De Improviso
Sem ter o que escrever
Eu insisto e rabisco
Uns riscos no papiro
Uma mentira de poeta
É folha de caderno
E caneta esferográfica
Papiro um raro respiro
Um susto assunto de outrora
Então eu sou um pecado
Que rastreia versos
De Improviso
Em nome de Dona Aurora
Noite chegando
O sol se escondendo
Atrás da montanha
O sol com vergonha
Do dia igual que se vai
Que se esvai
Por um ralo qualquer
Baratas entram e fogem
Do fedor do inseticida
A geladeira vazia
O fogão sem gás
O prato um belo bibelô
A felicidade foi efêmera
A vitória foi verdadeira
Verdadeira ilusão
Cadê a manteiga no pão
A tristeza quer porque quer
Se eternizar
O agora que se exploda
Um café no copo de gelatina
Sem açúcar eu aceito, ora pois
Só quero da marca Primogênito
Sem mais para o momento
O tempo custa caro
O meu coração soluço
A minha alma incolor
Não durmo de bruços
Uma esperança
Deitar e dormir com travesseiro
Utopia é estar poeta
Um dia de Improviso
Fim
A Domingos
Rev ADFF
Comentários
Antonio
de improviso li seus versos
tem varios avisos
apesar dos altos e baixos da vida
o poeta continua sua sina
um abraço
Uma honra para mim ter sua importante avaliação.
Obrigado prezado Poeta Davi
Parabéns pela inspiração e criatividade, Antônio! Um esplêndido texto!
Abraços
Gratidão amiga Poetisa Marcia por seu valioso comentário.
Uma honra para nós aqui em casa.
Abraços fraternos
Ave, meu amigo e poeta Antonio e com certeza sua esmerada filha: Que peça escrita com rara perfeição! Muito boa. Parabéns. 1 ab
Agradecemos demais sua atenção e leitura e apreciação..
Uma honra para nós aqui....
Abraços fraternos
Exuberante poética! Aplausos a tua criatividade e singularidade nas letras.🌸🌻
Agradeço demais sua atenção e avaliação amiga Poetisa Lilian..
Uma honra para nós aqui em casa..
Abraços fraternos sempre
Que beleza A. Domingos!
Ser Poeta afuguenta um pouco o frio?
Agradeço muito seu valioso comentário...Um honra para mim
Com certeza amiga Margarida.
Abraços fraternos