CINZAS DA MEMÓRIA
Naquela tarde, quando o sol caía,
Minha alma esgarçava-se de tristeza,
Ao ver que o fogo em chamas percorria
Toda a vila, em sua verde beleza.
Era tão belo aquele vilarejo:
Poucas casas, a igreja e a bela praça,
Que às vezes fecho os olhos e o vejo;
Quando o fogo o atingiu, vi só fumaça.
E as chamas consumindo lentamente,
Apagando memórias tão sagradas
E matando o sonhar de tanta gente
Que há décadas fazia sua morada.
Quando a noite adentrou, via-se um clarão;
Não de luzes, mas do fogo que subia,
Pois o vento era qual um furacão,
Matando a esperança de quem sorria.
Márcia Aparecida Mancebo
07/09/2026
Reflexão:
Há perdas que o fogo pode consumir, mas jamais consegue apagar da memória aquilo que o coração guardou.
Comentários
Aquilo que guardamos na memória sempre existe para nós.
Meus parabéns, querida amiga.
Beijos
Márcia
a memoria não apaga
um versar reflexivo
um abraço
Tomo as Labaredas de fogo no vilarejo como uma Metáfora de sofrimentos e perdas.. Porém o fogo consumiu todo o vilarejo sem dó dos sofrimentos e todas as perdas......
Parabéns amiga Poetisa Marcia por construção poética de muita criatividade, inspiração e sabedoria
Obrigada, Antônio! Um abraço.