Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1967)

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CINZA QUE FOGE

Sou uma mulher que, na vida, caminha.
Caminho só, como fazem as horas.
Sou a cinza que foge e não se aninha,
Sou somente um pó, ontem e agora!

Sou o passado vivo na lembrança,
Que estampa as dores num semblante triste
Por perder a fé e a bela esperança.
Sou uma melodia… a entoar persiste.

Sou aquela que, em silêncio, aguenta.
Sem questionamento, todo o sofrer.
Somente segue a vida, não lamenta.
Já perdeu tudo que tinha a perder.

Nas batalhas, só perdas, sem vitórias.
Não tenho mais forças para lutar,
Sou um alpendre quebrado sem história.
Vi o meu sonho naufragar no mar.

Márcia Aparecida Mancebo
12/06/25

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Quando o silêncio respira

Quando o silêncio respira

Minha alma mergulha em doces lembranças.
Lembro a lareira acesa, a taça de vinho;
Um mundo risonho com esperança,
O aconchego no lar, o nosso ninho!

Nesse instante, o silêncio respira.
E o frio me acorrenta na saudade.
Numa doce saudade que me inspira
Levando-me a perder a idoneidade.

Belas lembranças das noites de frio,
Tuas digitais na taça de vinho
Dançava na penumbra, em arrepio;
A luz de teus olhos, ah, quanto carinho.

O tempo não calou nossas canções,
Ecoam em mim com toques sutis.
Ficaram encravadas quais visões
De um amor vivido, termo e feliz.

Márcia Aparecida Mancebo
22/06/25

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Santos do mês de junho

Santos do mês de junho

No céu de junho estrelas brilham
e a devoção acende fogueiras
Com três santos sigo minha trilha
com esperança em minha alma faceira.

Santo Antônio une os corações.
De quem a ele pede um bem querer.
Aguça as mais doces das ilusões.
Nos meus olhos, põe brilho do bem viver.

Menino do mato é São João.
Com fogos, balão é sempre lembrando
Pioca e canjica são tradições.
Sem esquecer do forró bem rebolado.

Por fim, São Pedro com a chave na mão
Abre, com pressa, o portão da alegria
e com chuva ou sol, segue meu coração
num lento passo, para a romaria.

Junho é festa, é reza e tem dança.
É bandeirinha no céu, é magia.
Eu sigo alada com a esperança
Meu coração vira balão e poesia.

Márcia Aparecida Mancebo

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Nunca foi meu...

UdZumKE.gifImagem By Margarida 

 

 Nunca foi meu…

 
Parti sem dizer adeus e fui embora.
Te deixei num instante sem ver cor.
Não mereceu o que fiz… nem o meu amor.
Foi melhor para nós; eu, penso agora.
 
E, se hoje, o teu viver é ver a aurora;
É teu fardo ficar sem meu calor.
Me ensinaste a provar o dissabor!
Nosso enlace não foi bom como outrora.
 
A teu lado, conheci esta faceta.
Tua deidade, creio, não ser eu.
Não se trata uma deusa deste jeito.
 
Preferi viver só, pelas sarjetas.
Sufocando o amor, que nunca, foi meu...
Fui embora com imensa dor no peito.
 
 
Márcia Aparecida Mancebo

 

 

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Por Justiça, ou por Redenção?

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Imagem By Margarida 

Por Justiça, ou por Redenção?

Naquela torre antiga, o vento geme.
Ecoando segredos de época vil.
Sombras valsam sobre pedras que tremem
Num lamentar, sombrio e sutil.

Fora outrora rainha em seu belo mundo
Agora, vaga sem direção, nem cor.
Nos olhos, um abismo sem fundo
E no peito o eco de um imenso amor.

Sacodem as velas quando ela passa.
O sino não soa e o relógio hesita.
Pois o mundo dos vivos a embaraça
Da dor eterna, que na alma habita.

Clama por justiça ou por redenção?
Não haverá ninguém a lhe interrogar.
Na noite, ouvem seus passos na negridão;
Como murmúrio querendo voltar.

Márcia Aparecida Mancebo

 

(Poema gótico)

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Sonhos que correm

Sonhos que correm.

De maneira humilde, a tarde vai embora
Espalhando luzes do sol no prado;
Iluminando as flores que na aurora
se abriram, sobre o verde do gramado.

Sinto uma paz ao contemplar a cena.
A tarde, despedir-se com brandura
para a noite adentrar, bela e serena.
Na minha pequenez sinto ternura.

Parece haver um bom entendimento.
A tarde, ao morrer, deixa um dourado.
Um tom que mexe com meu sentimento.
É uma extasia ver belo bordado!

E quando a noite se reflete linda;
No céu brilham lembranças do viver.
Lembrança de outrora que não finda
E os sonhos seguem livres a correr.

Márcia Aparecida Mancebo

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Entre névoas

Entre névoas 

Olhando pela vidraça embaçada
e ouvindo a canção do vento ao passar,
Uma névoa densa cobre a calçada
É o inverno que chega para ficar.

As folhas secas dançam no ar soltas,
Pássaros calam neste tempo frio
O céu pálido, nuvens sem escolta.
Veste- se a manhã com jeito sombrio.

Na chaleira o som suave, insinua
O cheiro do café a se espalhar.
Um tímido raio atravessa a rua,
tentando o cinza da alma matizar.

É esta sensação que o frio me traz
E encontro, aconchego, nesse lugar;
Na mente a lembrança não se desfaz
E minha se aquece sem me indagar.

Márcia Aparecida Mancebo

 

 

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Sentinela do Silêncio

Sentinela do Silêncio 

Quando a brisa adentra pela janela  
da sala, o teu perfume exala pelo ar
E a saudade, fica de sentinela,  
Pra ver se as lágrimas vão desandar.  

Pela casa, ecoa a tua saudade,  
Está, em cada cômodo, encravada;  
Teus gestos moldam a realidade,  
Ferindo como uma faca afiada.  

Eu sinto que a brisa beija a moldura,
Ali, onde o teu sorriso fez morada;  
Dum tempo, guardião, quando a ternura  
deixou tua presença ali selada.  

Tua saudade e o aroma do perfume
tingem, na brisa, a lembrança calada,  
Para que a alma, em silêncio, se acostume.
Que a tua falta está eternizada.

Márcia Aparecida Mancebo 

 

 

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Alma enamorada

É a verdade, sim, longe nós estamos.
Mas teu perfume está por onde vou
E os bons momentos, que juntos, passamos;
Sinto que o vento pra longe levou…

O que restou de nós? A melodia,
e o teu aroma que em mim impregnou?
Ah, que saudade da tua alegria!
Teu gesto doce o tempo não calou.

Se é destino sentir o teu perfume
Que o pensamento insiste em recordar.
Eu viverei assim, sem um queixume;
Ouvindo o vento em minha alma entoar.

Saudade disfarçada, não é não.
A tua imagem está desenhada.
Isto quem intui é o meu coração,
Pois minha alma suspira enamorada.

Márcia Aparecida Mancebo
15/06/25

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Som do amor

Som do amor

Quando se ama o amor ilumina o semblante
A vida ganha brilho, veste-se de gala
Isto porque não está mais distante
E sim perto do som que o amor exala.

Este som tão só, quem ama reconhece
este sonido cheio de vibração,
É uma melodia que jamais se esquece,
Pois, infiltrou profundo no coração.

De um olhar nasceu o frenético amor 
Trazendo motivos para se viver
Este som que tem o amor é sedutor
É um sentimento que não dá pra esquecer.

É um som qual brisa que ao passar acalma
as tempestades existentes nos dias
E cada amanhecer demonstra a calma
Que há nos olhos repletos de alegria!

Márcia Aparecida Mancebo
26/06/24

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Para Maria Elisa

Oitenta primaveras.

Oitenta anos! Que lembrança bela!
Dádiva concedida pelo Pai;
Que hoje tinge os teus dias co' aquarela.
Pra poder viver cada dia mais.

Que seus dias sejam iluminados,
Tecendo a vida com mãos delicadas
Como o sol ao se pôr, todo dourado;
Assim será, querida, sua estrada.

Histórias vivem em sua jornada
E em cada sorriso, guarda um segredo,
Em cada olhar, a paz é demonstrada
e na alma leve, existe um doce enredo.

É nesse enredo que o tempo navega,
Passa, mas deixa a graça da sua virtude,
Enquanto isso, a vida não lhe nega;
Que seus dias atinjam plenitude.

Hoje celebro a sua existência,
Tesouro raro para inspiração,
E que o seu viver seja toda essência:
Da paz intensa, ternura e emoção.

Márcia Aparecida Mancebo
17/06/25

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Escolhas e caminhos

Escolhas e caminhos

Para viver existe uma magia
Alguns desconhecem por ansiedade
Outros presos a doce fantasia;
Dizem saber, são donos da verdade.

Afirmo que há magia no viver.
Quem vive por viver leva pancadas
Às vezes não consegue isto entender
Segue apanhando pela estrada.

A magia que insisto em reforçar,
Está clara na bondade do ser,
Na atenção de conselho escutar.
Se não ouve, não há o que aprender.

Pra viver não existe algo traçado
Sou eu que escolho o que desejo,
Aprendi que a vida é um emaranhado
E preciso lutar pelo que almejo.

Márcia Aparecida Mancebo
17/06/25

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Brilho e encanto

Brilho e encanto

Nas asas do sonho, embarquei de manhã.
Numa estação bela, toda colorida.
Sentei-me num banco, fiz dele divã,
pra esquecer o mundo e viver a vida.

Ah, que perfume embriagando a brisa!
O amor dançava por todos os cantos,
os pássaros cantavam sem pesquisa
e o tempo fluía belo, com encanto.

A primavera me sorria acenando,
O verão ardia em luzes fulgentes.
O inverno seguia com aves voando
e o outono pintava o sol para o poente.

Foi nesse divã, nas asas do sonho
que entendi que a vida é uma poesia.
A natureza tem um jeito risonho
vai tecendo encanto em doce fantasia!

Márcia Aparecida Mancebo
31/05/25

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Quimeras encantadas

Quimeras encantadas

Pisando na Alfombra orvalhada e fria.
Minha alma despedaça de saudade,
Recordo a infância e a sua magia 
transformando o sonhar em realidade.

Caminhando e ouvindo o vento dizer:
palavras bonitas aos meus ouvidos;
Ameniza esta dor e o meu sofrer
que, pelos dias, tem me acometido.

Quem dera à doce infância voltar
E viver as quimeras, encantadas;
Do prado verdejante e do cantar:
Dos pássaros com penas tão douradas!

Nesta ciranda da vida caminho 
alada a saudade, um afago à alma.
Com as lembranças, eu tenho vizinho,
Ah, como este sentir me traz a calma!

Márcia Aparecida Mancebo
10/06/25

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No entardecer a poesia renasce

No entardecer a poesia renasce

Naquele quarto de paredes frias,
velando as dores e a imensa saudade;
Habitavam a esperança e a poesia;
Crendo que o entardecer suicida a tarde!

As dores, num gemido entorpecido;
A sussurrar em ais, ela adormece,
Enquanto a saudade sente um batido
do coração que, pra vida, renasce.

A esperança, ao chegar, vê-se abatida
à dor, que adormeceu por um instante.
Entende o sofrimento e, sem saída;
Sacode a dor para que ela levante.

Enquanto o entardecer suicida a tarde;
Nasce a poesia, dando fim ao açoite.
E a cena triste, que no quarto invade;
Reluz, com o luar da bela noite!

Márcia Aparecida Mancebo

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Alma enamorada

É a verdade, sim, longe nós estamos.
Mas teu perfume está por onde vou
E os bons momentos, que juntos, passamos;
Sinto que o vento pra longe levou…

O que restou de nós? A melodia,
e o teu aroma que em mim impregnou?
Ah, que saudade da tua alegria!
Teu gesto doce o tempo não calou.

Se é destino sentir o teu perfume
Que o pensamento insiste em recordar.
Eu viverei assim, sem um queixume;
Ouvindo o vento em minha alma entoar.

Saudade disfarçada, não é não.
A tua imagem está desenhada.
Isto quem intui é o meu coração,
Pois minha alma suspira enamorada.

Márcia Aparecida Mancebo
15/06/25

&

Perfume de Saudade no Vento!

Estamos longe, sim, é a verdade,
Mas teu aroma insiste em me abraçar,
É como se o vento trouxesse a vontade
De tudo aquilo que o tempo quer calar.

O cheiro teu vagueia pela sala,
Mistura de lembrança e fantasia,
Um sopro antigo que ainda embala
O que restou da nossa melodia.

E mesmo que o destino se distraia,
E o mundo tente a ausência mitigar,
Ainda arfa em mim a doce praia
Do teu perfume que insiste em ficar.

Talvez seja saudade disfarçada,
Ou o coração querendo enganar,
Mas sinto tua essência enamorada
E o vento, cúmplice, vem me consolar.

Joao Carreira Poeta. 13/06/2025.

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Caminho do horizonte

 

 
Caminho do horizonte 
 
Sigo o viver embalando a esperança.  
Vejo o horizonte sempre brilhante 
E o caminho iluminado com luzes.
A esperança me faz sentir radiante!  
 
Embalando a esperança, sigo o viver  
Pelo caminho com flores coloridas  
Tentando alcançar o horizonte dourado.
Viajo com fé, pois sou aguerrida!  
 
Viver embalando a esperança, sigo,
Com o brilho que o horizonte aceso tem!  
Neste caminho de bela paisagem,  
Andar sem pressa, observando, convém!  
 
O viver e a esperança, sigo embalando  
Para, no horizonte, chegar sem cansaço.  
Em cada curva do caminho, descanso,  
Minha força e meu sonho, sem embaraço!  
 
Márcia Aparecida Mancebo 
08/06/25
 
 
 
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... aqueles dias...

Este poema é retirado do fundo do Baú.

… aqueles dias…

O vento frio da manhã levou;
a razão da minha imensa euforia
que ao longo dos anos com alegria
acumulei e, sinto, nada restou!

Vejo uma escuridão pelos meus dias:
E uma sombra de saudade voar.
Entristecida, a vida está a escoar
pelo vão dos dedos, sem fantasia.

Fora pra sempre aquela magia
que eu tinha, para comemorar
o final da tarde e, com vinho, brindar
e a noite e adormecer em estesia!

Hoje, isso ficou longe… distante…
Nada mais irá trazer novamente:
A minha face, antes, contente.
Somente a mente lateja constante.

As lembranças, hoje, são fantasias
E as horas das madrugadas vazias;
Trazem à tona a fisionomia:
Do amor que vivemos aqueles dias…

Márcia Aparecida Mancebo

 

A maioria dos poemas que escrevo são inspirados em imagens, em palavras, até em filmes.

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Despedida

Despedida

Há um dia que tudo muda na vida
E não é diferente para ninguém
Também não há quem não fique comovida
Ao sentir no peito a saudade de alguém.

Mesmo a saudade boa traz comoção
Balança o ser por mais forte que ele seja,
pois ninguém tem de pedra o coração
Para aceitar no instante o que não deseja.

É um susto imenso, não há como negar,
pois, ninguém nasceu com coração vazio
Todo o ser humano é propenso a amar
A despedida é um momento sombrio.

No dia que tudo muda de repente
E fica-se defronte com a solidão
Uma dor corrói a alma lentamente,
lágrimas rolam quentes, qual ribeirão.

Márcia Aparecida Mancebo

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Glosas. Alma navegante e Hoje

Glosa

Mote:
Regando as flores com força tamanha;
Sou um riacho dos tempos juvenis!

Alma navegante

Hoje acordei contente com o dia.
Como se a vida me presenteasse
trazendo inspiração pra que eu traçasse
versos, que retratam minha alegria.
Então, navego pela fantasia:
Ouvindo o que a minha alma, baixo, diz:
Nessas águas tranquilas, sou aprendiz.
Sou um riacho que desce da montanha;
Regando as flores com força tamanha;
Sou um riacho dos tempos juvenis!

Márcia Aparecida Mancebo
14/06/25

( Agora invertendo. Outro motel e outro título.)

Mote:
Como se a vida me presenteasse;
Hoje acordei contente com o dia!

Hoje

Sou um riacho dos tempos juvenis
regando as flores com força tamanha;
Sou um riacho que desce da montanha
Nessas águas tranquilas,sou aprendiz:
ouvindo o que minha alma, baixo, diz,
Então navego pela fantasia;
versos que retratam minha alegria,
trazendo inspiração para que eu traçasse
Como se a vida me presenteasse;
Hoje acordei contente com o dia!

Márcia Aparecida Mancebo
14/06/25

Saiba mais…
CPP