços de se viver, dá a Poesia a experiência de saber contar nesta história poética o quão é pesada a lida pesa quem nela e errante.
O chão é duro para o caminhante.
Parabéns amiga Poetisa Marcia por mais esta jóia rara em Poesia.
Abraços fraternos