Velhos tempos.
Nesta noite de inverno, o vento geme de dor, num ruído tristonho de lembranças: da sala, da lareira, esquentando o ambiente Da mesa posta para o jantar. Um cheiro de comida caseira é bem-vinda.
Ao redor da mesa, risos e gargalhadas, lembrando os anos do tempo de criança. No ar, um som de uma canção antiga que todos não esqueceram o refrão. Velhos tempos!
A taça de vinho é o brinde da união familiar. Um gesto, uma palavra lembra a falta de alguém.
Alguém que ensinou a importância do amor, da empatia e da amizade.
Lá fora, o vento se cala e vem a garoa fria, enquanto, na sala, o amor esquenta a união. A noite segue embalando os corpos sonolentos. Mais uma reunião da família como antigamente.
Ninguém fala, mas a falta na sala é evidente. No porta-retrato, a saudade tem aroma e sabor.
Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva, SP