Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1968)

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Ao som do vento

 

Ao som do vento

O que sempre sonhamos aconteceu
Não precisou muito esforço, só amor...
Nossas mentes unidas nos concedeu
O sonho em realidade com ardor.

Alados conseguimos sentir fervor
Fomos persistentes e não feneceu
O que sempre sonhamos aconteceu
Não precisou muito esforço, só amor...

Hoje sou tua Eurídice, tu, meu Orfeu
Ao som do vento faremos louvor
Esse foi o sonho que nos prendeu
Que juntos acalentamos com calor
O que sempre sonhamos aconteceu!

Márcia A Mancebo
28/07/2022

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Artesão de emoção!

Artesão de emoção!

Poeta, artesão da mais pura emoção!
Consegue com versos ao bafejo da brisa
conceber que há luz brilhando a ilusão
E, nessa ilusão se aventura… desliza.

Um ser que dá vida ao nascer esperança,
qual fosse uma flor com suave perfume;
Faz seus olhos ver com singela confiança
e sanar a dor, a saudade e o queixume.

Com lápis desenha a aquarela do sonho
fazendo secar toda água do rosto;
trazendo outra vez luz, pros olhos tristonhos,
que voltam sentir que, viver tem bom gosto.

Um gosto um sabor com primor temperado.
Que só o poeta consegue fazer,
pois, traz em sua alma um condão bem guardado
que dá - lhe o poder de ir além… transcender!

Márcia A Mancebo

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Nova roupagem

Nova roupagem

Era o adeus que iniciava nova vida
As velas sacudiam no mar turbulento
desfazendo lágrimas em águas líquidas,
vertidas de quem segue abraçada ao vento!

Segui no balanço, sem pátria… sem rumo
Buscando incentivo para renascer
Na espera adiante encontrar novo prumo
E saudar o sol num novo alvorecer!

É a vida, é o recomeço de novos sonhos
Distante encontrar face à face co' mundo,
Voltar ter o brilho que outrora risonho
ofuscou, perdeu — se em silêncio profundo.

Com alma serena com nova roupagem
Desejo em ser livre qual gaivota no ar
Ansiando pousar onde há bela paisagem
Esquecendo a tormenta e recomeçar.

Márcia Aparecida Mancebo

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Inverno

Inverno

Lá fora com frio mudou o cenário.
Inverno chegou com capotes e gorros
Os sinos calaram lá no campanário,
não anunciam que há missa no morro!

As ruas, desertas… o paço vazio,
janelas fechadas silêncio total!
Ninguém se atreve enfrentar esse frio,
fecharam — se as portas lá da Catedral
lá fora com o frio...

Assim escurece a cidade pequena.
A noite se alonga tão calma e serena
e acendem — se as luzes, nos postes das ruas.
A noite encoberta de névoa adormece.
Passeia pelo céu a redonda lua;
paisagem do inverno assim, não se esquece
lá fora com frio...

Márcia A Mancebo

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Espaço da vida

Espaço da vida

As lembranças me abraçam neste momento
Soltando — me das rédeas voo ao infinito
Onde nuvens, cor prata seguram vento
E, da imensidão vejo tudo bonito!

Com riso nos lábios não sinto angústia
Aqui onde estou sou cativa ao delírio
Tentando fazer co' os instantes, magia:
Dar fim à tristeza, dar fim ao martírio
Que tanto aborrece que tanto angustia!

Mas, ao deparar com a casa da infância
Do prado com rosas e com margaridas
Saudade vem forte e com tolerância
Sinto-me menina no espaço da vida.

Então toda lágrima que do olho rola
Vai regando as flores plantadas na via
Fazendo florir tão bela que extrapola
As lembranças que chegam qual sinfonia!

Qual ave do amor espalhando alegria
Vejo as folhas verdes de longe acenando
Mostrando a manhã acordando o dia
Meu ser ora em festa seguindo voando
Com asas douradas dá luz à poesia!

Márcia Aparecida Mancebo

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Infinito

Infinito

A vida me ensinou com os passos dados:
Nem sempre deu — me tudo que desejei...
Quem sabe o que seria me ofertado
Não me ensinaria o que hoje sei.

Ao caminhar foi preciso sentir dor
Para que minhas lágrimas rolassem soltas,
Para que sentisse somente com amor
estaria protegida, estaria envolta!

Na trilha encontrei pedras e espinhos
Foram fundamentais para eu crescer.
Com pedras revesti todo o caminho
Nos espinhos vi de perto o florescer.

Ao ver o florescer senti bom perfume
das flores, margeando toda a via.
Aprendi seguir sem chorar, sem queixumes
Desenhei nos olhos, somente alegria.

Não desisti da lida, fui mais forte
Bordei um palmilhar sólido, bonito
Perdi o medo lutando contra a morte
Sonhei e, farta de sonho atingi o infinito!

Márcia Aparecida Mancebo

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Retratando

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No úmido prado enterrei todos os medos,
Pra que conseguisse a jornada findar
O medo maltrata trazendo o degredo
E com a alma presa não dá para andar!

Atrás do rochedo o passado escondi.
Era peso demais... não aguentaria.
Deixando de lado seguir consegui
ver toda a paisagem que reveste a via!

As decepções, espalhei no caminho
bem perto ao riacho que desce do monte
As águas levaram com um fiozinho
E as converteram em luz no horizonte!

Sem culpas eu sigo co' a fé que me guia
Consciência liberta e muito confiante
Seguindo a corrente e vivendo meus dias
Sem olhar para atrás eu sigo adiante
Com tudo escondido, desfruto harmonia!

Márcia A Mancebo
22/07/2022

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Alforria

Alforria

Tanto tempo fui escrava do passado
Corroída por lembrança enterradas
Por anos reguei um jardim estragado
Por ervas daninhas ali asiladas.

Tentei renascer o que estava em ruínas.
Reconstruir um edifício falido
é difícil, mas com a fé de menina
não sepultei, velei o que havia morrido.

Desgaste tamanho fiz ao coração
Em vez de crescer e seguir minha vida
Em nenhum momento agi com a razão
Ao sentir minha alma toda combalida
Abortei aquela doentia ilusão.
Seguir em frente é minha meta de vida.

Pois, agora vejo o mal que me causei
Então resoluta declaro alforria
e inspiro a liberdade e capaz serei:
Trazer aos meus olhos aquela alegria
que por tantos anos de lado deixei!

Márcia A Mancebo
21/07/202

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Inconstância

Inconstância

Nos mares com ondas revoltas, bravias
As barcas flutuam sozinhas ao léu
Suas rumo à mercê das marés são tão frias
Sentindo - se longe da terra, do céu.

Assim é meu viver sufocado de medos
Seguindo uma rota inconstante e sombria
Guardando desejos com tanto segredo
Que faço da noite eterna agonia.

Meus olhos, cegaram, entre águas e areias
E não reconhecem mais as estações
E a tudo que existe a mente está tão alheia
Retendo o meu ser como velhas canções.

Até meu sorriso ora aberto e feliz
Co' o tempo caiu, desprendeu se de mim.
E não me interrogue, não sei o que fiz.
Talvez está vivo nas águas sem fim.

Márcia A Mancebo

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Sinfonia

Sinfonia

Aquela alegria aflorada ao vento
Que com o tempo, só, sulcos deixou.
Hoje escorrem águas ao lembrar momentos
Que do pensamento não se apagou!

E toda a esperança ainda persiste
Enquanto houver vida e o coração pulsar,
Enquanto a beleza puder ver que existe
Em cada caminho por onde trilhar
Será consistente e não irá mudar!

Quando os detalhes forem todos lembrados
E a dor da saudade souber, entender
Então sentirei que estão maturados
Os frutos semeados ao resplandecer
Quando o sol inda dormente e sossegado
Espreguiça a manhã que está pra nascer!

A maturidade traz sabedoria
E mostra a grandeza que existe no ser
Eu possa ver a vida qual a sinfonia
Que fora entoada durante o viver!

Márcia A Mancebo
20/07/2022

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Amigos

Amigos

Amigos são anjos, seguem comigo
Acompanham- me pela estrada
Ora os carrego, ora sou carregada
Grata sou aos meus amigos!
Seu regaço é meu abrigo.
Amigos, no meu jardim, são flores,
São unguento a minhas dores.
Olhos- os como seres bons
Seu lugar é reservado, no coração
Os vejo a meu lado refletido em cores.

Márcia A Mancebo
20/07/2022

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Ilusão

Ilusão

Tentando levar uma vida repleta
Ao lado de quem escolhi para amar
Ser feliz é sonho que a todos completa.
Optei a renúncia para poder trilhar!

Deixei para atrás os meus anos com graça,
Meus anos regados com brilho e esperança
Tentando acordar com o sol na vidraça
Fiz com a alegria uma fiel aliança!

E do sentimento um sublime instante.
Fui além do pensado e no infinito cheguei...
Mas a queda foi forte… me vi tão distante
Do sonhado sonho que acalentei!

Então compreendi que naquele universo
O alvor não era como sempre sonhei
A mente se abriu para um mundo diverso
E tão diferente a tudo que optei!

Márcia A Mancebo
18/07/2022

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Rua dos sonhos

Rua dos sonhos

A rua dos sonhos mora em minha vida
Às vezes sem rumo, às vezes tão linda
Também no escuro, vazia e abatida
Tudo faço para deixar colorida.

Acontece, porém, que na noite é sombria
Janelas fechadas enlutam a rua
Olhando a sacada ao vê-la, arrepia.
Sinto — me tão-só, com o clarão da lua.

Sacada com vento o luar se avizinha
Passo horas ali pensando em outrora
A rua era cheia, não era sozinha.
Co' tempo mudou, hoje não vejo aurora.

Os olhos ofuscam e lágrimas caem
É tanta saudade da rua dos sonhos
Havia uma luz que hoje me traem
Não sinto os sonhos serem mais risonhos
Parecem que chegam e logo se esvaem
Deixando — me apática co' olhar tristonho!

Márcia A Mancebo
16/07/2022

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Pedaço da Alvorada

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Pedaço da Alvorada 

Hoje sou pedaço da triste alvorada
Abrigo não tenho, sequer direção
Caminho na chuva apagando meus passos
E sigo sozinha com minha aflição.

O traje é simples, me cobre no frio
As mãos se apoiam na muleta que tenho
A flor é o que resta do último estio
A dor que carrego, dela, não abstenho
Pois, nela contém toda sobra do brio.

Por onde trilhei vi as flores no chão.
Vi, rosas-vermelhas na grota abrolhar,
Vi, lírios e dálias e senti emoção...
Pensei ser feliz e o amor encontrar!

No entanto, a beleza o trajeto cobriu
Laços romperam as pessoas queridas
Perdi o caminho, pois, o rio o encobriu
Ser só é a meta que tenho na vida.

Metade de mim, tive que sepultar
A outra metade, nas águas, palmilha
Sem ter aonde ir, sem quem abraçar
Abaixo a cabeça pra rolar as lágrimas
Minha alma tristonha vê o mundo, armadilha.
Aceitando a sina que fora outorgada
Se sente pedaço da triste alvorada!

Márcia A Mancebo
16/06/2022

( Atividade Imagem poesia)

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Melhor assim...

Melhor assim...

Embarquei no trem da minha memória
Lembrei com detalhes aquele dia
Ali comecei grafitar minha história
Naquela estação, tão só… senti agonia!

O pátio vazio num banco assentei
O trem apitou e fez a parada
Não te vi chegar, tanto procurei
Tão calma pensei: virá na alvorada!

Varei madrugada, deve ter motivo
Ali fui lembrando momentos tão ternos
Nas juras, promessas... buscando incentivo
Recordei as palavras: nosso amor é eterno!

As horas passaram, vi muitas chegadas,
Veio a nostalgia com promessas vãs!
Naquele momento senti desalmada.
Não viestes na noite, sequer na manhã!

Quem sabe o destino não quis nos unir,
E nos separou num instante certeiro
Da verdade não há como fugir
Melhor assim, se o amor não é verdadeiro!

Márcia A Mancebo
17/07/2022

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Recomeço

Recomeço

Recordar do viver todas vitórias
É o que faço quando estou tristonha
Num átimo recordo minha história
Colorindo, deixando — a risonha!

A cada manhã vejo o sol nascer
E suas cores o dia se espelha
O amor é a razão que dá luz ao ser,
Então tinjo o amor com a cor vermelha!

Eu quero viver com a fantasia
Que tudo ao redor dá fim para dor,
Que a vida é bela, cheia de magia
Quem a vê leve, não sente amargor!

Este aprendizado obtive na lida
A cada caída, a cada tropeço
Aprendi, levantei e segui a vida
Há sempre tempo para o recomeço!

Márcia A Mancebo
17/07/2022

( Atividade do grupo Poema que não tem fim)

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Vitrais reluzentes

Vitrais reluzentes

A ilha que fica no mar da esperança
É um paraíso perdido no além,
Lá quem a visita leva na lembrança
Lugares bonitos que nela contém!

Na ilha a brisa não sopra do mar.
Detrás do rochedo da grota ela vem
E toca na face num leve roçar
A dor dá um fim e a tristeza também.

E quem neste solo pisar sente o sal.
O sal desta ilha tem cheiro de mel
No amanhecer a luz é qual o cristal
A noite parece que veste — se com véu.

Na noite as estrelas no céu são brilhantes
E, quem vê a lua jamais vai embora
Na ilha da esperança a chuva é cintilante.
Ontem não existe, lá sempre é agora.

Esta ilha é meu porto, minha inspiração
E sua paisagem ao vir para mente
Traz sempre a poesia ao meu coração
Me faz encarar o viver diferente.
É neste silêncio que habita a oração
Emanando a paz em vitrais reluzentes!

Márcia A Mancebo
10/06/2022

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Dama - da - noite.

Dama - da - noite

A dama - da - noite hoje é flor esquecida
e nem toda noite sequer é notada.
Há muitas tão belas que enfeitam a vida
Que traz tuas ramas, beleza estampada!

A dama - da - noite a vejo em algum muro.
No muro aflorada no escuro, num canto
Parece que clama desde a alvorada
Que sorte emana, por ter um encanto
E que teu perfume vara a madrugada.

Agora avulsos se espalham os galhos
Não seguem em par como antigamente
Não são mais plantadas nas guias de atalhos
Sequer mariposas a beijam frequente.
A dama da noite é uma flor diferente!

Segundo a lenda essa flor tem poder:
Realiza desejos quando é floração,
Mas creio que o povo quer mais é viver,
Quer seguir anseios do seu coração
Sem interessar desse mito saber!

Por isso essa flor que fora especial
Com nomes diversos onde ainda persiste
E dizem ter, sentido espiritual
É pouco lembrada, mas inda existe!

Márcia A Mancebo
16/07/2022 

( Atividade do Desafio de palavras: dama, avulsos,sorte, coração)

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Arrebol

 

 

 

 

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Arrebol 

A tarde ao deixar o céu, mistura cores...
E lânguida mostra tão belo arrebol!
Na tarde me vejo seguindo sem dores
Nesse caminhar sob o calor do sol.

Cobrindo o horizonte com raios brilhantes
Avançando o caminho e o entardecer brindo!
E tudo é belo e tão emocionante!
Afago o matiz…tudo vai colorindo.

Um misto de cores, um gesto de amor
Acalanto aos olhos a quem é poeta
A mente mergulha neste esplendor...
A poesia é ornada e de amor repleta!

Oh! Entardecer da minha cidade
Da sacada o vejo tão lindo agora,
Eu sei que amanhã restará saudade,
A tarde não é igual quando vai embora.

Márcia A Mancebo

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Outono da vida

Outono da vida

A mesma canção que os filhos embalei
Ainda a canto quando bate a saudade.
De tanto cantá- la que até decorei
Somente assim entendo a realidade.

Eu volto no tempo com alma criança
Não quero perder da memória esses anos
Não vou sucumbir nem perder a lembrança.
Instantes passados não causaram danos!

Foram dias fartos ... tamanha alegria!
Tapetes de folhas cobriam o jardim
Meus olhos brilhavam de tanta extasia!
As flores voavam co' olor de jasmim...
Outono na vida, virou melodia.

Essa melodia tem eco e ressoa
Eu vou me envolver nesse amor tão profundo.
Lembrando acalanto essa época boa:
Embalando os filhos que trouxe ao mundo!

Márcia A Mancebo

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CPP