A Brisa Outonal
A brisa suave, de frescor sutil,
Desce como névoa de cristais suspensos,
Pairando sobre o meu jardim de tantas flores
Onde repousam perfumes ousados
Ela colhe essências invisíveis
E, ao passar pelo jardim sempre quieto
Toca meu corpo como um sopro leve
E envolve minha alma em delicado repouso.
Traz consigo sentimentos perfumados,
Como se cada pétala lhe confiasse
Um fragmento de ternura e paz.
E nesse toque quase etéreo
Sinto curar-me de uma antiga e incerta doença
Daquelas que nem o próprio coração compreende.
A brisa do outono, mensageira serena,
Traz esperança ao peito atormentado;
E no silêncio desse instante nasce
Uma paixão discreta pelos mistérios da vida.
Mistérios que a existência semeia
No tempo e no destino das coisas,
Promessas suaves do que ainda virá
no horizonte invisível do futuro.
Sem pressa, sem ruídos ou tormentos,
Pois a magia do outono não admite correrias;
Apenas convida a alma à plenitude da paz.
E assim, nas minhas mãos silenciosas,
Parece brotar tudo aquilo que é do bem
Como se o próprio vento soprasse bênçãos.
Passa a brisa leve, quase um suspiro
Vento manso do outono em serenidade,
Trazendo pequenas pérolas geladas,
Minúsculas gotículas no silêncio da luz.
Pontinhos de neve imaginária
Que despertam nos meus olhos
Lágrimas que rolam de emoção.
Fim
A. Domingos
07/03/2026
https://youtu.be/MvIN--5wUqk?si=IriZht1PcyNqnlTA
Eu e a Brisa Caetano Veloso
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