TARDES DESERTAS

Florescem nessas pálpebras abertas,

Longe dos olhos tristes deste horto,

Os sentimentos das tardes desertas,

Relíquias de um poente quase morto...

 

Entoam aves o canto da natura,

Silente o citaredo da saudade 

Traz-me somente o som da sepultura,

As árias autunais da soledade...

 

E pelos prados, bosques e veredas,

No alvorecer sombrio das horas tredas,

Com brumas inda vejo o meu fadário...

 

Folha perdida indo pelos ares,

Eu sou o que vagueia sem cantares,

Eu sou o que vagueia solitário!...

 

Thiago Rodrigues 

 

 

 

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Comentários

  • Bem interessante! Há os desertos de cada um e muitas vezes ao nosso redor também.

    • Grato pelo comentário, Luiz! 

  • Maravilhoso soneto, Thiago! Escrito com sentimento. 

    Parabéns e um abraço 

    DESTACADO 🌹 

     

    • Grato pelas palavras, Márcia! Um abraço!

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