Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1960)

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História Real

Poema que nasceu do silêncio de uma história real.
Conheço uma mulher cuja trajetória me tocou profundamente — marcada pela dor, pela coragem e pela reinvenção.
Transformei sua vivência em versos, não para falar por ela, mas para eternizar o que muitas vivem e poucas conseguem dizer.
Cada palavra é um reflexo da força que renasce quando tudo parece perdido.
É um tributo àquelas que seguem em frente, mesmo sem adeus."

 

Renascer sem Adeus I

Somente quem sentiu a dor tão cedo,
Suportando calada e pensativa,
E viu o anoitecer sentindo medo,
Entende como foi a minha vida.

Sem transparecer a decepção
De uma aliança que eterna seria,
Mas foi mentira, foi mera ilusão:
Foi matar de uma jovem a alegria.

O choro secou com o desalento,
O amor esfriou, lento foi morrendo,
Fechando o coração, sem sentimento
Na sombra da dor segui padecendo.

A presença que era tão esperada
Perdeu o encanto, deixou de existir.
Em mim, renascer, seguir a estrada
Foi o que fiz, sem adeus ao partir.

Márcia Aparecida Mancebo
05/10/25

 

A Força que Renasce Il

Sozinha segui levando os meus filhos,
Ainda pequeninos, sem entender
O porquê seguirmos um novo trilho.
Não respondi, pra não vê-los sofrer.

A vida foi mudando lentamente.
Muita luta, a vitória alcancei.
Um juramento fiz, a mim somente:
Nunca mais a alguém eu me entreguei.

Hoje, sozinha, tenho a alma serena
E uma família e muitos amigos.
A solidão, ao chegar, chega amena,
Pois sabe que em mim não encontra abrigo.

Hoje entendo tudo que passei.
Não pretendo mais amar, nem sequer
Viver a mesma história que tracei.
Com glórias, sou nova mulher.

Márcia Aparecida Mancebo
05/10/25

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Saudade boa

Saudade boa

Existe, sim, a saudade diferente:
Uma saudade boa, sem sofrer.
A mim, ela vem... vem tão de repente,
Que, às vezes, chega a me surpreender.

Às vezes, numa foto se revela,
Brilha, traz para a mente uma lembrança
Com cores fortes, brilhantes qual tela.
Minha alma feliz volta a ser criança.

Essa saudade não é de paixão,
É uma saudade que a mente carrega.
Lembrar faz feliz o coração,
Que, com ternura, a saudade rega.

Nessa saudade embarco, simplesmente,
E chego sempre onde depositei
A mocidade feliz e contente:
Os belos momentos que vivenciei.

Márcia Aparecida Mancebo
02/10/25

"Essa saudade acolhe, não fere.
Traz lembranças do que se eternizou belamente
e, com poderosa raiz, está fincada na mente"

 

 

Saiba mais…

No meu Paraíso

No meu Paraíso.

No meu paraíso, tua imagem é chama.
Sou brisa que dança com imenso fervor.
Na aurora, te vejo em belo panorama.
Guiado com ternura ao mais doce amor.

Em teu fervor, me perco toda encantada.
Sigo o teu trilho, que é fonte de luz.
Tem suavidade, me leva pela estrada.
Seguindo teus passos, sei que me conduz.

Guardo tua lembrança em meu relicário.
Pois, nas noites calmas, servem de abrigo.
A tua sedução é o meu imaginário.
E, na minha mente, sempre está comigo.

Mas, quando a aurora aparece sem cor;
O medo me prende a um desencanto.
Até o sol, se pondo, se esconde incolor.
Mas, o teu semblante me enche de encanto.

Márcia Aparecida Mancebo

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A Saudade como Direção

A Saudade como Direção

Estar flutuando em ondas macias,  
Sentir a brisa minha face roçar;  
Palavras doces que de ti ouvia;
É tudo isso que me faz caminhar.

Tudo isso passou como ventania,  
Mas deixou em mim a tua saudade.  
Pois foste brisa e mar nas noites sombrias;  
Onde, em teus braços, fui tua deidade.

As palavras doces que ouvi hoje são:  
Meu porto seguro, onde me abrigo.
E, sem medo, ponho os meus pés no chão:  
Sinto, onde vou, estar sempre comigo.

Aprendi, mesmo com forte vento:
Ter em mente um rumo, uma direção.  
É essa fé que rege meu pensamento.  
Depois que te dei o meu coração.

Márcia Aparecida Mancebo 
03/10/25

 

 

 

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Quando o Silêncio É Evidente

Quando o Silêncio É Evidente

Minha alma em conflito tenta negar.
Um sentimento que levo comigo.
Reluto em dizer: não quero aceitar,
Mas se estou triste, é nele que me abrigo.

Quem dera, me esquecer dos teus abraços!
Como quero seguir sempre ao teu lado;
Sendo luz a guiar todos teus passos.
E, juntos, planejarmos o traçado.

Mas um medo me invade… isto é loucura.
Querer se aproximar pra recuar.
Querer sentir de perto uma doçura;
Mas ficar em silêncio e se calar.

Silenciar o que é tão evidente.
Pois demonstro nos gestos e no olhar…
Ah, se o mundo fosse bem diferente.
Nossas almas, unir, sem contestar.

Márcia Aparecida Mancebo
22/07/25

"Há sentimentos que vivem entre palavras não ditas,
mas gritam em cada gesto que ousa existir."

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Essência Intemporal

Essência Intemporal

O que sinto no instante é uma saudade:
De tudo que com o tempo perdi!
Não que eu quisesse, é a realidade.
Do que perdi, hoje saudade, senti!

Foram tão belos os momentos que vivi.
Parecem sonhos deslizando em cores.
Quantas flores na vida recebi;
Com cartões belos de velhos amores.

Mas naquele tempo, o meu coração
tinha dono, e a ele eu era fiel.
Minha alma suspirava de paixão
E o viver tinha um sabor bom de mel.

Esse tempo é intemporal, não meço
A saudade é a essência que me faz viver,
Tudo que vivi e amei, não tem preço.
Isso tudo, gosto de reviver.
Márcia Aparecida Mancebo
29/09/25

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No Silêncio da Perfidia

É no outeiro onde o vento faz morada.
Onde jurei te amar por toda a vida.
Mas após tua ausência malograda,
Senti no peito abrir uma ferida.

Toda dor que deixaste em meu caminho.
Secou toda esperança ali plantada.
Não brotam flores, somente espinhos.
Machucando minha alma apaixonada.

Se foste tempestade em meu abrigo;
Ainda há luz que arde em meu segredo.
Não nego o pranto, faço que não ligo;
Não julgo o passado e seu enredo.

Não sou aquela que juraste amar.
Mas a dor da perfídia está encravada.
Por orgulho, não demonstro no olhar.
Em silêncio, seguirei minha estrada.

Márcia Aparecida Mancebo
&

Ergue-te na Luz

No vento que sussurra tua ausência,
ergue-se a força da tua própria essência.
Espinhos houveram, mas flores virão,
levanta o peito, abra a renovação.

A lembrança fere, mas também ensina,
cada dor revela coragem genuína.
Mesmo na sombra que marcou teu caminho,
a luz te chama a seguir teu destino.

Segredos guardados no silêncio do peito
viram impulso, transformando o feito.
O passado ficou, mas não te define,
a vida floresce, tua alma se afine.

A tempestade passou, a brisa traz calma,
e a esperança renasce, acendendo a alma.
Cada passo teu é força e liberdade,
caminha firme, dona da tua verdade.

Entre dor e lembrança, escolhe sorrir,
cada cicatriz é motivo para prosseguir.
Se o amor se perdeu, ainda há luz a seguir,
leva o coração erguido e aprende a existir.
Therezinha Sant'Anna

Levo meu abraço e a certeza de que, mesmo entre espinhos, sempre há luz para seguir.

Therezinha Sant'Anna, 01/10/25

Melhor que o céu é ter-te em meu delírio,
pior seria o mundo sem teu riso.
Em ti sou verso ardente, sem martírio;
és mais que tudo… és mais que o paraíso!

Márcia Aparecida Mancebo
21/09/2025

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Meu Silêncio Também Fala

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Na triste aurora, teu verso sincero,
Teu clamor, ouvi qual quem sente o mar.
E mesmo tão longe, num gesto austero;
Minha alma hesitou querer te escutar.

Não foi desdém, sequer um menosprezo.
Foi um antigo medo de me perder.
Pois quem já amou e ao amor ficou preso.
Teme o renascer de outra vez querer.

Teu sentir é brasa, breve se apaga.
O tempo há -- fazer-me te esquecer.
Em mim, esta dor também se propaga.
Qual eco suave que tem poder.

Dar nome a ti também não importa.
Se tua alma caminha alada a mim.
E mesmo que a vida feche essa porta,
Teu verso abrirá em belo jardim.

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva -SP

 

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No Silêncio da Perfidia

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É no outeiro onde o vento faz morada.
Onde jurei te amar por toda a vida.
Mas após tua ausência malograda,
Senti no peito abrir uma ferida.

Toda dor que deixaste em meu caminho.
Secou toda esperança ali plantada.
Não brotam flores, somente espinhos.
Machucando minha alma apaixonada.

Se foste tempestade em meu abrigo;
Ainda há luz que arde em meu segredo.
Não nego o pranto, faço que não ligo;
Não julgo o passado e seu enredo.

Não sou aquela que juraste amar.
Mas a dor da perfídia está encravada.
Por orgulho, não demonstro no olhar.
Em silêncio, seguirei minha estrada.

Márcia Aparecida Mancebo

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Memórias em Flor

Memórias em Flor.

Ontem era ainda outono, e eu arrastava  
as folhas secas caídas pelo chão.  
A cada folha, lembranças marcavam  
com lume da estrela, o meu coração.

Hoje é primavera, a nova estação.  
Vejo as flores colorindo os canteiros,
E aquela lembrança do outono tem som  
que a mente retém, e ouço o tempo inteiro.

É cadenciado, suave e bonito.  
Traz aos olhos prazer e contemplação.  
Diante dessa cena, viajo ao infinito:  
Meu mundo particular da emoção.

É neste universo que habita o amor  
pela poesia, em versos inspirados  
na vigente estação, em cada flor  
que floresce com o olhar apaixonado.

Márcia Aparecida Mancebo 
25/09/25

 

 

 

Atividade do grupo Desafio Poético com as palavras em negrito.

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Verso que não nasce

T e m a:

"...e quando não encontro a palavra que preencha o sentido e os sentimentos de um verso"

(Antonio Ferreira in Aninhar Sentimentos da Criação )

Verso que não nasce.

Quando minha alma não suspira, emudece.
Não resplandece no meu pensamento.
A palavra precisa desaparece.
E o verso não diz sobre o sentimento.

Perde a essência do que é grafado;
Um clarão de luz abre uma lacuna.
E o sentido do verso a ser proclamad
Vagueia no espaço sem que se una.

Com a alma calada, não há vida.
Nenhum gesto de algo que emociona.
Somente uma sensação desprovida
De um sentir que nada diz, não menciona.

O escrito falece em ais e gemidos.
Não será mostrada em palavras os versos
Aquele sentimento belo sentido,
Retorna, sem letras, a outro universo.

Márcia Aparecida Mancebo
01/08/25
Itapeva, SP

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Transição

Transição

Enquanto eu via o meu mundo infinito;
Em minha face, o riso era uma flor!
No céu, o lume era meu favorito.
Teu nome era canção bela de amor.

Meus olhos brilhavam com esperança:
Quais estrelas acedem em fulgor
em silêncio, buscando na lembrança
a malícia em ser um sedutor.

E tudo caminhava tão sereno
até chegar aquele vendaval.
Que fez meu mundo voltar a ser pequeno,
tornando o que era belo um banal.

Então, entendi o que era finito.
No íntimo, a inocência fora embora.
Meus olhos que viam tudo bonito
fecham-se, sem lamento, e não choram.

Márcia Aparecida Mancebo

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Versos de Amor e Paz

Versos de Amor e Paz

Um desejo que cintila o viver;
Que espalha a estrela em explosão de fervor.
E é tão dócil, não induz desviver.
Faz o coração pulsar com ardor.

É o amor que habita meu coração:
Cantado em versos na minha poesia:
Extrapola o sentir de uma paixão;
E tem o calor ao irromper o dia.

Demonstra na face um bom sentimento
E reluz no olhar a esperança nata.
Traz inspiração para o pensamento,
Na folha do papel, o amor retrata.

Ser amada com paz no coração;
É como ouvir uma bela melodia.
É navegar no mar com sensação:
Estar flutuando em ondas macias.

Márcia Aparecida Mancebo

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O Último Retalho da Paixão

(Poesia sobre um mote:O Último Retalho da Paixão)


O último retalho da Paixão

Aquele amor tinha tudo pra dar certo
Se não fosse vaidoso e traiçoeiro.
Era minha luz, tirando-me do incerto.
Pois o que sentia era verdadeiro.

Existia uma dedicada paixão,
Era costurada com belos retalhos:
Afetos nos gestos e dedicação.
Era uma via sem precisar de atalho.

Lentamente, o brilho foi se apagando.
Palavras doces viraram ser desdém,
O silêncio foi aos poucos chegando,
E o amor se perdeu em seu próprio além.

Não era tempestade nem vendaval.
Era um mar calmo do começo até o meio,
Até que a traição veio como um mal;
Cortando o último retalho do enleio.

Márcia Aparecida Mancebo

 

 

 

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Primavera na Alma

Primavera na Alma

Enquanto o coração cala e padece;
Os canteiros, ornados com as flores;
Unem-se aos passarinhos, qual a prece
Curando da minha alma todas as dores.

E a estação — primavera — assim floresce.
Flores entrelaçadas mostram fulgores.
Qual estrela a brilhar com luz de messe
Demonstrando ternura em suas cores.

Irrompe a primavera, doce e bela.
Parecendo uma tela de cetim,
Exalando o perfume do jasmim…

E tamanha doçura vejo nela.
Tanto encanto ao olhar, ela revela.
Minha alma, a suspirar, o amor espera.

Márcia Aparecida Mancebo

 

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Poesia Nu e Sem Véu

Poesia Nu e Sem Véu

É a poesia ao dizer das flores belas.
Na fragrância que se sente distante,
Tingindo a paisagem, tecendo em telas,
Dando cores à vida e aos caminhantes.

Em versos, relata que a natureza:
É revelação do amor que conduz;
A sentir, de Deus, a imensa grandeza,
Demonstrado com primor, que seduz!

É tanta beleza a ser grafitada,
Que em versos florescem, nu e sem véu;
Com luzes das estrelas que lhe são dadas;
Para, na noite, abrilhantar o céu.

Flor, estrela e natureza: cartazes,
Inspiração ao poeta e ao pintor.
Com caneta ou pincel, deixam lilases:
O sentimento mais puro, o amor!

Márcia Aparecida Mancebo
19/09/25

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Véus...

Véus...

No véu da noite, a alma entra em convulsão.
Rejeita a mente que evoca saudade
Enquanto o vento entoa uma canção.
E o tempo passa, à luz da eternidade!

Mas a lembrança insiste em recordar
Sem se importar se alma, entristece e chora.
Mesmo que águas dos olhos vão rolar,
lembrando instantes ao nascer da aurora.

Sob clarões, o amor da mocidade
É um cenário belo, esplendoroso
Com tons e luzes brilhando a saudade
de horas boas...tempo maravilhoso!

Assim, eu varo toda a madrugada.
E lentamente sinto a alma serena;
Enquanto a noite, em véus toda enrolada
Qual filme, vou revendo belas cenas.

Márcia Aparecida Mancebo

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Negar e Sentir

Negar e Sentir

Não consigo esquecer os teus abraços,
Sequer tua voz, meu nome chamando.
Quanto mais pela via apresso o passo,
Mais e mais este amor vou alimentando.

Por vaidade, repito: não te quero!
Esta mentira tento acalentar.
Meus olhos não escondem: te venero!
Meu pecado terei que suportar.

Aprendi a manter as aparências.
Quando o vejo, relembro nosso enredo.
Quando minto, é peso na consciência:
Este amor terá que ser meu segredo.

Segredo que de ti me faz cativa,
Me arrasta à saudade em exaustão.
Nas noites, em teus braços eu me enlaço
E adormeço abraçada à solidão.

Márcia Aparecida Mancebo 

   

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Ensejo do Amor

Ensejo do amor

Na primavera há histórias belas.
Marcada com uma espécie preferida
São marcas de doces momentos,
E na mente são levados pelo tempo.

Podem passar as estações e ciclos,
O perfume da dileta essência ainda exala
Fazendo pulsar o coração com lembranças,
De um sentimento sentido outrora.

Era primaveril é inesquecível!
As floradas nos galhos pelo caminho,
Trazem encanto aos olhos enamorados.
Por onde quer se vá leva o querer
Encravado na alma com satisfação.

Relembrar o botão que encantou o olhar
Na primeira vez que sentiu o ensejo do amor
Qual semente que se alastra no íntimo;
É se soltar sem medo ao infinito.

Márcia Aparecida Mancebo

 

 

Atividade oficina verso livre e sem métrica.

 

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Sopro da Primavera

Sopro da Primavera

Setembro trará a bela estação
Com flores e fragrâncias pelo ar,
Trazendo alacridade ao coração,
Deixando-o propenso a se encantar.

Bela estação repleta de florada,
Iluminando a vida e a colorindo,
Nova era estará bem desenhada,
Alegrando o viver, dom tão lindo!

As aves ganharão no céu espaço,
Pássaros voltarão às janelas,
Será inspiração — num leve traço,
Poesias brotarão à luz de velas.

Ah, primavera, venha pra brindar
A saudade que na mente está viva,
Cheia de fantasias a acenar
Às coisas boas que viver motiva.

A inspirar poetas em seus versos,
E que venha repleta de universos.

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva-SP

 

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CPP