Esse silêncio profundo e decadente é muito mais do que nossos olhos poderiam ver, e o caos vem a partir da ordem. Emoções continuam enlatadas e preparadas para nos enganar,
Os medos vêm de lugares cinzentos, mas também de lugares ensolarados, com parques e balanços que não balançam. Existe algo grotesco que vem com um exército de palavras,
São resquícios de velhas angústias esperando em cada esquina, melancolias traiçoeiras que não deixam fechar as feridas,
Mas tem gente que reivindica esses fósseis estéreis, corroídos pelo tempo, que nunca partem nem nos deixam dormir. São anseios de um passado clemente e saudosista. Persistem nesse lago congelado e sem vida,
Os segredos se afogam num café forte e escuro e continuaremos perplexos, tentando decifrar a gramática do silêncio...
Comentários
Ave, poeta! O silencio, às vezes é poesia... Ab.
Parabéns prezado Poeta Diego Tomasco por Poesia de muitas inflexões, lindas e expressivas Metáforas..
Vossa poesia mergulha nos territórios obscuros da memória e das emoções reprimidas.
O silêncio surge não como ausência, mas como uma linguagem difícil de interpretar.
Medos, angústias e melancolias aparecem como resíduos de um passado que insiste em sobreviver.
“Parques e balanços que não balançam” reforçam a sensação de vazio e ansiedade.
O poeta contrapõe ordem e caos, luz e sombra, lembrança e esquecimento.
O “lago congelado” e o “café forte e escuro” a atmosfera de imobilidade e introspecção.
É uma poesia densa e metafórica sobre aquilo que sentimos, mas nem sempre conseguimos dizer.
Verso em destaque:
“Os segredos se afogam num café forte e escuro”
- Uma imagem intensa e original: o cotidiano do café transforma-se no lugar simbólico onde dores e segredos procuram esconder-se, enquanto o silêncio continua indecifrável.
Nossos abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos...
Obrigado Antônio pela tua analise
Li e reli. Saudações, Diego.
Obrigado pelas palavras querida