A Face do Mal - soneto-

O que há por onde eu ando?
Malícias que me pegam entre as pernas?
Se for eu, chuto-as aos bandos,
empurrando-as para a escura caverna.

Coisas são como são! Nunca esqueça:
meu instinto não foge à regra.
Cobra morre ao ter esmagada a cabeça
quando a indiferença não a desintegra.

Meu coração é uma ternura morta,
m’alma, pela vicissitude, nada comporta;
por isso fecho os olhos para o mundo.

Se é certo ou errado, isso não me importa:
aquilo que não se quebra se entorta,
e a face do mal aparece a cada segundo.

Alexandre Montalvan

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Alexandre

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Comentários

  • Lindo seu soneto, Alexandre!

    Aplaudo!

  • Gestores

    Perfeito texto, infelizmente.

  • Caro poeta Alexandre

    Por isso temos que estar atentos para tudo pois não sabemos o que apresentará para nós.

    Um belo poema.

    Parabéns

    Abraços

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