Às vezes sou uma ostra e outras
um pássaro que voa,
Vejo e sinto meu coração que dispara,
Tenho centenas de olhos, alguns enxergam e outros se fecham com o vento,
Às vezes sou um orvalho onde a grama não cresce, e noutras sou uma lembrança de luz que não se esquece,
Sou curioso, um segredo calado, uma verdade improvisada, um arco-íris de chuva gelada,
As vezes meus segredos me consomem, como luz apática numa adivinhação e me pergunto se existe outro amanhecer, se existe outro sentimento,
Uma última palavra..
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Simplesmente, um texto belo — ©JoaoCarreiraPoeta.