Ide com os lamentos que encontraste,
D'amargura, ó penumbra espectral,
Todo o plangor d'um sino que entoaste
Repicaste em soturna catedral.
Em minh'alma que outrora tu vagaste,
Folhas caíam na tarde autunal,
Recordavas alvores que enterraste
A noite em um prado cemiterial.
As alamedas flóreas, seculares,
Há tempos que vagueia pelos ares,
Eterna a velha mágoa dos poentes...
E o astro que de novo o céu inflama,
Reflete tua essência sobre a lama,
Morrendo em vivas cores reluzentes...
Thiago Rodrigues
Comentários
Bastante profundo. O poeta escreve com magia a realidade.
Grato pelo comentário, Margarida!
Emoções fortes
Belíssimo poema
Obrigado, poetisa!