A Brisa Outonal

31101203473?profile=RESIZE_710x

A Brisa Outonal

 

A brisa suave, de frescor sutil,

Desce como névoa de cristais suspensos,

Pairando sobre o meu jardim de tantas flores

Onde repousam perfumes ousados 

 

Ela colhe essências invisíveis

E, ao passar pelo jardim sempre quieto 

Toca meu corpo como um sopro leve

E envolve minha alma em delicado repouso.

 

Traz consigo sentimentos perfumados,

Como se cada pétala lhe confiasse

Um fragmento de ternura e paz.

 

E nesse toque quase etéreo

Sinto curar-me de uma antiga e incerta doença 

Daquelas que nem o próprio coração compreende.

 

A brisa do outono, mensageira serena,

Traz esperança ao peito atormentado;

E no silêncio desse instante nasce

Uma paixão discreta pelos mistérios da vida.

 

Mistérios que a existência semeia

No tempo e no destino das coisas,

Promessas suaves do que ainda virá

no horizonte invisível do futuro.

 

Sem pressa, sem ruídos ou tormentos,

Pois a magia do outono não admite correrias;

Apenas convida a alma à plenitude da paz.

 

E assim, nas minhas mãos silenciosas,

Parece brotar tudo aquilo que é do bem 

Como se o próprio vento soprasse bênçãos.

 

Passa a brisa leve, quase um suspiro

Vento manso do outono em serenidade,

Trazendo pequenas pérolas geladas,

Minúsculas gotículas no silêncio da luz.

 

Pontinhos de neve imaginária

Que despertam nos meus olhos

Lágrimas que rolam de emoção.

 

Fim

A. Domingos

07/03/2026

 

https://youtu.be/MvIN--5wUqk?si=IriZht1PcyNqnlTA

Eu e a Brisa Caetano Veloso 

 

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

CPP