A Pergunta Que Ficou

A Pergunta Que Ficou

Hoje voltei às ruas do passado.
Procurando o que lá ficou retido.
Andei por avenidas com gramados.
Encontrei os meus sonhos esquecidos.

Sentei num banco velho que eu sentava.
Ao ver as flores ao redor, chorei.
Cada lágrima caída lembrava,
As coisas que amei e que lá deixei.

As horas passaram e eu ali sentada.
O tempo passou e não percebi.
Vi coisas que não mais imaginava
ainda existir e tudo revi.

Relembrei a canção que mais gostava.
E as doces palavras que proferia.
Mas, se era verdade o que sussurrava;
Por que disseste adeus aquele dia?
Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva-SP

 

 

 
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Comentários

  • Ave, minha doce poetisa! O bardo quase chorou com teu belíssimo poema de amor e a melodia espetacular que o fundeia. Desculpe, mas não resisti 

    A RESPOSTA QUE FALTAVA

    Se fui embora, foi por não ter chão,
    o mundo em mim pesava mais que o teu!
    mas, em meu peito a dor da decisão
    ficou, e não te disse como doeu!

    Naquela tarde meu céu se perdeu,
    e o vento me trouxe a brisa da ilusão!
    Te juro: Nunca foi desprezo meu
    foi medo de te ver sofrendo, então!

    Agora volto ao tempo que deixei,
    para rever teu brilho que refaz,
    e, beijar os teus lábios sem pensar,

    pois teu amor eu nunca desprezei,
    e a partida só levou minha paz,
    Se ainda choras, choro sem cessar!

    1 ab

    • Que lindo! Obrigada. Um abraço 

       

       

      Permite que eu postei como dueto?

  • Querida Márcia, eu também visito os lugares pelos que andava quando era fui feliz. O lugares ficam mas não a felicidade, mesmo assim volto a passar, pois já apenas resta a saudade.

    Gostei muito do poema!

    Beijos!

     

     

    • Obrigada pela visita e comentário, Juan!  Um abraço 

  • Olá Márcia, mais uma belíssima Poesia em lindos versos.

    Os dissabores do Amor as vezes são surpreendentes, 

    " Porque disseste adeus naquele dia? "

    É a canção, o velho banco, lágrimas, flores muitas lembranças.

    Abraços fraternos amiga Poetisa 

    • Obrigada pelo comentário carinhoso, Antônio!

      Um abraço 

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