Desdêmona

Desdêmona

 

Ah, Desdêmona. Que ama, suplica e chora.

Tu só querias a metade de uma hora:

“- Half an hour! ... while I say one prayer”!

Sim, para rezar. Era o quanto te bastara,

Mas não se viu atendido o justo brado

E não rezas, o que mais te faz padecer.

Quão triste. É o mouro Otelo, teu amado,

Que por incauto ciúme se viu dominado,

Quem te cala e te veda a derradeira prece.

Oh, Emilia bendita, se pouco antes chegara...

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Pedro Avellar

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Comentários

  • Poema primoroso, poeta amigo, minhas sinceras reverências.

    Sangra de ciúmes o mouro,

    Que como ave de mau agouro,

    Retira-lhe a felicidade,

    Onde está neste ato a sanidade?

    Está na espera do amor duradouro!

    Como disse Martinho da Vila: Se o branco tem ciúmes, que dirá o mulato...

    Abraços, paz e Luz!!!

    Perdoe minha brincadeira em versos...

    • Muitíssimo obrigado, Ilario. Gostei dos teus comentários em versos.

  • Gestores

    10761997267?profile=RESIZE_584x

This reply was deleted.
CPP