A POESIA DO MAR
A poesia supre-me tal um alimento...
Lamento que repercute-se da alma
Calma que em mim doma o tormento
Atento à vida a levar-me sem trauma...
Viaja, valsando, num barco sem vela...
Tela onde pinta-se, a cor do profundo
E fundo... Precisa de longa manivela
Que sela um giro ao redor do mundo...
Lanço eu, meus versos às espumas...
E brumas ao verde mar entre ondas
Remandas quando as tem, algumas
Umas mais altas e menos redondas...
(A POESIA DO MAR - Edilon Moreira, Março/2019)
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