A VALSA*
Bem me lembro daquela doce primavera...
Seu corpo mergulhado, lasso, entre meus braços,
o meigo encontro dos olhares e dos passos,
tornando realidade uma antiga quimera!
Ainda vivem em minha mente aqueles traços
que ornavam o salão qual mimosa aquarela,
adornada, talvez, por alguém de outra esfera
e, cuja lembrança inda deixa os olhos baços!
Meu outono da vida chegou apressado,
mas, aquela cadência de amor inda soa
dentro d’alma, agora em tom ameno, mais lento,
pois, na sombra do tempo, o amor jaz embaçado,
e o lance que um dia foi longo, agora ecoa
como curto compasso sussurrado ao vento!
Nelson de Medeiros
*Inspirado na lembrança de uma valsa e a moça dos sonhos do poeta.
Comentários
Nelson
Um sóneto dentro de outro soneto
Uma poesia dentro de outra poesia
Um sonho dentro de outro sonho
Um abraço
Bom dia, me amigo poeta. Sempre grato por seu incentivo permanente; 1 ab
Um maravilhoso soneto! Parabéns! Abraços!
Boa noite, poetisa Edtt. O bardo te sapuda e te agradece, sempre. 1 ab
Este soneto dodecassilabo, ficou maravilhoso..... Um luxo! Parabéns, Nelson.
Um carinhoso abraço
A valsa é linda.
Boa noite, Márcia. Ave! Sempre agradável e sempre presente. 1bj
Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindeza Nelson!
Poesia, imagem e som!!
Aplausos e meu abraço
Ave, poetisa! Tanto quanto você, bela. 1 ab
Digno de aplausos e flores!!! Feliz final de semana, Nelson
Ave, linda menina poeta! Uma valsa digna de ser bailada! bj
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