A cada hora que passa sinto
Uma apunhala no peito doer
Não reclamo, me calo, pressinto
Ninguém vai entender meu sofrer.
Assim sigo nessa correnteza de pranto
Sem ninguém pra me acalentar
Recolho-me, cubro-me com o manto
Da agonía por muito delirar.
Até quando hei de suportar, não sei.
Não consigo da memória apagar
O amor que vivemos, eu doei
Hoje sozinha estou a mendigar.
Poís, essa tristeza quer me matar
Márcia A Mancebo
29/08/18