ECOS DO PASSADO
Nossos males são frutos do que fomos,
escolhas que fizemos, mal pensadas;
não há perdão nas leis que violamos,
nem nesta vida, nem nas já passadas.
Não me disseram, assim, vozes aladas,
só vejo e sinto as marcas que deixamos;
a vida e as tendências que enfrentamos
são provas destas dores já plantadas.
O ato é semente, o mundo é terreno;
vem o fruto, maduro ou estragado:
o justo colhe o mel; o vil, veneno.
A dor ensina o espírito cansado,
e o leva à luz por áspero caminho,
onde se vence o mal já semeado!
Nelson de Medeiros, 11/04/2026
Comentários
Maravilhoso Soneto.. quando ecos do passado relata esperiencias de vida , escolhas decididas e com certeza não há perdão para o agora ou passado nas leis que violamos ou que pecamos. O Perdoador não perdoa leis de comportamento e caráter.
" O justo colhe o mel, o vil o veneno" isto é a verdade da justiça que se faz..
E a dor ensina o espírito cansado... lindo verso...
Parabéns prezado Poeta Nelson Medeiros por mais este belo trabalho poético, onde as vidas se repetem entre outras matizes e Tempo e assim a eternidade se faz nas vidas vividas nos diferentes tempos.
Abraços fraternos prezado Poeta