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A VIDA EM NOVAS CORES

31266504676?profile=RESIZE_192XA VIDA EM NOVAS CORES

Quando a tarde começa a ir embora,
As cores sobressaem tão bonitas!
Tudo que não notava ontem, agora,
Vejo avivada, e minha alma palpita.

É um palpitar surpreso com a vida,
Chamando a atenção ao que está ao redor;
Tudo que à visão passou despercebida,
Vejo com tons mais fortes e melhor.

Vejo a luminosidade das cores,
Da beleza que há na folhagem ao vento;
Parece dançar, cheia de candores,
Trazendo ao meu olhar um encantamento.

Noto essa transformação aos sentidos,
Ao ver claramente a tarde caindo,
Expondo-se tão bela, sem ruídos;
E meu coração se encanta, sorrindo.

Márcia Aparecida Mancebo
14/09/26

 

 

Mensagem:
Às vezes, a beleza sempre esteve diante de nós; o que muda é o nosso olhar. Quando aprendemos a contemplar, descobrimos que a vida pode se revelar em novas cores.

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FLORAÇÃO

FLORAÇÃO

Juntos, possamos sempre florescer,
unindo nossas forças com amor;
demonstrando na face o que é viver,
com sabedoria e muito ardor.

Assim, alados, sem contestação,
os sonhos serão belos, coloridos,
e os dias serão vértices de emoção;
daremos à vida um novo sentido.

Aprendi com o tempo que a união,
essa união que nos torna fortes,
é fruto da colheita de estações,
que nos conduz por diferentes sortes.

Dores curadas alimentam a alma,
esquecem-se as mazelas, dão direção,
conduzem o pensamento com calma,
inundando a lida com floração.

Márcia Aparecida Mancebo
06/09/26

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Sons ausentes

Sons ausentes

Com o coração em exílio, me angustio.
Num perpétuo silêncio, voo nas sombras.
Me afasto, me tranco, sem nada ouvir.
Emudeceram as vozes... Morreu a alegria.

Na face, escorrem lágrimas de saudade:
Do barulho, das emoções sentidas
em conversas, da fala apropriada
no momento certo, quando tudo desespera.

É um puro naufrágio da esperança,
sem alternativas cabíveis.
Este sentimento desesperançoso desgasta,
corrói, sufocando a minha alma.

São horas que ferem nas linhas da escuridão.
Hoje vejo como é importante o barulho,
para não sentir saudade sem eco...
Como um navio perdido, sem porto.

Márcia Aparecida Mancebo

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A Primavera se Anuncia

A Primavera se Anuncia

Inundando a lida com floração;
nesse fim de inverno com flores se abrindo,
caminho sem pressa em direção
onde vejo o sol tudo colorindo.

E a primavera, ao longe, anunciando
que chegará numa manhã azul;
florida, a paisagem matizando
com a brisa suave vinda do sul.

Será essa brisa que trará a estação,
renovando esperança, trazendo luz,
fazendo acelerar meu coração
nesse cenário belo que seduz.

E assim, com fé na vida, terei a calma
tão precisa para meu caminhar,
onde esgarcei de dor a minha alma,
que ansiava o seu sonho embalar.

Márcia Aparecida Mancebo
12/09/26

"Que a primavera nos ensine que, depois de cada inverno, a vida sempre encontra um jeito de florescer."

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Entre Sonho e Saudade

ENTRE SONHO E SAUDADE

Enquanto o sonho dorme, me proponho
a esquecer a saudade que maltrata;
com amorosidade, versos componho,
tentando escrever o que a alma retrata.

Digo com sinceridade, não nego:
não consigo esquecer o meu passado;
pressinto que, nos meus dias, eu rego
lembranças que pensei ter apagado.

Fechando-me, calada, em meu mundo,
tento ouvir o que diz o coração;
sinto minha alma suspirar profundo,
conduzindo-me à introspecção.

Recomponho-me ao lembrar teus abraços;
pela janela, vejo o sol entrar.
Vem à mente que temos fortes laços,
e não estou tão só ao caminhar.

Márcia Aparecida Mancebo
09/09/26

 

Atividade do Grupo Desafio Poético com as palavras em negrito

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A Carta

A Carta

Aquela carta de amor que te escrevi;
Foi num momento de intensa saudade,
Já não consigo mais viver sem ti;
E não quis esconder minha verdade.

Dizer pessoalmente não consegui,
A timidez impede que isso eu faça,
Na carta disse o que sinto por ti,
O amor cresce enquanto o tempo passa.

Se leste, não sei, resposta não tive;
Sequer uma fumaça de esperança,
Sem resposta calei-me e me contive,
Irei viver somente de lembranças.

Depois de ti não amei mais ninguém;
O teu silêncio leva-me a entender
Que não me amou e que não fui teu bem;
E só me resta agora te esquecer.

Márcia Aparecida Mancebo

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Para não Sentir a Amargura

Para Não Sentir a Amargura

Para não sentir a vil amargura,
A cada dia que amanhece, te espero.
Às vezes sinto que isso é uma loucura,
Mas te esperar é o que mais eu quero.

Quem clama por essa espera é o meu coração,
Que não está acostumado a viver sozinho;
Te esperar, para ele, é uma emoção,
Pois carece de ti para seguir o caminho.

Pode o tempo mudar ou anoitecer,
A espera não será inútil, eu sei.
Tenho a esperança de que irei te rever
E poderei dizer quanto tempo esperei.

Se é um desvario viver a te esperar,
Para não sofrer a cruel desventura,
Te esperarei, pressinto que irás chegar,
Oferecendo ao coração, ternura!

Márcia Aparecida Mancebo
07/09/26

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Verso Solto

Verso Solto

Há sempre um verso solto na poesia,
perdido entre as palavras grafitadas;
às vezes, tem um misto de alegria,
qual estrela brilhante na alvorada.

Quantas vezes, sequer, é um verso morto!
Se for lido e interpretado, é bonito.
Pode servir de guarida ou de porto
a um coração que anseia o infinito.

Esse verso até pode enaltecer
quem esteja submerso na tristeza;
verso assim, se lido, faz renascer
o abatimento que não vê beleza.

Nas entrelinhas da palavra está,
a esperar que alguém o encaixe na linha.
É poesia tão pura, igual não há;
é uma direção, lume a quem caminha.

Márcia Aparecida Mancebo
06/09/26

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O Valor de Viver

SETEMBRO AMARELO

 

O Valor de Viver

Faço introspecção sobre os sentidos,
Os pensamentos vagam pelos cantos,
Onde os tristes instantes estão retidos,
Silenciosos, entre dores e prantos.

Retidos num invólucro escondido,
Onde a mágoa e o rancor corroem a alma,
E o silêncio encobre todo o ruído,
Reprimindo do viver o que desarma.

Num casulo aprisiono o que é sagrado,
Sentindo-me um ser tão rejeitado,
Esquecendo que a vida é valiosa.

Vejo, na escuridão, o que é precioso,
Encontro a cura em um Ser Grandioso,
E renasço para a vida esperançosa!

Márcia Aparecida Mancebo
08/09/2026

 

Mensagem

Valorize a vida.
Mesmo quando a noite parecer longa,
sempre pode haver uma luz esperando para nascer.

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CINZA Da MEMÓRIA

CINZAS DA MEMÓRIA

Naquela tarde, quando o sol caía,
Minha alma esgarçava-se de tristeza,
Ao ver que o fogo em chamas percorria
Toda a vila, em sua verde beleza.

Era tão belo aquele vilarejo:
Poucas casas, a igreja e a bela praça,
Que às vezes fecho os olhos e o vejo;
Quando o fogo o atingiu, vi só fumaça.

E as chamas consumindo lentamente,
Apagando memórias tão sagradas
E matando o sonhar de tanta gente
Que há décadas fazia sua morada.

Quando a noite adentrou, via-se um clarão;
Não de luzes, mas do fogo que subia,
Pois o vento era qual um furacão,
Matando a esperança de quem sorria.

Márcia Aparecida Mancebo
07/09/2026

Reflexão:
Há perdas que o fogo pode consumir, mas jamais consegue apagar da memória aquilo que o coração guardou.

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TURBILHÃO

TURBILHÃO

É quando a vida vira um turbilhão
que sinto-me sozinha a caminhar,
e vejo que o amor é mera ilusão;
desisto da esperança em te encontrar.

O sonho sobressalente desfaz,
e a minha companhia é a noite.
Noite escura, a lembrança tua traz,
a mente se comprime com o açoite.

Teu gesto caricato, às vezes, vem
trazer ao rosto um traço inesperado;
não há ternura em tudo o que ele tem,
deixa o coração desassossegado.

Tenho um sentimento raro e especial
que nasce quando estou desesperançosa,
sinto-me renascer num pedestal,
e a alma se revela mais corajosa.

Márcia Aparecida Mancebo
03/09/26

 

 

 

 

Atividade do Grupo Desafio Poético com as palavras em negrito 

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Soneto à Estrela

Soneto à Estrela

Não é verão e a noite desce em mim,
Encobrindo-me com um véu escuro
Pra que eu não veja a estrela que procuro;
E não sinta o perfume do jardim…

Não entendo por que fazer assim:
Deixando-me tão só neste obscuro.
Por desejar apenas o que juro;
Que levarei comigo até o fim.

A estrela procurada é só minha,
Mesmo à noite, escondendo-a com véu.
Eu sei bem que estará sempre no céu.

Espero que o verão mostre-a à tardinha:
Quando o sol se esconder atrás do monte,
Cinzelando, com cores, o horizonte.

Márcia Aparecida Mancebo
13/08/26

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Quando a Dor Vira Canção

Quando a Dor Vira Canção

E se a poesia brota onde a alma sente,
Quero que o silêncio venha consentir.
Há perfumes que vêm docemente,
Mesmo que o olfato não consiga sentir.

Quiçá Deus semeie, entre os versos,
O poder que transforma a emoção,
Fazendo dos encontros mais diversos
Um jardim florescer no coração.

Não sei explicar de onde vem a beleza,
Sequer onde nasce a força de um refrão.
Só sei que, quando a arte tem grandeza,
Ela deixa a digital com emoção.

E se uma lágrima cair pelo caminho,
Que seja fruto de uma inspiração;
Pois, quando a alma enche-se de carinho,
Até uma dor pode virar canção.

Márcia Aparecida Mancebo

05/09/26

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Vestígios

VESTÍGIOS

Amo a vida; ela fotografa momentos,
tantos os bons como os que não deram certo.
Assim, ensina-me a entender a lida:
é difícil transitar sem chorar.

Fotografias do que perdi, analiso;
toda perda tem um quê de verdade.
Então, procuro melhorar e seguir,
sem deixar afetar o que pretendo.

Os bons momentos são como relíquias,
guardo-os com carinho na memória.
São repletos de flores ao redor,
a maioria, da infância bela.

Família reunida, saudade eternizada,
tempo ingênuo, coração amoroso;
cantoneiras floridas nas janelas:
retratos de um tempo que vive em mim.

Márcia Aparecida Mancebo
02/09/26

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O Silêncio do Olhar

O Silêncio do Olhar

Há no teu olhar um céu claro e bonito,
Que guarda o que não ousas me contar;
Tenho a impressão de que é o teu infinito,
E pedes a tua alma não revelar.

Teus olhos dizem muito em um instante,
Mesmo quando os teus lábios dizem não;
Creio haver um segredo inquietante,
Que habita entre o silêncio e a emoção.

Silêncio, às vezes, torna-se pleno.
Quando o olhar demonstra nada dizer:
Bastando um gesto, um gesto tão pequeno;
Que em teu universo tenta esconder.

E quando a tarde morre e finda o dia;
O teu olhar continua em meu pensar;
Qual uma bela e doce poesia.
Que a noite não consegue silenciar.

Márcia Aparecida Mancebo
07/08/26

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Nas Entrelinhas da Vida

Nas Entrelinhas da Vida 

Assim sigo escrevendo a minha história
e sem lembrar que o tempo é ligeiro
e que grava momentos na memória,
sendo nas minhas noites travesseiro.

Às vezes, travesseiro bem macio,
qual as ondas serenas do meu mar,
levando-me a esquecer que existe frio
nas primaveras com vento a passar.

E quando o travesseiro é pedra dura,
o parágrafo da história emudece
pra esconder a lágrima que perfura
a minha alma que de dor estremece.

Assim sigo a viver a plena vida,
procurando nas noites estreladas
luzes e espumas que estão escondidas
sob travesseiros da minha estrada.

Márcia Aparecida Mancebo
05/26

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Casa dos Poetas e da Poesia

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 Casa dos Poetas e da Poesia

 
Nesta casa onde floresce a poesia,
a inspiração está solta a gritar.
Teço meus versos com muita alegria
para todos meus amigos saudar.
 
Aqui, neste universo colorido,
de palavras bonitas, recheado,
exalto o que na alma está embutido:
que é um laço que está todinho atado
em cada gesto aqui demonstrado.
 
Esta casa, que faço parte com prazer,
com ambiente propício ao amor,
cada estrofe que venho a escrever
simboliza o que sinto com fervor.
 
Resta apenas, com gratidão, dizer:
aqui a amizade está enraizada.
Amigos são anjos a resplandecer,
que tornam suave minha jornada.
Não me deixam jamais esmorecer,
ornando com flores minha estrada.
 
Márcia Aparecida Mancebo
03/09/26
 
 

 

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PARABÉNS, CASA DOS POETAS E DA POESIA

PARABÉNS, CASA DOS POETAS E DA POESIA

Onze anos nesta casa de poesia,
onde o amor e a amizade andam alados.
Não consigo conter a euforia
de saudar esses anos com um brado.

Um brado de alegria e ternura,
desejo ardente, sempre gratidão;
aqui, a amizade é mel e tem doçura,
e o perfume da saudade é emoção!

Cada ano, as flores são espalhadas
pelos caminhos, outeiros e chão;
e, do chão, as poesias são brotadas
da mais profunda e bela inspiração!

A cada linha escrita é louvor,
um elo profundo de devoção;
aqui, neste espaço, vibra tanto amor,
num elo sagrado do coração.

Márcia Aparecida Mancebo

03/09/26

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Revelação

Revelação

A vida tira fotos dos momentos,
de tudo que fiz, de cada passo,
e vai registrando para que um dia
possa sentir cada emoção vivida.

Os instantes imensos de ternura,
as quedas e reviravoltas dos anos,
as desilusões, também os afetos.
Tudo, tudo que vivi é fotografado.

E, quando menos esperar, estarei diante
dos sonhos guardados em cada estação,
alguns realizados, outros ainda na esperança
de um dia acontecerem com a aurora.

Assim, seguirei sempre ansiosa,
para que no futuro algo possa me trazer
a alegria de dizer que há beleza
em cada foto revelada à mente,
que os anos passam, mas a fé nunca me abandona.

Márcia Aparecida Mancebo
08/08/26

Atividade da oficina de Verso livre 

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Renascer do Amor

Renascer do Amor

Momento sublime onde o amor revela:
sua pura nudez, em um ritual…
A intimidade crua à luz de velas,
a quem se entrega ao amor, é normal.

Murmúrios… respiração ofegante.
Carinho e afago é intencional.
O tempo não passou para os amantes.
É um amor forte e incondicional!

Querer que venceu barreiras na vida,
fazendo desse enlace um evento,
transpondo o impossível que existe na lida.
Um elo unido em um sacramento.

Um renascer todo dia é regar
um sentimento que leva ao infinito,
repetindo sempre a palavra amar;
um gesto amável floresce bonito.

Márcia Aparecida Mancebo
17/08/26

Saiba mais…
CPP