E longos anos indo aqui vagando,
Que já murchaste a terna margarida,
Do sonho casto que foste pranteando,
Folha perdida nos vergéis da vida.
Ó minha amada um sino vai vibrando,
Sempre vibrando a lira entristecida,
Dos nossos passos indo caminhando,
Sempre a caminho da última guarida.
Crepúsculos e luares, luares
E crepúsculos, ebúrneo sol poente,
Noite estrelada que encobre os algares.
E a vida, a repetires, tão tristonha,
Como um corvo que habita em nossa mente,
Ora chora, tu, ora ama, ora sonha...
Thiago Rodrigues
Comentários
Maravilhoso soneto!
Parabéns, Thiago.
DESTACADO
Um abraço
Boa noite! Obrigado, Márcia! Um abraço!
Admirável inspiração. Meus aplausos
Boa noite! Grato pelo comentário, poetisa Lilian!
Ave, poeta! Excelente está o teu soneto. Um lino lamento envolvido por cordas de um saudoso violino!
Boa noite! Grato pelas palavras, nobre poeta! Um abraço!
Aplausos mil! Adorei!
Obrigado, nobre poetisa!