Enfant de Guerre // Criança na Guerra....

Enfant de Guerre
(Original foi escrito em Francês, ao ver noticias da Siria em 2014)
 
Entraîné et balloté
regard perdu, le visage vide
l'espoir égaré
parmis l'amas de débris
petit brin de vie au fond de l'âme
source inquiète du néant
 
l'essor de la mort lache ses nausées fétides
Terre d'hommes éventrés troués châtiés
impitoyable la mort sonne le glas
 
la mer de boue et de sang
entoure de ses bras l'enfant
petit brin de vie palpitant et surpris
 
regard perdu et hagard
.
La Vie, qui es-tu?..
 
Qu'est-ce donc la vie?...
dans cet immense vide ...?
.
Chantal Fournet (17 Outubro 2014)
 

Criança na Guerra

 

arrastada, sacudida
rosto vazio, olhar perdido
manietada esperança
entre destroços e ruínas
uma réstea de vida no fundo da alma

inquietante fonte do Nada.
o rasto da morte larga seu vómito fétido
Terra de homens esventrados,
punidos, despedaçados

Impiedosa a morte toca a rebate
o mar de sangue e de lama
envolve de seus braços a criança
titubeante vida, surpresa e palpitante
olhar assustado e perdido
.
.
Vida, quem és tu?
O que é então a Vida?...
neste vazio imenso ...?
.
Chantal Fournet

(29 Outubro 2014)

 
 
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Comentários

  • Gestores

    Adorável texto!! Parabéns Chantal!! 

  • Gestores

    Pas seulement en Syrie, mais partout ...

     

  • Lindissima comtemplação e sensilidade com àqueles atingidos principalmente pela guerra.Migrantes sem destino

    Parabéns amiga Chantal

  • Brilhante!

    Aplausos!

  • ACTUALISSIMO ... CHORO EM GRANDE LAMENTO....6 ANOS DEPOIS O QUE MUDOU? NADA...

    Organizações internacionais alertam para a vulnerabilidade das crianças às baixas temperaturas. Famílias de deslocados procuram abrigo, mas muitas não conseguem mais do que uma tenda ou uma construção inacabada
    Organizações internacionais alertam para a vulnerabilidade das crianças às baixas temperaturas. Famílias de deslocados procuram abrigo, mas muitas não conseguem mais do que uma tenda ou uma construção inacabada
    • Endosso. De fato atual o texto e muito profundo. Parabenizo a republicação dos versos.

      Terra de todos e de ninguém.  Nem as crianças que ali nasceram podem usufruir da sua nacionalidade com dignidade.

      Suas famílias buscam o refúgio em terras estranhas. Que não as recebem, muita vez!

       

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