APAGAMENTO
Derramada a cera,
Já extinta a flama,
O círio sem lume
Nas mãos de Psiquê,
Estática lança,
Lança estranha luz
E acende o espanto.
Anjo envenenado
Sem qualquer poção.
Ponta seca, a flecha
Indelével de Eros
Continua cravada.
Tão sutil, no peito,
Tão funda, na mente.
Ideia sem forma.
Corpo sem ofício.
Ainda é amor
O adeus que tingiu
De dor noites calmas,
Caladas, insones,
De almas apagadas.
(E. Rofatto)
Comentários
Intenso e belo poema. Li de coração
Grato, Lilian! Um abraço!
Ainda é amor...
Belíssima tela em poesia!
Parabéns Poeta
Grato, Rocha! Um abraço!
Parabéns pela bela tela poetica, Edvaldo! Um abraço
Grato, Márcia! Um abraço!